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De tudo resta um pouco…

9th março , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Std1 Backstage, designers, do you remember???, fotografia, refletindo... por clodiney

Nostalgia bateu hoje na std1, encontramos o Fotolog (sim, ainda existe) da empresa até 2004.

Bateu a curiosidade, da um pulo lá
http://www.fotolog.com.br/studi1/

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a reforma da atual sede…

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video:Rethink scholarship Langara

8th março , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Animação, Design na veia, videos e afins por clodiney

Ótimo vídeo da escola canadense, sem palavras literalmente.

Rethink Scholarship at Langara 2010 Call for Entries from Rory O’Sullivan and Simon Bruyn on Vimeo.

Para mais infos: http://rethinkscholarship.com/

Logorama

8th março , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Animação, Design na veia, videos e afins por clodiney

Vencedor do Oscar de Curta Metragem. Feito só com Logomarcas.

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johnnie walker… um empreendedor!

5th março , 2010 | 1 comentário | Postado em Design na veia, embalagem, mkt, propaganda, videos e afins por hugo arantes

Numa história só… empreendedorismo, inovação, design de embalagens, branding, e tudo mais que faz a marca Johnnie Walker única!

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O que devemos esperar da web em 2010

23rd dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em TI way of life por hugo arantes

Quando, em 1984, foi lançado o filme “2010. O ano em que faremos contato”, seus produtores achavam que 2010 estava muito longe. No entanto, 2010, agora, chegou.

Arthur Clarke, autor da obra escrita em 1982 e que posteriormente deu origem ao filme, acertou em cheio em dar à tecnologia o papel de protagonista do filme. Assim como no filme, a tecnologia tem definido nossos rumos tanto no presente quanto no futuro.

Tecnologia atualmente passa pelo ambiente interativo.

Prever os acontecimentos na área de tecnologia interativa é tarefa para “Gatners” e “Popcorns”. Vou dar uma humilde contribuição com a minha visão de mercado. Vamos falar um pouco de como deverá ser a web em 2010 no Brasil.

Lá vamos nós com a nossa seção anual “mãe Dináh”.

2009 foi um ano marcado pela crise e pela (re)descoberta do Brasil por parte dos países que ainda achavam que a nossa capital era Buenos Aires. O fato de a crise não ter abalado tanto nosso país nos mostrou que somos mais fortes do que parecemos. Um pouco do nosso complexo de vira-lata se perdeu ao longo do ano.

A demanda reprimida, os IPOs adiados e os investimentos abafados deverão explodir em 2010. Ponto positivo para as empresas que tiverem se posicionado corretamente ao longo de 2009. A web deverá ganhar boa parte dessa verba, principalmente devido a sua capacidade de mensuração. A exigência por resultados por parte dos acionistas estará cada vez mais acirrada no pós-crise e a web tem uma capacidade natural para tal.

É lógico que os anunciantes procurarão os fornecedores que se mostrarem mais profissionais no quesito mensuração, já que o mercado está cansando de posturas amadoras. A pressão por prazos e resultados estará cada vez mais em pauta.

A entrada de grupos internacionais no Brasil irá se intensificar e mais fusões e aquisições serão realizadas ao longo de 2010. Veremos uma solidificação dessa tendência. Isso irá gerar muitos novos empreendedores digitais com olhos para esse mercado nos próximos anos.

O Brasil deve desenvolver cada vez o empreendedorismo digital e acredito que nos próximos anos deverá se destacar nesse tema, principalmente com o empreendedorismo invadindo as escolas e sendo o brasileiro o povo que mais navega na web dentre todos os povos do mundo.

A escolha do país para sediar uma Copa e uma Olimpíada pegou o mundo de surpresa. Para muitas empresas, essa ficha ainda não caiu (um comentário que denuncia minha idade analógica).

É importante perceber que 2010 será o início de uma curva ascendente do Brasil rumo a esses grandes eventos tanto no “online” quanto no “offline”. As empresas que pegarem carona na preparação desses eventos poderão crescer muito, inclusive com gordos incentivos do governo.

