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O Grande Encontro

30th novembro , 2007 | 2 comentários | Postado em Std1 Backstage, std bobagens por Victor Godoi

cena.jpg

Este é o Luciano Entrevista, direta da STD, canal 1. A entrevistado de hoje é a Bhrenda, essa moça aqui de Viçosa.

Bhrenda, você já fez tratamento de canal?

Bhrenda, como construir um abrigo nuclear?

Bhrenda, o que você acha da corrupção no Brasil?

Bhrenda, você sabe os benefícios do vinho?

Bhrenda, como esquecer traumas?

Bhrenda, você acredita em levitação e força da mente?

Bhrenda, sabe fazer truques com cartas?

Bhrenda, você toma moderador de apetite?

Bhrenda, o que você acha da invenção da neve sintética?

Bhrenda, qual a origem do universo?

Bhrenda, e endoscopia, você já fez?

Bhrenda, você sabe pilotar avião?

Bhrenda, você faz investimento na Nasdaq?

Bhrenda, você usa cinto de castidade?

Bhrenda, o que você acha da morte de civis no Iraque?

Bhrenda, você já leu Foucault?

Bhrenda, o que você acha do paradigma do cinema de Glauber Rocha?

Bhrenda, afinal, quais os mistérios da maçonaria? Bhrenda, qual o Blog mais visitado do mundo?

(Eu tinha feito esse desenho uma mês depois de ter entrado na STD1. Vai de presente pro Luciano!)

ASSALTO

26th novembro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em std bobagens por hugo arantes

- Alô? Quem tá falando?

- É o ladrão.

- Desculpe, não queria falar com o dono do banco. Tem algum funcionário aí?

- Não, os funcionário tá tudo como refém.

- Eu entendo. Trabalham quatorze horas por dia, ganham um salário ridículo, vivem levando esporro, mas não pedem demissão porque não encontram outro emprego, né? Vida difícil. Mas será que eu não poderia dar uma palavrinha com um deles?

- Impossível. Eles tá amordaçado.

- Foi o que pensei. Gestão moderna, né? Se fizerem qualquer crítica, vão pro olho da rua. Não haverá, então, algum chefe por aí?

- Claro que, não, meu amigo. Quanta inguinorância! O chefe tá na cadeia, que é um lugar mais seguro pra se comandar um assalto.

- Bom… Sabe o que que é? Eu tenho uma conta…

- Tamo levando tudo, ô bacana. O saldo da tua conta é zero.

- Não, isso eu já sabia. Eu sou professor. O que eu queria mesmo era uma informação sobre juro.

- Companheiro, eu sou um ladrão pé-de-chinelo. Meu negócio é pequeno. Assalto a banco, vez ou outra um seqüestro. Pra saber de juro é melhor tu ligar pra Brasília.

- Sei, sei. O senhor tá na informalidade, né? Também, com o preço que tão cobrando por um voto hoje em dia… Mas, será que não podia fazer um favor pra mim? É que eu atrasei o pagamento do cartão e queria saber quanto vou pagar de taxa.

- Tu tá pensando que eu tô brincando? Isso é um assalto!

- Longe de mim. Que é um assalto, eu sei perfeitamente. Mas queria saber o número preciso. Seis por cento, sete por cento?

- Eu acho que tu não tá entendendo, ô mané. Sou assaltante. Trabalho na base da intimidação e da chantagem, saca?

- Ah, já tava esperando. Vai querer vender um seguro de vida ou um título de capitalização, né?

- Não… Eu… Peraí, bacana, que hoje eu tô bonzinho e vou quebrar o teu galho. (um minuto depois) Alô? O sujeito aqui tá dizendo que é oito por cento ao mês.

- Puxa, que incrível!

- Tu achava que era menos?

- Não, achava que era isso mesmo. Tô impressionado é que, pela primeira vez na vida, consegui obter uma informação de uma empresa prestadora de serviço, pelo telefone, em menos de meia hora e sem ouvir Für Elise.

- Quer saber? Fui com a tua cara. Dei umas bordoadas no gerente e ele falou que vai te dar um desconto. Só vai te cobrar quatro por cento, tá ligado?

- Não acredito! E eu não vou ter que comprar nenhum produto do banco? – Nadinha. Tá acertado. – Muito obrigado, meu senhor. Nunca fui tratado dessa…

- Ih, sujou! (tiros, gritos) A polícia!

- Polícia? Que polícia? Alô? Alô?

