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Nenhum site é uma ilha

29th outubro , 2007 | 3 comentários | Postado em Tecnologia por clodiney

“(…) A conclusão é a seguinte: O website imutável e autônomo morreu.
Bem-vindo à web que cada vez mais se parece com uma biblioteca cheia
de componentes que interagem e falam uns com os outros. As pessoas
estão desenvolvendo softwares, bancos de dados e websites não apenas
para satisfazer seus objetivos particulares, mas também para que
possam ser usados de várias maneiras que os seus criadores
desconheciam ou não haviam planejado. Isso torna muito fácil criar
novos serviços via web a partir desses componentes existentes,
juntando-os em novas combinações.

O resultado é que as mais empolgantes e bem-sucedidas empresas e
comunidades da web hoje em dia estão costurando os seus próprios
serviços a partir de banco de dados compartilhados e partes de
softwares da web que se assemelham a blocos de montar. Em vez de
definir a experiência do usuãrio e publicar informações para que as
pessoas as observem, elas usam serviços da web para criar plataformas,
a fim de que as pessoas criem juntas os seus próprios serviços,
comunicades e experiências. E, quando passarem a construí-los, as
pessoas apareceram – geralmente dezenas de milhões delas. na verdade,
2006 foi o ano em que a web programável eclipsou a web estática: O
flickr superiou o webshots, a Wikipedia superou a Britânica, o Blogger
superou a CNN, o Epinions superiou o Consumer Reports, o Upcoming
superou o evite, o Google Maps superou o MapQuest, o MySpace superou o
friendster, e o craiglist superou o Monster.

Qual foi a diferença? Os perdedores lançaram web sites. Os vencedores
lançaram comunidades dinâmicas. Os perdedores construiram jardins
murados. Os vencedores construíram praças públicas. Os perdedores
inovaram internamente. Os vencedores inovaram com os seus usuários. Os
perdedores guardaram com ciúme os seus dados e interfaces de software.
Os vencedores os compartilharam com todos.

O que a web programável significa para os usuários? Significa que toda
vez que você compartilha uma foto no flickr, atribui uma etiqueta a um del.ici.us ou troca comentários com os seus amigos no MySpace, você está ajudando a enriquecer a nova web. O mesmo acontece com o professor de matemática que edita os verbetes sobre a sua disciplina na Wikipedia, o pequeno empresário que cria um aplicativo de comércio eletrônico usando a Amazon como seu motor de transações ou o cientista que faz uma contribuição ao Projeto Genoma Humano usando um programa de sequenciamento habilitado para uso via web. Estamos cada vez mais co-conspiradores consciente e inconsciente na construção de um computador extremamente sofisticado.
À medida que um número crescente de pessoas e empresas participa da
programação desta plataforma, as oportunidades para competir e
colaborar apenas se tornarão mais ricas e poderosas.”

Tapscott, Don & Willians, Anthony D – Wikinomics, como a colaboração
em massa pode mudar o seu negócio, Editora Nova Fronteira. Páginas 54,
55 e 56.

Via:arqhp@googlegroups.com

sobre a logo da varig

25th outubro , 2007 | 1 comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

Monólogo imaginário, meramente especulativo e totalmente fictício, porém, quem sabe, verossímil, de um hipotético envolvido no redesenho de uma marca famosa e milionária.

Abre aspas:

Então. A gente pegou esse trampo de redesenhar a marca. A estratégia de comunicação pede para mostrar visualmente que alguma coisa mudou para mais moderno e também mais acessível, tá entendendo? Os novos donos acham que a marca atual é barroca, muito metida a chique. Essa caligrafia, por exemplo, não tem nada a ver. Essa rosa-dos-ventos é rebuscada. Vamos mexer em tudo!

A nossa tarefa é redesenhar a marca e os materiais de comunicação básicos, para termos uma apresentação pronta da proposta final na segunda-feira pela manhã, tá entendendo? Hoje é sexta, então vamos tocar pau nesse projeto que é de responsa. O briefing tá prontinho aqui na mão. Fala a verdade, não tá tão difícil assim. É só limpar “a” logo. O Corel faz isso praticamente sozinho. Tá duvidando? Vou te ensinar como se faz isso em quinze minutos, sem enrolação. Abre um espaço aí que a gente vai sentar do teu lado e dar os toques. OK. É o seguinte. Primeiro de tudo: esquece a rosa-dos-ventos. Isso, deleta daí, mas deixa guardada em algum lugar, que a gente ainda vai fazer uma firula com ela mais tarde. Beleza? Pega essas letras e espreme, entendeu? Cola elas bem. Junta tudo. Mais perto. Mais um pouco. Mais. Vai. Com fé. Mais um tantinho. Aí. Separa de volta… abre aqui… Isso. As letras muito separadas davam uma cara de velho, tá entendendo? Temos que modernizar a comunicação. Passar um ar jovem pro consumidor. Mas não sofisticado demais.