Empresas ligadas ao segmento de turismo, treinamentos em hotelaria, construção civil e ensino de idiomas poderão ter grandes saltos a partir de 2010. A internet, sendo um ambiente global, privilegiará negócios que gerem receita vendendo informações via web para todo o mundo.

2010 também será o ano das eleições 2.0. Não acredito que será nessas eleições que os políticos aprenderão a utilizar a internet de modo eficaz. Se as empresas ainda não sabem, não serão os políticos – essa velha guarda matreira ? que mudarão esse quadro.

Provavelmente algum político terá um case “melhorzinho” e ganhará a mídia, mas não será a regra. A estratégia será gerar mídia espontânea pela inovação sobre seu uso, mas não necessariamente sobre o resultado alcançado. Talvez o ilustre político digital, hoje desconhecido, tenha mais resultado para cargos menos disputados nas eleições de 2012 – as “eleições do fim do mundo”.

Não repetiremos um “case Obama” aqui pelo Brasil, pelo menos, não por enquanto.

O mercado de e-book readers no Brasil começará, mas não decolará. O valor do Kindle ainda é proibitivo para a maioria da população, mas já atingirá os “early adopters”. Se alguma política pública ajudar, talvez o e-book reader “pegue no tranco”, mas isso só no ano que vem – pós-eleição. Vejo que o caminho para as eleições 2.0 passa por redes sociais.

Empresas de web que focarem nos segmentos de futebol, devido à Copa, e no de eleições ganharão tráfego naturalmente e poderão se monetizar por conta desses eventos.

Os investimentos em web, sem dúvida, aumentarão e exigirão profissionais mais capacitados. Talvez em 2010 as faculdades comecem a pensar em incluir o marketing digital em sua grade de forma definitiva, mas isso lá para 2011 ou 2012. Essa lacuna será cada vez mais preenchida por cursos livres de empresas e consultores.

O comércio eletrônico continuará crescendo e, com o aumento da violência, o enclausuramento das pessoas em suas casas e as vendas de computadores para a classe C, não dará sinais de arrefecimento. A nova holding do grupo Pão de Açúcar e a B2W ajudarão na solidificação do segmento.

Enfim, 2010 promete, mas não será a panacéia digital. Vamos conter nossos ânimos e continuar crescendo a dois dígitos percentuais, que já é bem melhor do que as promessas de crescimento para o país.

tirado daqui ó: iMasters

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10 lições para não cair em armadilhas de Branding

11th dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

Que tal reduzir frequentemente a verba de comunicação da sua empresa? Ou então mudar constantemente de agência, de preferência a cada ano. Gaste o mínimo possível em pesquisa sobre a saúde e a personalidade da marca. Estas são algumas das “dicas” de anti-branding que compõem a palestra Branding: 10 lições para não cair em armadilhas, de Jaime Troiano, um dos maiores especialistas do segmento no Brasil.

É claro que o executivo não ensina como fazer o anti-branding. Até porque, que profissional de Marketing  teria interesse em conhecer mais sobre este tema? Durante o lançamento do livro “As marcas no divã” na ESPM Rio, o autor Jaime Troiano mostrou lições que aprendeu na prática, no dia-a-dia, e que hoje contribuem para uma reflexão que ajudará os profissionais de Marketing.

O especialista em marcas e colunista do Mundo do Marketing destacou a diferença entre a aparência e a essência de uma marca, projetos de felicidade que compõem o imaginário de quem faz uma compra, brand equity, força de marca, a real importância do nome, o poder multiplicador de marcas fortes, a marca das marcas, ‘surubrand’, visão interna da marca, além do anti-branding.