- (sinal de ocupado)

- Alô?… Droga! Maldito Estado. Sempre intervindo nas relações entre homens de bem!

tirado daqui ó: http://marconileal.blogspot.com/2007/04/assalto.html

Em ato inédito, revista alemã vai às bancas com 160 mil capas diferentes

23rd novembro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por Victor Godoi

A revista alemã Cícero, de circulação mensal, chegou às bancas, nesta quinta-feira (22), com 160 mil exemplares, cada qual com uma capa diferente. O objetivo da revista é dar publicidade às imagens do ano de 2007, de uma maneira que nunca foi vista em um veículo impresso. A medida quebra a tradição da revista que sempre trazia uma charge ou pintura de algum artista famoso. Segundo a agência de notícias Efe, este é um ato inédito na história do mercado de publicações.

Para possibilitar o projeto, a Cícero teve acesso a todo o arquivo gráfico de 2007 da agência britânica de notícias Reuters. Cada capa tem como fundo 50 milhões de fotografias e em cima traz uma imagem única. O gerente da Editora Ringier (proprietária da revista) Martin Pfaff, afirmou que o fascinante é o contraste entre o fluxo de imagens e o momento único capturado por uma fotografia.

O ineditismo também está presente na contracapa comprada pela montadora alemã BMW, que fará 160 mil anúncios diferentes sobre o lançamento de seu novo modelo. Na lombada de cada revista foram publicadas 160 mil linhas diferentes da imagem ” Rein-Bild” do fotógrafo Stephan Kaluza. Ele percorreu a pé o maior rio da Alemanha, desde sua nascente até sua foz, e registrou esta jornada tirando fotos panorâmicas que formaram uma imagem de quatro quilômetros de comprimento.

Segundo a Efe, a iniciativa da Cícero demonstra o quão interessante pode ser a impressão de revistas em nosso tempo, atualmente marcado pelos avanços da eletrônica.

Tirado de: http://portalimpren sa.uol.com. br/portal/ ultimas_noticias /2007/11/ 22/imprensa15548 .shtml

Agora é o novo logo da Porto Seguro

19th novembro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

Está pronto(a) para analisar mais um redesenho de marca corporativa? Vou comentando já o redesign, porque quero chegar logo à parte mais interessante, a sua apresentação.

Primeiro, a tipografia datada tinha mesmo que dançar. Acho, porém, que a fonte nova não tem uma personalidade suficientemente forte para apagar nossas lembranças da Avant Garde original. Chega a ser sintomático que você não possa determinar de golpe de vista se é Syntax, Ezzo, Locator, Praxis ou Aroma. (Dica: não é nenhuma dessas fontes.)

Hoje mesmo vi na rua um carro da empresa, já estampado com a nova marca, e todos os textos exceto o logo estavam em Myriad Italic e Myriad Bold Italic. Pensei: Por que não usar a mesma fonte do logo? Mau sinal.

A segunda coisa é que o barquinho foi substituído por uma única vela enfunada. Olhe o que acontece quando esse elemento é isolado. Qual deles é mais reconhecível?

Por esse ponto de vista, achei a eliminação do barco uma lástima. O que entrou no seu lugar é mais um dos milhões de desenhos semi-abstratos, baseados em simples arcos vetoriais, que literalmente infestam o design gráfico contemporâneo. Sem brincadeira, desenhei uma réplica suficientemente convincente da vela com um blend de 8 etapas dentro de um objeto de curvas com 6 nós, gastando nisso cerca de 4 minutos. E todo dia vejo por aí centenas de marcas que foram construídas exatamente dessa forma. Elipse aqui, parábola ali, logo pronto. Pergunta inconveniente: será que tudo o que restou no repertório do designer gráfico digital foi a curva Bézier? Realmente? Sério?

Apresentação é tudo… ou não?

No momento em que você carrega o novo site da Porto Seguro, aparece um popup obscurecendo a home page. Esse popup é a apresentação da nova marca. Mas ele funciona corretamente apenas no Internet Explorer. Aparentemente, não foi testado no Firefox nem no Safari. Se você for uma criatura sensata que usa um desses outros browsers, seja no Mac ou no PC, verá isto:

O menu visual da home page entra bem na frente do popup, destruindo o efeito. Você é obrigado a deslocar a janelinha com o mouse para poder ler. Como não é uma janela normal de sistema do Windows ou Mac OS, você pode nem descobrir que ela permite ser deslocada. A falha no código do site é uma bola fora do web design, para além do fato de popups serem péssimos em si mesmos, como conceito.