Tá quase. Mas ainda não parece moderno p.. nenhuma! Experimenta vazar a letra A. Isso, deixa igual à V de cabeça pra baixo. Pode usar a estrutura da letra original, mesmo. Sem crise. Beleza! Agora faz o seguinte. Tá vendo o R? Vaza ele também. Vai nos contornos do original, não inventa moda agora, que a gente não tem prazo pra perfumaria, tá entendendo? Isso. Faz reto mesmo, não tem problema. Pronto! Fala aí que não ficou mais moderno. Fala sério, eu é que devia estar sentado aí fazendo esse trabalho! Agora, a letra G. Aumenta o branco dentro dela. Tem que ficar… aéreo, entendeu a referência? É uma empresa aérea. Espaço vazio. Respiro. Isso mesmo. Encurta ali… Beleza. Não, deixa um pouco. Tem que poder ler de longe. Chanfra do lado. Melhorou. O computador não é uma maravilha?

Agora é o seguinte. Presta atenção. É pra não usar mais a caligrafia, apaga ela sem dó. Mas a gente vai incluir um elemento substituto, tá entendendo? Uma bandeirinha bem pequenininha, ali do lado do G. Meia altura da “tipologia”. Não, é sério! É pra colocar uma bandeirinha do Brasil ali, como se fosse uma sexta letra do lado do G. Só que tem duas coisas. Não precisa do “Ordem e Progresso” nem das estrelas. Simplifica essa bagaça. Sem remorso. Segunda coisa, o amarelo da bandeira tem que ser laranja, tá entendendo? A cor corporativa dos novos donos é laranja. Precisa harmonizar. Eu sei, eu sei que é a bandeira nacional, que existe uma lei e tal, mas você acha que alguém vai reparar numa caquinha dessa? E a gente economiza não tendo que pedir uma tinta a mais na gráfica só pra pintar a bandeirinha toda vez, tá entendendo? Pantone não sei das quantas, acha aí. Esse mesmo. Perfeito!

Maravilha! Agora, a aplicação da marca. Você tem à mão aí a rosa-dos-ventos, né? Abre o arquivo que mostra a aplicação atual dela no leme da aeronave. Isso. Esse mesmo. Beleza.

Então. A marca atual é muito parada. O negócio precisa decolar, tem que voar, tá entendendo? Falta dinamismo. Tem que burilar o símbolo, só um pouquinho. Esse azul tá triste também. Vamos mudar tudo isso. Primeira coisa: a rosa-dos-ventos precisa incluir a cor laranja. É a cor dos novos donos, sabe como é. Não pode chiar. Ah, não tá dando contraste nas pontas? Taca um degradê ali que tá beleza. Isso. Pode sumir com as risquinhas brancas, essa mosquinhas fazendo círculo, tá entendendo? Aí. Maravilha. Agora, vaza a rosa-dos-ventos pra fora do leme. Deixa só um pedaço dela visível. A gente sempre vai usar só uma parte dela em todos os materiais daqui pra frente. Não, tou falando sério. Como assim, não faz sentido? Eu tô mandando. Não me questiona. Faz esse troço. Vaza essa p… já que não tem tempo pra frescurite. Isso mesmo. Não, eu tô te falando, não vai ter grilo. Pára com isso. O povo vai reconhecer a marca, claro que sim. Agora, joga de fundo um padrão de azul sobre azul, saca? Um zebrado azul em curva. Um desses negócios prontos que você aperta um botão e faz em dois palito aí. Isso, exatamente, esse mesmo. Que nem o daquela porta do fogão Continental. Começa escuro e vai clareando. Aumenta a curva ali. Boa. Olha que lindo que fica!