Nome, essência e aparência
Em muitos casos, no processo de criação de uma marca, a escolha do nome é visto como o mais importante. De acordo com Troiano (foto), o nome é só o começo. “Tem profissional de Marketing que acha que, ao descobrir o nome certo, já ganhou a guerra. Não é bem assim”, afirma. Exemplos não faltam. Quando é que imaginaríamos que o nome Itaú (que significa pedra em Tupi-Guarani) seria o líder do setor bancário? Será que os executivos de Marketing da Tigre achavam que este nome significaria sucesso e liderança de mercado? O que dizer então de Flamengo, Gol, Claro, Toddy… “Nome não quer dizer muita coisa, mas sim o que se constrói ao redor da marca”, diz.

Separar a essência da marca de sua aparência é necessário para não cair em armadilhas deste território indefinido chamado Branding. Despreze as primeiras coisas que são ditas pelo seu cliente porque nem sempre o que ele diz é o que ele sente na verdade. “No Sul de Minas Gerais visitei uma casa muito humilde que tinha uma embalagem de OMO do lado de fora. Perguntada sobre o motivo de usar o produto, a consumidora citou algumas qualidades. Mas o seu objetivo era mostrar para a vizinhança que ela não é tão pobre quanto parece”, explica o colunista do Mundo do Marketing.

O poder das marcas fortes é um fator multiplicador. Basta ver as extensões que são lançadas no mercado a cada dia. É cada vez mais comum as marcas se multiplicarem e oferecerem produtos em outras categorias. Porém, é preciso entender e estudar o que o especialista chama de “gôndola mental do consumidor”. “Nada mais é do que lançar um produto em uma nova categoria e o consumidor olhar no ponto-de-venda e achar que já existia. Quando o Yakult lançou um shampoo, logo retiraram do mercado porque este tipo de produto não constava na gôndola mental do consumidor”, ensina. Exemplos de sucesso são as extensões das marcas Walita, Tilibra, Capricho e Dona Benta.

Tangível X intangível
Para realizar um bom processo de Branding é necessário levar em conta o trabalho de Marketing que faz com que o consumidor busque projetos de felicidade com a marca. Pesquisas mostram que uma marca pode ocupar o espaço de idealização na cabeça do consumidor e fazer com que ele seja visto e aceito como ele gostaria. Outra lição é a busca pelo verdadeiro Brand Equity, ou o valor patrimonial de uma marca.

Sabe-se que os ativos de uma marca podem ser tangíveis e intangíveis. Já o Brand Equity não pode ser medido pela imagem, personalidade, força ou atração que uma marca exerce. Para se chegar ao denominador comum, Troiano divide o valor da marca (intangíveis) pelo valor real da empresa (tangíveis). Segundo o especialista, a Tam possui valor patrimonial é 2.6 vezes maior que o de mercado. A Natura apresenta 16.6 vezes mais valor intangível do que tangível, por exemplo.

Com base em pesquisa, Troiano aponta para dados que mostram o valor intangível de marcas em diferentes categorias. Empresas que atuam na área de produtos B-2-B têm 10% a mais de valor de marca enquanto produtos de consumo aumentam em 35%. Produtos com apelo de imagem, como as categorias de cerveja e automóvel, crescem 50% em valor de negócio, perdendo apenas para produtos de auto expressão, ou de Luxo, que ganham 80% mais valor por conta de sua marca.

Auditoria de marca e poder multiplicador
Para avaliar o nível de aceitação de uma marca é necessário medir sua força. Através de uma pirâmide de auditoria de marca, feita com base em pesquisa da Troiano Consultoria de Marca, é possível ver que os níveis médios de força são de 9% para os idealizadores (os advogados das marcas), 8% dos que têm preferência pela marca e 62% de consumidores que conhecem e se familiarizam com uma marca. Já os que rejeitam representam 14% e apenas 7% dos entrevistados desconhecem a força de marca.

Nota-se que a maior parte do mercado não tomou decisões definitivas (62%) e, portanto, o espaço para conquista de novos consumidores está aberto. “A auditoria de marca mede a força dela e a sua variação. É preciso medir onde está e onde a sua marca estará após um ano”, aponta Jaime Troiano.