Pode ser só implicância minha, mas acho que, quando uma marca precisa ser explicada, é porque ela tem algum problema. No presente caso, o problema é a explicação em si mesma. Desculpe o rigor da crítica, pois redigir o texto da apresentação e aprová-lo entre múltiplos escalões de executivos cheios de pitacos – sim, trabalho no ramo e conheço essa via crucis – deve ter sido uma tarefa tortuosa e esquecível. Mas será que não dava pra evitar o festival de lugares-comuns? Senão, vejamos:

Redesenhar a marca de uma empresa reconhecida no mercado é sempre um grande desafio. A solução deve equilibrar o impacto visual da atualização da identidade com a preservação dos elementos estruturais de reconhecimento da marca com o seu público.

Até aqui, beleza. Mas conforme já vimos, o pobre navio foi afundado; ficou apenas uma vela, bem menos reconhecível.

Antes de desenhar a nova marca, foi também realizada uma pesquisa com a direção, clientes e corretores, detectando-se, assim, os valores intrínsecos que deveriam ser expressos: excelência, prestatividade, transparência e humanismo. O arredondamento das pontas do quadrado azul, assim como a definição de um símbolo mais dinâmico e construído a partir de curvas, busca comunicar esses conceitos.

Os cantos arredondados do quadrado, outra característica extremamente banal no universo das marcas – está aí o Itaú para me endossar – representariam prestatividade e humanismo…?! Ou essas seriam virtudes expressas da vela…?
Então tá: por esse critério, só para ficar nos valores-chavões que toda empresa adora exibir – o VW empilhado da Volkswagen significaria confiabilidade; o manuscrito da Coca-Cola, sensibilidade; o rosto estilizado da LG, permanência… Não, pare. Isso não é sério!
É essa conversa vaga, quando vem de profissionais do design, que tira uma lasca da integridade do ofício e faz parecer, aos olhos dum leigo ( = cliente) que, efetivamente, a essência da criação é facil e qualquer bobagem se justifica. O resultado são os tantos clientes chatos, mimados, palpiteiros: afinal, foi-lhes ensinado que nós, criativos, acreditamos que o arredondamento de uma parte de um símbolo exala transparência e excelência. Por favor…

O novo símbolo traduz essa idéia, uma vez que vários elementos se somam para criar um todo harmônico. Também preservou a referência à caravela da marca de origem, figurativa no início, depois, estilizada.

Concordo com o todo harmônico (se bem que o texto blocado na largura do quadrado ficaria mais bonito). Mas note bem: o barco original não era uma caravela. Era uma embarcação maior e mais moderna. E a referência não foi preservada, não: as velas do barco eram um conjunto de seis retângulos mais dois triângulos, enquanto a atual é uma construção Bézier. Pode parecer chatice, mas não há parentesco visual entre as duas concepções de velas.

O padrão cromático anterior foi mantido, preservando-se assim um importante elemento de reconhecimento do público.

Não foi, não. O azul ultramarino antigo e o ciano novo são muito diferentes, tanto em matiz como em tonalidade. Confundi-los é uma questão cultural, mais do que perceptual.

Opine…

tirado daqui ó: http://marioav.blogspot.com/2007/11/agora-o-novo-logo-da-porto-seguro.html

Marketing viral de elite

12th novembro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por hugo arantes

como nao consegui postar as merdas dos videos do youtube aqui recomendo visitar o post do Fabio Seixas: Marketing viral de elite

Nomenclatura – Para que simplificar se podemos confundir?