Matou! Viu como foi rapidinho? Te falei, o Corel é milagreiro. Joga as coisas nele que ele faz tudo. Te-le-pa-tia! Agora, toca bola pra frente e monta a apresentação aí. Prepara o PowerPoint com as imagens em baixa “da” logo e do leme, mais os prints em alta. E também exemplos de aplicação em folders, faixas, panfletos, prospectos, bordados, serigrafias, alto-relevo, pins, website, campanha de TV, jornal, revista, envelope, papel timbrado, cartaz, fachada, mural, luminoso de aeroporto, painel de Metrô, outdoor, projeção de holofote, sacola e locução de rádio. Agora… que é… deixa eu ver aqui… agora é sexta-feira, 18:36. Esse material tem que estar pronto impreterivelmente na segunda-feira, às 7:30 da manhã. O vice-presidente precisa disso na mesa dele na segunda bem cedinho, porque depois segue direto de viagem pra Miami. Ou Paris, não lembro agora. Mas então, veja bem, ainda tem dois dias inteirinhos pra matar isso, tá entendendo? Não pode dar chabu. Mas tá sossegado de prazo agora. Qualquer coisa, me dá um grito no celular, vou estar na praia, beleza? Tchau. Bom fim de semana.

 tirado daqui ó: http://marioav.blogspot.com/

continuando…

22nd outubro , 2007 | 1 comentário | Postado em operacional por hugo arantes


Há nas empresas um duelo silencioso em que as armas são o mouse e o teclado. Empregados e empregadores lutam pelo controle das ferramentas tecnológicas que – para o bem e para o mal – tornaram tênue a separação entre casa e trabalho. Como o celular, o notebook e a internet levaram as urgências profissionais e os relatórios para dentro da rotina doméstica, fica cada vez mais difícil delimitar o ambiente corporativo e os momentos de lazer – e vice-versa. “Se eu me distraio horas na internet, durante o trabalho, quanto tempo eu gasto em casa na solução de problemas profissionais?”, questiona Tânia Gomes Bischoff, psicóloga organizacional e professora da PUC-RS..

A invasão recíproca dos dois ambientes se evidencia nos resultados da Web@Work 2006, pesquisa realizada pelo segundo ano na América Latina pela Websense, empresa norte-americana de softwares de segurança e filtragem da internet. Ao serem questionados sobre o uso de aplicativos e sobre os hábitos de navegação na web dentro da empresa, 80% dos profissionais brasileiros revelaram gastar em média 4,7 horas por semana em sites não-relacionados ao trabalho. E a tendência é de alta: na pesquisa 2005, os brasileiros confessavam passar apenas 2,1 horas em navegação de lazer. Cresce também o acesso à pornografia on-line. Entre os entrevistados, 12% admitiram visitar sites desse tipo durante as horas de trabalho – ou em casa, mas com o notebook da empresa.

O ícone das mensagens instantâneas com seu interminável pisca-pisca no lado direito da tela do micro dos funcionários é outro tormento para os gestores de Recursos Humanos. É que os programas como MSN, ICQ e até o Orkut estão substituindo bem depressa a antiga e pouco tecnológica “rádio cafezinho”.

Na caminhada até a copa em busca de uma xícara de café é que o pessoal do escritório colocava em dia as fofocas do trabalho e da vida pessoal. A tecnologia da informação mudou até isso: na frente do teclado e da tela, com jeito de quem se estafa de trabalhar, os profissionais podem se dedicar a espalhar a mais nova maldade contra o chefe. O hábito de usar as ferramentas eletrônicas é tão forte que 64% dos funcionários brasileiros prefeririam deixar de tomar café da manhã a abrir mão do acesso à internet para fins pessoais no ambiente corporativo – dado também da Web@Work 2006.

Acesso restrito – Na tentativa de evitar abusos e perda de produtividade pelo desvio da atenção no trabalho, as empresas impõem limites e definem políticas de acesso aos meios eletrônicos corporativos. “Estima-se que 66% das empresas do Paraná já tenham imposto algum tipo de restrição ao uso pessoal das ferramentas digitais em horário de trabalho”, afirma José Antônio Fares, presidente da ABRH-PR.

Nas organizações em que as medidas restritivas são adotadas, pouca gente se sente à vontade para falar no assunto. “A decisão é antipática e as empresas têm vergonha de dizer que proíbem o acesso à internet”, declara um empresário que – claro – prefere não se identificar. Essa postura, no entanto, não é aprovada pelos especialistas em gestão de recursos humanos. “Não adianta deixar de falar no assunto. As novas tecnologias estão aí e as pessoas precisam ser orientadas”, resume Andrea Huggard-Caine, consultora de RH de São Paulo que tem entre seus clientes empresas como Unibanco, Dupont e Goodyear.