Uma estratégia de Branding não é só para as marcas que estão nas gôndolas. Assim como qualquer produto de consumo, a marca-mãe, ou a marca das marcas precisa ser disseminada. É o que faz a Unilever, em peças veiculadas em revistas e impressos diversos sobre seu aniversário de 80 anos no Brasil. “A comunicação corporativa que veicula a marca das marcas remete à paternidade, poder de mercado, orgulho, reputação. Assim como as empresas mais prestigiadas publicadas todo ano na revista Época Negócios. Bons caminhos são a responsabilidade social e ambiental, qualidade de produtos e serviços, capacidade de inovação, admiração e confiança, história e evolução”, destaca o palestrante.

Quando mais é menos
Muito cuidado com processos de fusões, aquisições ou takeovers. Para o Branding, esta pode ser uma das piores armadilhas. Mudar a marca, mesclar a comunicação com a empresa parceira de forma amadora ou desconexa, pode resultar no que Jaime Troiano chama de ‘surubrand’. “É o caso da sobrinha do presidente de uma empresa que se formou em design e propõe mudanças na comunicação visual de uma marca. Ao mudar a logomarca, o cartão de visitas, o layout do site, por menor que seja a mudança, a marca perde sua identidade”, salienta.

Mostrar como a empresa é do lado de dentro é uma das lições que integram a obra de Jaime Troiano. Normalmente, o número de colaboradores que gostam da empresa em que trabalham é maior do que o de consumidores com o mesmo sentimento. Ao realizar um trabalho de Branding para uma marca de pneus, a Troiano Consultoria percebeu o contrário.

“Dentro da empresa eram 10% de colaboradores que a defendiam, contra 15% de consumidores. Para que uma marca cresça é fundamental começar a divulgar e treinar as pessoas de dentro e dar a elas um verdadeiro banho de marca”, define.

Lições para um bom anti-branding
Para completar as lições propostas por Jaime Troiano, o anti-branding aparece para mostrar como não agir para se obter um processo de Branding satisfatório. Reduzir sempre a verba de comunicação e contentar-se com informações que giram apenas dentro da empresa são as primeiras “dicas”. Além disso, mudar constantemente de agência e centralizar a função de gerir a marca apenas ao departamento de Marketing ou de comunicação caminham juntos com a economia que deve ser feita em pesquisas sobre a saúde e a personalidade da marca.

Outro passo para o anti-branding perfeito é acreditar que o importante é ganhar o prêmio Top Of Mind, achar que a propaganda resolve tudo ou, pelo contrário, não resolve nada, e investir pouco ou quase nada em recursos de design. “Pense no consumidor de classe C e D como se ele fosse um consumidor A/B só que em versão 1.0”, brinca Troiano.

Seguindo essas determinações, o profissional de Marketing poderá conseguir sua demissão – ou a quebra da empresa – em tempo recorde. E por último, o anti-marketing espera que este profissional acredite que as marcas são fortes o suficiente para resistir a tudo isso.

tirado daqui ó: mundomarketing

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Mundo 3.0

10th dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Web 2.0, textos interessantes, videos e afins por hugo arantes

Confesso que ainda estou meio abalado com o vídeo que acabei de assistir. Enquanto estou aqui falando diariamente sobre o Mundo 2.0 e tudo o que esta acontecendo com ele, sua capacidade de interação através da colaboração entre pessoas, e do seu achatamento, transformando o Mundo redondo, em plano – Para a felicidade do Lula -, algo verdadeiramente novo esta acontecendo lá fora.

Claro, que de forma ainda embrionária, mas como a tecnologia acontece primeiro e mais rápido, a viabilização dessa nova tecnologia é apenas questão de tempo, aliás, de pouco tempo.

No último TED – Technology, Entertainment, Design -, que aconteceu na Índia em novembro (e, diga-se de passagem, também aconteceu em SP e eu não fui – vergonha -), uma das palestras foi do Indiano Pranav Mistry. Mistry é um PHD do Grupo Fluid Interfaces do Media Lab do MIT. Antes de seus estudos no MIT, trabalhou para a Microsoft como pesquisador.