12th novembro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

Bruno Porto
Publicado na Revista ADG #27 de fevereiro de 2003
Por que precisamos de uma nomenclatura comum para os termos de design? Simples. “Para que todos possamos falar a mesma língua dentro de nosso profissão”, como escreveu Lara Vollmer na abertura do ABC da ADG, nosso glossário de verbetes de design gráfico. Mas, na prática, qual é a verdadeira importância disto? Mais simples ainda. Aconteceu, como toda boa estória, na semana passada.
O telefone toca e é uma senhora (indicada por alguém que consegui identificar depois como a mãe de um antigo cliente) querendo saber quanto custava para fazer um folder. Bem, folder do quê, pergunto eu, um seminário de psicologia, responde ela, o texto já está pronto, assim assado, não tem fotos etc, e assim prosseguimos. Olha, diz ela, o tamanho do folder é noventa centímetros por um metro e meio, tá?
Ela queria um banner.
A doce velhinha não inventou a palavra folder, certamente a ouviu em algum lugar, dita por alguém. Um dos motivos para nos esforçarmos um pouco em sermos claros é que lidamos com interlocutores leigos dos processos do design – incluindo sua terminologia – para quem um banner e um folder podem significar a mesma coisa, ou nada. Para quem, aliás, design e marketing são a mesma coisa, assim como gráfica e bureau, ou logotipo e logomarca.
Bem, neste último caso, a culpa deve ser nossa (e não é sempre?), ou arrumemos rápido um publicitário espiatório. Não sei onde aprendi ou ouvi pela primeira vez – talvez na faculdade, talvez num estágio – o termo ‘logomarca’, só sei que o usava para cima e para baixo, em propostas e explicações. Estava embasado em Identidade Visual: a direção do olhar2,de Gilberto Strunck, que pregava: “Outra palavra que também é usada é logomarca. Podemos empregá-la como um sinônimo para logotipo.” Para mim isto funcionava muito bem, até que esbarro no artigo “Logomarca? Que é isso?” de Ana Luiza Escorel. Lá, ela esclarecia que a palavra que “passou a ser sinônimo de símbolo e logotipo (…)” na verdade “(…) quer dizer absolutamente nada”. E faz sentido: “Logos em grego quer dizer conhecimento e também palavra. Typos quer dizer padrão e também grafia. Portanto, grafia-da-palavra ou palavra-padrão. Agora, palavra-marca ou conhecimento-marca quer dizer o quê? Coisa alguma.” Afinal, ‘logomarca’ está errado ou não? Se eu não me entendo, como fazer para o outro me entender?
Imagine-se no site de um supermercado.com encomendando bergamotas e recebendo um reply dizendo que não tem. E você acaba se dirigindo a outro site, quando o que tinha que pedir eram tangerinas (ou mexiricas!). Perdem os dois lados: quem não deixou claro o que tinha para vender, e quem não sabia que aquilo era o que precisava.
Na verdade, podemos tentar culpar a quem quisermos – fornecedores, publicitários, jornalistas, clientes, cabelereiros – mas uma parcela da culpa, por haver uma certa dificuldade em esclarecer o que é a atividade, é nossa. Talvez por conta da nomenclatura adotada, talvez pela necessidade em mitificar uma atividade – de nome tão chique, não? – relativamente recente e de difícil definição (para explicar Design temos que ir explicando junto uma série de outros processos, não é verdade?), talvez pela velocidade deste mundo que impõe anglicismos, não nos dando tempo de cunhar nossas próprias palavras. Analisando – pela enésima vez na história desta impoluta publicação – o vocabulário utilizado em Design, identifica-se um problema sério ao focarmos os termos ligados a Identidade Visual (o que sugere justificativas para a difícil tarefa de se praticar um uso correto de termos nesta área do Design): a maioria possui significados próprios, e com usos os mais diversos. Identidade, assinatura, marca, símbolo, sinal, visual etc. são palavras também aplicadas, ora quem diria, fora da esfera do design – James Dean é um símbolo da rebeldia, o símbolo da Shell é uma concha; Pelé deixou sua marca na Seleção Brasileira, a marca da Nike vale mais de xis zilhões de dólares – o que por si só já cria uma barreira para que muitos destes termos adquiram significado específico e sejam identificados exatamente como nós, designers, queremos.
Para piorar, no Maravilhoso Mundo da Identidade Visual, boa parte dos termos são compostos (tipo+grafia, tipo+logia, tipo+grama, ideo+grama, logo+grama, logo+tipo, logo+marca) ou simplesmente combinatórios (projeto+gráfico, criação+gráfica, design+gráfico, design+visual, programação+visual, identidade+visual, identidade+corporativa etc), o que os torna muito parecidos entre si – não só para os leigos – e passíveis de confusão e invencionices.
Se uma classe não define e utiliza de forma correta seu vocabulário, quem irá fazer isso por ela? A desvantagem em termos um chamando de comunicação visual, outro de criação gráfica, outro de design visual, outro de desenho gráfico, é que isso confunde. Confunde o cliente, que não sabe como pedir “uma figurinha” para botar no seu cartão de visita; confunde o fornecedor, que não sabe se orça um letreiro, uma placa ou uma fachada; confunde o estudante de design, que por sua vez multiplica a bagunça (vai confundir o pai engenheiro, a mãe psicanalista, o irmão advogado, a namorada bióloga…); confunde o designer profissional, que cobra por um Manual de Identidade Visual e entrega um Manual de Uso da Marca, ou vice-versa; confunde o jornalista que ao final das contas não sente firmeza em Design Gráfico, Identidade Visual ou Identidade Corporativa e escreve “A Vale do Rio Doce vai mudar todo o seu visual gráfico.” Confunde a todos e, até onde entendo, confusão não é bom. Especialmente para um mercado que ainda está tentando se entender.
Bruno Porto é designer gráfico e professor da Escola de Design do Centro Universitário da Cidade (RJ). Foi Diretor da ADG Brasil (2004/2006), Coordenador do Júri da 7ª Bienal de Design Gráfico (2004) e Coordenador Regional da ADG Brasil no Rio de Janeiro (2002/2004).
www.brunoporto.com