Ao mesmo tempo em que distraem os colaboradores de suas funções, essas ferramentas trazem ganhos de produtividade: agilizam a busca de dados, a troca de informações e encurtam a distância dos contatos de negócios. Outro benefício é a redução de grandes e pequenos custos operacionais. Na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) de Porto Alegre, por exemplo, o uso do MSN reduziu a conta dos telefones fixos de R$ 3,5 mil para R$ 2,8 mil por mês. “O desafio das empresas é dar acesso às ferramentas tecnológicas e fazer com que sejam usadas de maneira produtiva”, aponta Amadeo Magedanz, gerente administrativo e de TI da ESPM.

É o que acontece, por exemplo, na Datasul, empresa de Joinville (SC) especializada no desenvolvimento de softwares de gestão. Ubirajara Maia de Oliveira, gerente de sistema e infra-estrutura, admite que a companhia é uma exceção no mercado. “Temos uma política diferenciada da maioria das empresas. Liberamos todos os recursos e fazemos a administração pelas exceções”, assegura. Com 2,4 mil profissionais em 36 unidades no Brasil e no exterior, o uso do MSN e do VoIP (transmissão de voz pela internet) faz uma economia de cerca de 40% nas contas telefônicas.

Riscos de dentro e de fora – Há também riscos a gerenciar. O uso indiscriminado da rede corporativa abre os flancos do sistema para a contaminação por vírus e a transferência de arquivos confidenciais e estratégicos para fora da empresa. “Os funcionários não gostam de ser controlados, mas as políticas de bloqueio de acesso muitas vezes evitam as conseqüências negativas como advertências e até demissões”, destaca Marcos Prado, diretor da Websense. Alexandre Freire, consultor em segurança de sistemas e professor da UFRJ, aconselha que as empresas evitem a troca de arquivos com o ambiente externo. “O ideal é instruir os funcionários a deixar o MSN apenas para conversas internas e bloquear o e-mail para transferência de arquivos”, orienta o autor do livro Como Blindar Seu PC.

Se não basta a definição de regras mais claras sobre o uso dos equipamentos e dos meios eletrônicos no trabalho – em alguns casos como cláusula contratual –, o fato é que minimizar a tela do micro quando o chefe se aproxima é uma tática que está com os dias contados. A tecnologia aperfeiçoa as ferramentas de navegação na internet e de troca de mensagens instantâneas, mas também sofistica os programas de controle e monitoramento dos sistemas corporativos.

Entre as soluções mais comercializadas pela empresa gaúcha Processor está a CipherTrust IronIM. O programa monitora os conteúdos acessados pelos funcionários na internet e audita os correios eletrônicos. Na prática, tudo o que é conversado via teclado fica gravado. “É possível, inclusive, obter dados como tempo de navegação na internet, palavras-chave e determinar quem são os interlocutores mais freqüentes dessas conversas eletrônicas”, explica Cesar Leite, presidente da companhia.

A Randon Consórcios, de Porto Alegre, está em fase final de testes do Live Communication Server, uma solução empresarial da Microsoft para o controle de chats. Essa versão do MSN permite o bloqueio da transmissão de arquivos pelos usuários – o que também impede o tráfego de propriedade industrial para fora da organização. A política da Randon Consórcio proíbe o uso pelos funcionários de determinados sites, comunicadores instantâneos, webmail e games. “Vamos fazer um estudo em cada área e selecionar as pessoas que poderão usar o MSN. Ainda assim, haverá um monitoramento de tudo que for escrito”, afirma Cícero Rech, diretor de TI da Randon Consórcios, um dos poucos executivos a tratar do assunto com naturalidade. A Randon Consórcios será a primeira do grupo a aplicar o Live Communication Server. Se o programa for aprovado, será utilizado em outras empresas Randon, pois se estima que as contas telefônicas ficarão até 40% mais baratas.

Há também soluções para bloquear o envio de mensagens indesejadas de fora para dentro das empresas e aliviar o trânsito de dados nos servidores. O atacadista Makro, por exemplo, instalou a solução anti-spam da Bluepex para os 600 usuários em sua rede de 51 lojas em todo o Brasil. Por dia, 4.500 mensagens não-solicitadas deixam de entrar na caixa postal dos funcionários. “O maior beneficiado é o colaborador que não perde tempo para abrir e ler todas essas mensagens”, afirma Wilson Roberto Cortez, gerente de suporte técnico do Makro.