Mistry acabou de inventar literalmente o Mundo 3.0. Isso mesmo, o 3.0. Se no 1.0, começamos a ter acesso à tecnologia e a plataforma digital ainda que de uma forma muito passiva, no 2.0, a partir das novas tecnologias que surgiram, passamos a interagir intensamente, saindo da platéia e assumindo o nosso verdadeiro lugar, no palco. E agora, no Mundo 3.0, a partir dos avanços tecnológicos de Mistry, veremos acontecer à integração.

A partir do Mundo 3.0, definitivamente será sepultado também do ponto de vista tecnológico o sentido de Mundo Real e Mundo Virtual; já que do ponto de vista do marketing, isso nunca existiu, afinal, estamos falando sempre de um mesmo consumidor, embora alguns profissionais ainda tentem dividi-los em dois.

A partir de agora, e através das mãos abençoadas de Mistry, tudo interage com tudo. Parede com web, fotos com simples gestos da mão, caneta BIC com o computador e Google com a caneca. Loucura demais? Então recomendo 16 minutos da sua atenção para assistir abaixo a palestra de Mistry que muito melhor do que explicar demonstra a sua tecnologia.

NAMASTÊ!

tirado daqui ó: blog fabio madia

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A dimensão espiritual das marcas

7th dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

hsm_expo_marcasA ExpoManagement 2009 não terminou. Pelo menos na minha cabeça. Foram muitas ideias que circularam não apenas pelo auditório principal, mas sobretudo nos 10 paralelos. Uma delas foi a intrigante palestra do professor da ESPM Rene Schweriner sobre a dimensão espiritual das marcas.

Cenas religiosas como um crucifixo e a imagem de Madre Teresa de Calcutá despertam a mesma reação emocional que marcas como Ferrari e Harley Davidson, aponta estudo realizado por Martin Lindstrom, autor de A Lógica do Consumo. “As pessoas são devotas de marcas”, emendou o professor Rene Schweriner.

Tudo isso tem uma explicação. A compra de produtos pode transcender o ato de consumo e se assemelhar a experiência de refúgio vivida pela religiosidade. Com isso, os consumidores não conseguem saciar os seus desejos e compram cada vez mais. “A transcendência é almejada, mas jamais alcançada”, aponta Schweriner.

A dimensão espiritual da marca é a atribuição que as pessoas dão aos bens de consumo. Não é à toa que os shoppings são conhecidos como catedrais do consumo e que há pessoas que veneram marcas. “Para as doenças, o medo e o casamento, as pessoas recorrem a Deus. Para as coisas do dia a dia, elas recorrem às marcas”, indica o professor da ESPM.

Esta teoria está ao lado do Marketing porque serve para motivar o consumo por meio do encantamento. É o caso de marcas como Apple. “As pessoas têm uma relação com as marcas mais do que emocionais. É como a razão de viver delas”, opina Schweriner.

tirado daqui ó: blogHSM

O crime da Piraquê

1st dezembro , 2009 | 1 comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

texto extremamente bem escrito pela Daniela Name e tirado daqui ó: Pitadinhas

Se você é brasileiro, sobretudo carioca, e tem mais de 20 anos, certamente teve sua infância marcada pelas embalagens dos biscoitos Piraquê. Olhe bem para a imagem aí em cima, então, e se despeça: a empresa está substituindo o desenho clássico por outro, chupado da embalagem do produto para exportação, que você vê aqui à esquerda. A nova versão já está chegando às gôndolas dos supermercados e aos camelôs que vendem biscoito na Uruguaiana e na Cinelândia. O Queijinho, vulgo “Bolinha” (abaixo), que traz bolinhas de biscoito no fundo vermelho – e que talvez seja a embalagem mais bonita e sedutora da Piraquê – também vai mudar para o modelo ao lado.