 tirado daqui ó: http://www.adg.org.br/arquivos/artigos/nomenclatura_porto.pdf

Veja como o G1 produz seus infográficos

8th novembro , 2007 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

Caminho é longo para a criação das animações que enriquecem as reportagens.

Um dos recursos mais impressionantes do G1 ao longo deste primeiro ano de vida foi o uso de infográficos. Animados e completos, eles não só servem de apoio para o entendimento das reportagens como apresentam uma maneira alternativa de “absorver” as informações, de forma leve e atraente – em coisa de um ou dois minutos, o leitor já está informado sobre o assunto tratado.

Claro, o que pode ser lido e visto em questão de segundos leva um tempo muito maior para ser produzido. Aqui, você terá uma visão inédita de como é o processo de construção de um infográfico do G1, acompanhando como um deles foi construído, para a reportagem “Russos organizam Big Brother marciano“, de 28 de junho de 2007. Acompanhe.

 Etapa 1: apuração

A primeira fase na criação de um infográfico é a seleção e coleta de dados do que se quer explicar. No caso da reportagem, a intenção era mostrar em detalhe onde e como os “candidatos a cosmonauta” ficariam confinados e vivendo por 520 dias, ao simular uma viagem tripulada a Marte.

Editoria de Arte

 Etapa 2: primeiro rascunho

A reportagem leva as informações disponíveis à editoria de arte do G1. Lá se dá uma primeira reunião entre jornalistas e artistas para definir a melhor maneira de representar visualmente o conteúdo. Dessa conversa inicial surge um primeiro rascunho.

Editoria de Arte

 Etapa 3: storyboard

A Editoria de Arte então elabora uma seqüência de desenhos no papel, como uma história em quadrinhos, que já dá pistas de como serão organizados os conteúdos, nas diversas telas e apresentações presentes num infográfico animado.

Editoria de Arte

 Etapa 4: segundo rascunho

Segue-se a produção de desenhos um pouco mais detalhados, ainda no papel, que servirão de referência para a construção da arte em formato digital.

Editoria de Arte

 Etapa 5: modelagem em 3D

Saltando para o computador, os artistas usam programas de desenho vetorial tridimensional para dar vida às ilustrações bidimensionais feitas no papel.

Editoria de Arte

Editoria de Arte

 Etapa 6: texturização e renderização

As diversas superfícies criadas em três dimensões no computador são “cobertas” com texturas que dão um maior grau de realismo às ilustrações. Muitas vezes os detalhes obtidos passam despercebidos nas imagens, mas estão todos lá.

Editoria de Arte

Abaixo, por exemplo, veja uma seqüência de imagens que mostram detalhes dos módulos “marcianos” que acabaram não aparecendo no infográfico finalizado.

Editoria de Arte

Editoria de Arte

Editoria de Arte

 Etapa 7: programação e animação

Com os elementos “construídos”, chega a hora de reunir tudo. Isso é feito num outro software, cuja especialidade é criar animações interativas para internet.

Editoria de Arte

Editoria de Arte

 Etapa 8: revisão e publicação

O infográfico concluído é despachado de volta para a equipe de reportagem, que faz uma revisão para se certificar de que as informações originais foram preservadas e devidamente destacadas na versão final. Depois disso, o infográfico é publicado, junto com o texto correspondente.