Enquanto a maioria das organizações oscila entre a satisfação com os ganhos de produtividade e redução de custos e com a insatisfação gerada pelos problemas causados pelas ferramentas eletrônicas de trabalho, os especialistas em gestão de RH acreditam que é preciso dar um passo à frente. “As empresas precisam oferecer aos funcionários algo que vai além da tecnologia: valores éticos”, defende a consultora Andrea Huggard-Caine.
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Lícito e ilícito na balança

Logo que as ferramentas digitais começaram a se popularizar no universo empresarial, a maioria dos advogados entendia que violar um e-mail era tão ilegal quanto abrir uma correspondência pessoal. Pouco a pouco, porém, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) criou jurisprudência e modificou esse entendimento. Hoje, a tendência jurídica é permitir o monitoramento quando os sistemas de informação são utilizados na execução do trabalho diário dentro das empresas.

“A propriedade dos hardwares e softwares é do empregador. Além do mais, as organizações têm o direito de se precaver, pois serão responsabilizadas caso um funcionário faça mau uso das ferramentas eletrônicas ao enviar um e-mail pornográfico por exemplo”, analisa a advogada Akira Valeska Fabrin, da Martinelli Advocacia Empresarial.

Mesmo com jurisprudência estabelecida, o assunto continua a despertar interesse e polêmica. No ano passado, a 1ª Turma do TST reconheceu o direito de uma organização de investigar o correio eletrônico corporativo de um funcionário em busca de provas para sustentar a demissão por justa causa. A notícia publicada no site do tribunal foi a que recebeu o maior número de visitas: 13.022 acessos. A decisão teve como relator o ministro João Oreste Dalazen e, segundo ele, o empregador pode exercer controle sobre a caixa postal dos colaboradores de forma “moderada, generalizada e impessoal, estritamente com a finalidade de evitar abusos”.

Para evitar mal-estar no ambiente da empresa e longas querelas judiciais, o melhor que as organizações podem fazer é estabelecer uma política de uso de todas as ferramentas eletrônicas: e-mail, MSN, internet, entre outras. Inclusive fora do horário comercial. Na folga do almoço ou nas longas horas extras, o acesso à rede também pode ser coibido e controlado. “As normas são necessárias. Quanto mais transparente a relação entre empregador e empregados, melhor para todos”, aconselha Augusta Pölking, especialista da Veirano Advogados.

É a mesma opinião de Akira, da Martinelli Advocacia. A definição clara de uma política de uso da tecnologia da informação é a melhor forma de controle. “Como as pessoas estão cientes de que o uso é restrito e controlado, se houver abuso, o monitoramento não pode ser considerado violação da intimidade. E as advertências e até as demissões não poderão ser questionadas na Justiça”, avalia.

O risco de perder o emprego pelo uso descontrolado das ferramentas digitais não é realmente uma surpresa para os profissionais brasileiros. A pesquisa Web@Work 2006 revela que no Brasil 56% dos funcionários acreditam que infectar o sistema da empresa com vírus pode causar demissão.

Ainda que as organizações não tenham uma política clara com regras explícitas, o monitoramento do correio eletrônico corporativo continuará a ser considerado lícito. O mesmo não pode ser dito dos e-mails particulares acessados e enviados através de um provedor pago pelo próprio funcionário. “O correio pessoal pertence exclusivamente ao empregado como pessoa física. É quem contrata, paga o provedor e define o codinome a ser usado e responsabilizado por eventuais ônus”, explica Augusta, da Veirano.

Máquina da verdade – Já quando se fala na “máquina da verdade”, a advogada acredita que há o risco de a empresa ir além do lícito. O empregador tem poderes, mas não pode extrapolar os limites da privacidade dos indivíduos. “Caso contrário, daqui a pouco, vai se permitir a revista íntima dos colaboradores”, alerta. Recentemente, a American Airlines foi condenada pelo Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo a indenizar uma funcionária por obrigá-la a passar pelo detector de mentiras. Na sentença, a juíza Rosa Maria Villa declara que a atitude ofendeu o patrimônio moral da colaboradora. No caso do programa que analisa a freqüência de voz dos candidatos a emprego, a prática pode ser considerada discriminatória. “A empresa que faz seleção com esse software pode até responder por dano moral pré-contratual”, alerta Akira.

A vida não é só trabalho…

18th outubro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em refletindo... por clodiney

“Uma vez um mestre fez uma experiência com seus alunos. Pegou um vaso e encheu-o com pedras grandes. Depois, ergueu o vaso e perguntou aos alunos: o vaso está cheio?