Além de ser um projeto pior, mais poluído visualmente, que dispersa as informações em vez de concentrá-las, a nova embalagem da Piraquê joga fora a obra de uma grande artista brasileira e parte da nossa história visual. O que muito pouca gente sabe é que toda a identidade da Piraquê – embalagens dos biscoitos, massas, caminhão e logomarca – foi criada por Lygia Pape, uma das maiores artistas que este país já produziu.  A atuação de Lygia, falecida em 2004, no ramo da comunicação visual foi tão versátil quanto no das artes plásticas. Entre o fim dos anos 1950 e os aos 1970, ela criou numerosos cartaezes e letreiros para filmes do Cinema Novo, caso de “Vidas secas”. A partir de 1960, já com boa experiência como programadora visual, atuou na Piraquê.

Lygia criou o desenho de embalagens que se tornaram clássicas, como as dos biscoitos Cream Crackers, Maria e Maisena, e de quebra inventou um novo conceito para a embalagem, depois copiado por outras indústrias do Brasil e do exterior. Até então, os biscoitos eram guardados em caixas ou latas padronizadas, fosse qual fosse o seu formato. A artista deenvolveu, no entanto um método próprio de cortar e colar o papel de embalo, de modo que ele  passou a envolver os biscoitos sem gerar sobras dos lados, acima ou abaixo. Os biscoitos passaram a ser empilhados verticalmente e o papel plástico apenas se sobrepunha a esta pilha, criando a forma que as embalagens de Maria, Maisena e Cream Crackers têm até hoje, ou seja, a de sólidos espaciais (cilindro, ovalóide e paralelepípedo).

Fui curadora da exposição “Diálogo concreto – Design e construtivismo no Brasil”, na Caixa Cultural do Rio (2008) e de São Paulo (janeiro deste ano). Na mostra, relacionava o trabalho de Lygia e de outros artistas construtivos brasileiros, como Geraldo de Barros, Willys de Castro,  Waldemar  Cordeiro, Amilcar de Castro e Aluísio Carvão como designers. Minha tese  - e a de Felipe Scovino, curador-ajunto  - era a de que o design ajudou esta geração a cumprir a utopia de chegar até as massas, até o grosso da população.

Nas embalagens da Piraquê, Lygia aplicou todos os princípios de Gestalt, de geometria sensível e de “obra aberta” que nortearam as obras de arte do período. Os losangos sobrepostos nas embalagens dos Cream Crackers e a embalagem do Água e Sal, que você vê acima, não me deixam mentir.  Olhe bem para a parturbação dos biscoitos desta última, espalhados sobre o fundo branco, e me diga:  não parece um “Metaesquema” de Hélio Oiticica?

A embalagem do Água (abaixo, à esquerda), em que o amarelo do biscoito torrado forma um contraste magnífico com o azul turquesa do fundo, já tinha sido alterada pela fábrica. No lugar desta obra-prima, hoje o Água vem numa embalagem preta com gotinhas de…  água (!!!), subestimando a inteligência de quem compra… e imitando a marca inglesa Carr´s, que tem as mais famosas bolachas de água e sal do mundo.

A do Goiabinha, até hoje parcialmente preservada da ignorância da Piraquê, é outraobra-prima: além de comunicar perfeitamente que se trata de um biscoito recheado, mostrado a foto com o risco da geleia de goiaba, empreende um outro princípio típico da pintura geométrica do período: o ritmo, ditado pela alternância matemática. No Goiabinha (à direita), a alternância 4X1 (quatro biscoitos recheados deitados, para um em pé) dá movimento e um ar lúdico à embalagem.