A turma se dividiu, com alguns dizendo que sim e outros que não. O mestre então pegou algumas pedras pequenas e colocou no vaso. As pedras pequenas se encaixaram entre as grandes, e o mestre ergueu o vaso, novamente, perguntando: o vaso está cheio?

Desta vez a maioria dos alunos respondeu que sim. O mestre, então, pegou um saco de areia e despejou dentro do vaso, repetiu a pergunta.

A grande maioria respondeu que sim. O mestre, então, pegou uma jarra de água, derramou no vaso, e perguntou: o vaso está cheio?

A turma finalmente chegou a um consenso. Todos responderam que sim. Então o mestre falou: Este vaso é como a nossa vida. Se eu tivesse colocado as pedras pequenas, a areia ou a água em primeiro lugar, não haveria espaço para as pedras grandes. As pedras grandes na nossa vida são: família, amigos, carreira, trabalho, fé, lazer e saúde. É fundamental que não descuidemos delas. Não podemos perder muito tempo com coisas sem importância (as pedras pequenas), pois corremos o risco de não haver espaço para as coisas que realmente são importantes (as pedras grandes). “

Relatório (6)

15th outubro , 2007 | 2 comentários | Postado em Std1 Backstage por Cleudson

E lá vai mais um relatório. Confesso que não tenho muita coisa pra escrever, mas mesmo com falta de vontade, resolvi fazer na raça,por estar sofrendo ameaças semanalmente para postar.
É um dia de domingo, são precisamente 22:15, e na record passa um documentário do bispo Edir Macedo, e eu com isso. Brasil empata com a Colômbia, eu acabei de ver na uol. Na verdade, não tive paciência e enquanto o jogo acontecia eu via outra coisa. Você sabia que a gestação dos cachorros duram cerca de 63 dias? Falando nisso tem sete filhotes abandonados aqui perto de casa, se alguém quiser…Como a rede caiu deve aparecer a data de segunda feira.
Realmente eu não estou com idéia nenhuma sobre o que falar. Eu poderia falar sobre a mochila do vitor, mas não consegui formular uma piada decente. Podia falar sobre os grupos que se interessam pelo estudo do piano clássico, mas acho melhor não dar mas pano pra manga.
O que eu gostaria realmente, é dar meus sinceros parabéns e desejar mais 50 anos a studium; e que venham mais festinhas com distensões, copos quebrados, futebol perna de pau, banho de cerveja, duelos de cachaça e esporros do clo.
Foram cinco anos de luta, e a luta continua companheiros. Vão aparecer muitos Cajaíbas, sapos, tiozões, mas nada que a studium não cosiga superar. “É melhor não parar por aí, hein”.
E como não poderia faltar:
Semana Studium

Dica: 1. Pense bem antes de disputar na cachaça com alguem de Ponte Nova
2. Se estiver gripado, recorra às balas de alho do eni.
Playlist std1: O melhor do churrasco e pagode
Vírus instalado: Nada mal – Terrasamba
Mico da semana: A garota que virou três copos de caninha.

flw.

Conselhos Ergonômicos

9th outubro , 2007 | 2 comentários | Postado em operacional por hugo arantes

para a galera que adora se esparramar na frente do computador e DEIXAR OS MONITORES DESALINHADOS E FICAR O DIA INTEIRO OLHANDO TORTO PARA TRABALHAR!

QUALIDADE NO AMBIENTE DE TRABALHO É UMA BOA POSIÇÃO TAMBEM, BOA POSTURA BOM POSICIONAMENTO DO EQUIPAMENTO! ATENÇÃO AO MOUSE, TECLADOS E MONITORES, O CORRETO POSICIONAMENTO DELES PODE EVITAR MUITOS PROBLEMAS FUTUROS!

Ergonomia:

Estuda a interação física entre as pessoas e o seu trabalho – adaptando este último, o equipamento e o ambiente de trabalho ao trabalhador.

 

Utilizadores de Computadores

 

Horrores no escritório

Pescoço virado para olhar para o monitor;

Monitor mal posicionado;

Cactos crescem em ambientes secos e quentes;

Luminária da mesa mal posicionada;

Teclado mal posicionado;

Costas não apoiadas no encosto da cadeira;

Mouse longe causando força no ombro;

Pés não apoiados no chão;

Almofadado pressionando a parte inferior da coxa.

 

Ambiente de trabalho ideal

Cabeça levantada;

Olhar em frente;

Monitor à altura dos olhos e braços distanciados;

Ombros relaxados;

Mãos alinhadas com o antebraço;

Costas eretas e apoiadas;

Material de referência bem posicionado;

Pressão moderada do almofadado da cadeira;

Pés firmes no descanso de pés.

 

Elimine qualquer reflexo no seu monitor.

 

Posicione os restantes equipamentos em locais acessíveis.

 

Exercícios no escritório

 

Um dos maiores fatores de risco é a postura estática.

Despenda de, pelo menos, 5 minutos por hora “longe” do seu computador.

Execute exercícios ou movimentos de alongamento periodicamente.

 

Exercícios com as mãos

 

Feche firmemente a mão contra o pulso e abra , esticando os dedos.

Repita 3 vezes

 

 

Exercícios para as costas e ombros

 

Levante-se, com as costas direitas, coloque a mão direita no seu ombro esquerdo e mova a cabeça para trás suavemente.

Repita o exercício para o ombro direito.

 

 

Exercícios para a cabeça e o pescoço

 

Movimente a cabeça da esquerda para a direita e novamente para a esquerda.
Movimente a cabeça de trás para a frente.

 

 

Alongamentos na cadeira …

 

Sentado ao computador por longos períodos causa, geralmente, tensão no pescoço e nos ombros e dores na região lombar.

Exercite os alongamentos, conforme abaixo indicado, várias vezes ao dia e/ou sempre que se sinta cansado .

Não se esqueça de se levantar de vez em quando e passear pelo escritório! Vai ver que se sentirá melhor!

 

 

 

9 provas que o Google é Deus

9th outubro , 2007 | 1 comentário | Postado em std bobagens por clodiney

:

1) Google é a coisa provada científicamente mais próxima da
onisciência, ao indexar 9,5 bilhões de documentos on line

2) Google é onipresente, você consegue acessar de qualquer lugar

3) Google responde às suas dúvidas

4) Google é imortal. Não é orgânico, seu algoritmo pode sobreviver por
séculos, apenas mudando de servidores

5) Google é infinito. Pode crescer infinitamente, apenas ligando mais
computadores a ele

6) Google lembra-se de tudo e de todos. Suas opiniões expressadas na
internet, pode vir parar dentro do Google e serem lembradas para
sempre

7) Google é benevolente. Faz parte da filosofia da empresa fazer
dinheiro sem praticar atos danosos

8) O nome “Google” é mais procurado pela humanidade que os termos
“Deus”, “Jesus”, “Buda”, “Alah”, “Criatianismo”, “Islamismo”,
“Judaísmo”, juntos

9) É abudante as evidências que Google existe

…e nada me faltará:

http://www.thechurchofgoogle.org/Scripture/Proof_Google_Is_God.html

a escorregada do dia…

5th outubro , 2007 | 6 comentários | Postado em Blogroll por hugo arantes

eis que no meio da manha… no msn:

 financeiro@studium.ppg.br (Endereço de email não confirmado) diz:

do jeito q vc e bonita, com essa pele maravilhosa, deve ficar um espetaculo com a camisa do mengao!!!

- o que me intriga…. o cara me manda uma msg dessas é o financeiro da empresa… no msn da empresa, no horario do expediente. (qualé meoo??)

- o cara…. me fala que mandou por engano, que estava falando com uma mulher. aí é que esta  a merda: FALA COM UMA MULHER QUE A PELE DELA É BOA PARA VESTIR A CAMISA DO MENGAO????? ou seja, ele imagina aquela camisa que so a galera do futebol usa, para mulher dele usar???? Mengao? mengao vc pergunta para os amigos no buteco… na boa… só para completar… Danilo, que eu saiba, vc tem namorada. das duas uma: ou até hoje vc nao falou para ela que a pele dela é maravilhosa… ou….

mais um interessante…

3rd outubro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por hugo arantes

Start-ups e a sua carreira
outubro 1, 2007, 10:42 PM por Fabio Seixas
Já passei pela criação de 7 empresas start-ups, alguma como empresário, outras como colaborador. Aprendi um bocado com isso. Algumas coisas você só aprende na marra. Não existe faculdade ou MBA que vá te ensinar. Muitas coisas você aprende lendo os livros certos nos momentos certos. Além disso, vida de empreendedor serial é uma montanha russa emocional, cheia de altos e baixos e de alternâncias de momentos de total convicção e inacreditável insegurança.