O desenho não é a única aproximação com a vanguarda do período. Ao transformar os biscoitos em sólidos geométricos e ser copiada no mundo inteiro, Lygia reproduziu no produto as formas de uma de suas obras mais famosas:em 1958,, pouco antes do trabalho para a Piraquê, ela criou, em parceria com Reynaldo Jardim, o “Balé neoconcreto”, executado a partir do momento em que bailarinos, cobertos por sólidos espaciais, faziam com que estes se mexessem no espaço. Qualquer semalhança não é mera coincidência, como me disse Lygia Pape em depoimento gravado em sua casa,, em 23 de fevereiro de 2003:

“Aquele era um momento em que experimentávamos muito em todas as áreas. Eu, particularmente, nunca gostei de ficar restrita a um suporte. Gostava de fazer com que eles conversassem e acabei levando a escultura para um trabalho como programadora visual. Sempre me diverti muito fazendo as embalagenspara a Piraquê. Adorava ir à gráfica, me despencava para Madureira para ver como estavam as provas de impressão. O formato das embalagens, que hoje aparece em qualquer biscoito, foi uma inovação para a época.

Depois outras indústrias, como a Aymoré e a Tostines, acabaram copiando a Piraquê. Os desenhos todos coerentes, que hoje foram muito deturpados, também foram uma novidade (…) Aquele vermelho aparecia para valer nas gôndolas dos supermercados. Dava para achar os produtos de longe”.

A Piraquê tem o direito de fazer o que quiser com sua identidade visual. Mas está cometendo um crime.

Casa da Mãe Jeane: “gotas de pérola no mar de mediocridade cultural em que vivemos.”

18th novembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em arte por assessoria

Para quem aprecia cinema e atrações culturais e está cansado da mesmice das festas de Viçosa, uma boa opção é conhecer a “Casa da Mãe Jeane”, um espaço cultural que, além de variados eventos alternativos, tem trazido apresentações de filmes, seguidos de bate papo e uma boa dose de discussão ao final de cada exibição. O projeto – “Por Dentro do Cine” – nasceu em 2008 e pretende valorizar produções premiadas em festivais e com temáticas diferenciadas, filmes que na maioria das vezes não estão na grande mídia, mas que comprovam a qualidade do cinema brasileiro.

A idealizadora da Casa, Jeane Doucas, fala sobre essas questões e os rumos do projeto em entrevista à Studium, que está apoiando o “Por Dentro do Cine” (veja abaixo os cartazes das duas últimas edições, produzidos pela empresa). Para saber como chegar à Casa e conhecer o trabalho de Jeane, acesse o blog: www.casamaejeane.blogspot.com.

Studium: Como e quando surgiu a idéia da “Casa da Mãe Jeane”?

Jeane: Há alguns anos, quando eu e meu marido decidimos reformar nossa casa. Como meu campo de trabalho (teatro, entre outros) sempre foi muito restrito em Viçosa, e o apoio tanto da Prefeitura quanto da Universidade nunca foi efetivo, decidi tomar iniciativa de começar a movimentar algo de cultura na cidade, abrindo um espaço que pudesse abrigar eventos de pequeno porte em todas as áreas artísticas.

Cartaz Por Dentro do Cine 4STD1: Como foi a idealização do “Por Dentro do Cine”?

Jeane: Não me lembro ao certo, mas teve haver com o fato de, na época da idéia (meados de 2008), eu estar envolvida com cinema em Belo Horizonte. Aí eu comecei a perceber um filão bastante interessante, porque tem muita gente que não temos conhecimento fazendo cinema por esse país afora, pessoas que não possuem canais de escoamento para suas produções. Infelizmente, a nossa cultura ainda está duramente massacrada pela Americana e tudo o que não seja “Hollywoodiano” não é valorizado, está fora. É claro que a coisa toda é mais complexa, se trata de mercado, de “business”, mas o fato é que muita coisa bacana produzida aqui, acaba tendo as exibições restritas a festivais e pequenas salas dos grandes centros. Decidi então iniciar esta empreitada, sem grandes pretensões. É um projeto simples e pequeno, mas que a meu ver, é riquíssimo. Considero como gotas de pérola no mar de mediocridade cultural em que vivemos.

STD1: Além desse projeto, quais outras atividades culturais já foram realizadas na Casa?