Start-ups são o playground de pessoas inovadoras. Nesse ambiente é possivel inovar sem ser *muito* recriminado, ao contrário do que acontece em empresas estabelecidas, onde o ambiente normalmente não favorece a inovação.

Em toda a minha carreira, que já chega aos 15 anos, só trabalhei em uma única empresa com mais de 150 funcionários. E olha que eu já passei por várias empresas.

Na época da minha faculdade, eu sempre dizia para os meus colegas que era melhor optar por um estágio em uma empresa pequena, se possível uma start-up, pois seria possível ter contato direto com todos os (poucos) níveis da empresa e ter a oportunidade de aprender de tudo um pouco, diferentemente de trabalhar em uma grande empresa onde geralmente o funcionário tem contato apenas com 1 ou 2 níveis dentro do seu próprio departamento.

Montar start-ups é uma atividade muito interessante pois a cada nova empreitada, você percebe que ainda tem muito a aprender, que sempre haverá uma situação com a qual você ainda não lidou. Esse aprendizado conquistado com o próprio suor, não tem preço. E não estou falando de técnicas de gerenciamento, negociação ou vendas. Estou falando de emoções que aprendemos a lidar quando nos deparamos com situações críticas, com relacionamento com pessoas ou clientes ou quando nos deparamos com adversidades do mercado. Nenhuma faculdade ou MBA sequer pensa em trabalhar o desenvolvimento emocional de gerentes ou empreendedores. Focam apenas no aprendizado técnico, que, ao meu ver, não responde por nem 30% das caracteristicas necessárias para o obter sucesso empresarial. Isso me faz lembrar do Empretec.

Cada nova start-up é um passo no vazio, na incerteza. Pessoas que conseguem tirar convicção de situações como essas são verdadeiros empreendedores. Geralmente, esse tipo de vivência não se aprende trabalhando em grandes empresas.

Então ficam algumas sugestões para quem está começando sua carreira:

Você está na faculdade e não sabe o que fazer da vida
Procure trabalhar em uma empresa pequena. Você terá a oportunidade de conhecer vários tipos de trabalhos e poderá encaminhar melhor a sua carreira. Procure empresas que sejam pequenas mas que já tenham estabilidade no mercado. Uma empresa muito nova e muito pequena e mal estruturada é uma roleta russa que você não vai querer viver. Estando lá se interesse por várias áreas, mesmo que você não tenha sido contratado para algo específico. Extraia todo o conhecimento possível das pessoas, mas não seja chato. Todo mundo detesta o chato.

Você está querendo montar a sua própria empresa e não tem experiência
Procure trabalhar em uma start-up. Aproveite o fato de que outro empreendedor – seu chefe – está correndo todos os riscos na criação de uma empresa e cuide de absorver toda e qualquer experiência relacionada a criação da empresa. Procure olhar com olhos de empreendedor, mesmo sendo funcionário. Você estará não só exercitando seus dotes empresariais, como também poderá colaborar muito para a formação da própria empresa. Com isso você estará minimizando seus riscos quando for criar a sua empresa, já que todo aprendizado é uma forma de minimizar riscos.

Você quer fazer carreira em uma grande empresa e ninguém tira isso da sua cabeça
Procure trabalhar em uma pequena empresa. Aproveite que você está no começo da sua carreira e de uma oportunidade a si mesmo de aprender coisas que você nunca aprenderá em uma grande empresa. Tenho certeza que esse aprendizado irá criar uma vantagem competitiva enorme entre você e seus demais colegas da corporação. Hoje, mesmo em grande empresas, é valorizado quem tem espírito empreendedor. Aprenda a empreender em uma pequena empresa e depois vá colher os frutos durante a sua carreira corporativa.

Essas dicas não me foram dadas quando eu estava na faculdade. Tive que aprende-las por contra própria. Dependendo do que você vai fazer com essas dicas, sua carreira pode ser muito diferente. Então reflita um pouco.

tirado daqui ó: http://blog.fabioseixas.com.br/archives/2007/10/startups_e_a_sua_carreira.html

Vamos!?!

3rd outubro , 2007 | 1 comentário | Postado em Design na veia por Victor Godoi

Com a participação de desenhistas nacionais e internacionais, a Serraria Souza Pinto será palco de um grande evento para os amantes da arte dos quadrinhos, contando com exposições, palestras, debates e oficinas, dentre outros itens que podem ser conferidos a partir do link http://www.fiqbh. com.br. O evento acontecerá entre 16 e 21 de outubro.