Jeane: Por enquanto, as outras atividades estiveram vinculadas com a Casa pelo fato de eu ter realizado as produções, mas que não aconteceram na Casa. Primeiro foi no pré- carnaval que o Coccinella realizou este ano. Decidi articular para que o grupo Perifonia, dirigido pelo músico Bulldog e formado por moçada do Nova Viçosa, participasse deste pré-carnaval, tocando para a galera. Depois, produzi o meu solo (Se eu estou aqui, eu posso estar ali?) que foi apresentado no Palácio da Artes em Belo Horizonte.

Há uma outra atividade também, que é subterrânea, chamada Atos Invisíveis. O primeiro Ato Invisível foi uma brincadeira que consistiu na distribuição de cartazes pela cidade com conteúdo non sense, tipo “Vendo este cartaz – tratar comigo”, ou “Vendo R$1.000,00 por R$ 850,00”, e por aí vai. O segundo está em andamento.  Trata-se de distribuir poesias pela cidade. Afixo em murais, deixo em bancos de praças e de ônibus, etc. Isso só é possível graças ao abastecimento diário de poesias que recebo do diretor Paulo César Bicalho, de BH.

Agora, posso falar um pouco dos projetos futuros, que além da continuação do Por Dentro…, iremos oferecer cursos de teatro, exposições de artes plásticas e fotografia, apresentações de espetáculos e performances,  saraus, oficinas de estímulo à leitura para crianças e jovens, pequenos shows musicais, oficinas de artes plásticas, seminários sobre arte e cultura, etc.

SDT1: Como está sendo a repercussão do projeto?

Jeane: Por incrível que pareça, excelente. Digo incrível, primeiro pelo fato dos cineastas e obras convidadas até agora não serem necessariamente famosos, não pertencerem ao “circuitão”. Segundo, pela dificuldade dos que não tem carro em chegar à Casa. E muitos estudantes têm ido à Casa, seja de ônibus, carona, bicicleta ou mesmo à pé. Realmente fica evidente a carência da população de Viçosa por qualquer atividade que esteja relacionada a cultura. O lazer na cidade fica restrito a idas em botequins, ou festas de estudantes. O que sobra para os que não estão exatamente enquadrados na faixa etária estudantil são as churrascadas em casa de amigos. Resta àqueles que precisam alimentar a alma com arte as escapadas de fim de semana para BH que, com o tempo, ficam inviáveis, caras e cansativas.

Torço para que este entusiasmo inicial se multiplique, para que o projeto possa continuar, sobreviver. Ressalto a importância dos apoios e patrocínios recebidos até então. Apesar de ainda serem parcos, são iniciativas que demonstram que é possível mudar, aos poucos, a mentalidade do empresariado local. É preciso perceber que pode ser muito mais interessante para eles apoiar projetos desse âmbito, do que se restringir somente à grandes eventos. Em termos de mercado, se o empresário for inteligente, ele sacará que não interessa mais somente números, mas a que a marca dele está vinculada. E esperamos que este tipo de empresariado comece a crescer na cidade e despertar para esta nova realidade.

É importante também deixar claro, que o projeto não tem fins lucrativos. A entrada é franca, os cineastas não cobram cachê e a Casa na leva nada. Então o patrocínio é simplesmente para cobrir os gastos básicos de transporte, alimentação, hospedagem e divulgação entre outros.

kiko_mollica2STD1: Quando e quais serão as próximas exibições de filmes?

Jeane: Pretendemos retomar as exibições em 2010, realizando uma por mês. Seguiremos o calendário escolar, então, é bem provável que a próxima exibição seja em março. Não sabemos ainda quais serão os cineastas e obras que virão para o próximo semestre, porque a negociação com eles é sempre um pouco em cima da hora pelo fato de muitos deles viajarem por conta de festivais.

Uma novidade que teremos para o ano que vem é que o projeto não ficará restrito às exibições e bate-papos. Já fizemos contatos com diretores que estão interessados em oferecer oficinas intensivas de cinema e atuação para cinema. Para estas oficinas teremos que cobrar uma taxa, porque se trata de formação. A não ser que consigamos patrocínio suficiente para cobrir o pro labore do profissional. Esse é o nosso ideal. Veremos.