Confira agora a versão final do infográfico que serviu de exemplo para esse passeio pelos bastidores da Editoria de Arte do G1.

tirado daqui ó: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL106298-6174,00.html

Como enlouquecer um designer

7th novembro , 2007 | 1 comentário | Postado em std bobagens por hugo arantes

1- Microsoft Office
Quando você tiver que mandar um documento para um designer gráfico, certifique-se que ele foi feito com algum programa do Office. Versão PC se possível. Se você tiver que mandar figuras, você terá mais chances de enlouquecê-lo; ao invés de apenas mandar um jpeg ou um raw de câmera digital, insira as figuras em um arquivo de Office como o Word ou Powerpoint. Não se esqueça de baixar a resolução para menos  que 72 dpi, assim eles terão que contatar você novamente para pedir uma versão com a qualidade melhor. Quando você mandar a versão “melhor”, certifique-se que o tamanho seja no mínimo 50% menor. E se você estiver enviando as figuras por e-mail, esqueça de anexá-los de vez em quando.

2- Fontes
Se o designer gráfico escolher Helvetica, peça Arial. Se ele escolher Arial, peça Comic Sans. Se ele escolher Comic Sans, ele já está 50% doido, então seu trabalho está 50% pronto.

3- Quanto mais melhor
Suponhamos que você precise de um designer para um jornal. Designers gráficos vão sempre tentar deixar espaços em branco em qualquer lugar.  Margens largas, o alinhamento, o kerning do texto, etc. Eles vão dizer que eles fazem isso para facilitar a leitura e manter um visual limpo e profissional. Mas não acredite destas mentiras. Eles fazem isso para deixar o documento ainda maior, com mais páginas, e isto lhe dará mais prejuízos com a gráfica. Por que eles fazem isso? Porque designers gráficos odeiam você. Eles também comem bebês.
Então certifique-se de lhes pedir para colocar margens menores e um texto muito muito pequeno. Diferentes tipos de fonte também são uma boa pedida (e você ganha bonus se pedir Comic Sans, Arial ou Sand).  Peça clipart. Peça muitas figuras (se você não sabe como mandá-las, veja o item 1). Eles vão tentar argumentar e defender as escolhas deles mas não se preocupe, no final, o cliente está sempre certo e eles irão acatar todos os seus pedidos.

4- Logos
Se você tiver que mandar um logo de um projeto particular para um designer gráfico, de um patrocinador ou parceiro por exemplo, certifique-se de que ele seja realmente pequeno e um gif ou jpeg de baixa resolução. Novamente, você ganha pontos se inseri-lo em um documento Word antes de mandá-lo. Agora você deve estar pensando que isto tenha sido suficiente mas se você quiser mesmo abalar a estabilidade mental de um designer gráfico, dê o seu melhor e mande uma versão do logo com um fundo que dificulte o seu recorte. Fundos pretos ou brancos devem ser evitados, já que são facilmente cortados com um layer style mais escuro ou mais claro no photoshop. Uma vez que o designer gráfico estiver trabalhando em um logo bitmap, diga-lhe que você precisa dele maior.
Se você precisa de um logo customizado, faça os seus próprios rascunhos em um guardanapo. Ou melhor ainda, deixe seu filho de 9 anos desenhar isso. Seu rascunho não pode demorar mais que 5 minutos para ficar pronto. Você não quer algo detalhado e fácil de ser entedido, porque quanto menos um designer entender o que você quer, mais mudanças ele terá que fazer no futuro. Nunca aceite o primeiro logo. Nunca aceite o nono, faça-o fazer várias mudanças, cores, fontes e clipart. Peça-lhe para adicionar uma foto no logo. Cantos. Gradientes. Comic Sans. E quando ele estiver em sua décima tentativa, diga-lhe que você gostou mais da segunda. Eu sei, isso é cruel, mas lembre-se: designers gráficos são a causa do câncer de mama entre as mulheres de meia-idade.5- Escolhendo suas palavras
Quando estiver descrevendo o que você quer para um designer, certifique-se de usar termos que realmente não signifiquem nada. Termos como “jazz it up a bit”* ou “poderia tornar isso mais webístico?”. “Eu gostaria de um design bonito” ou “Eu prefiro gráficos legais, gráficos que, você sabe, quando você os vê você diz: esses são gráficos legais.” são outras opções. Não se sinta mal com isso, você fez a coisa certa. De fato, é a sua obrigação porque todos nós sabemos que em noites de lua cheia, os designers gráficos se transformam em lobisomens.

6- Cores
A melhor maneira para escolher as cores (porque você não quer deixar o designer gráfico escolher) é escrevê-las randomicamente em pedaços de papel, colocá-los em um chapéu e sorteá-las. O designer gráfico irá sugerir que você fique com 2 ou 3 cores no máximo, mas não. Escolha quantas cores você quiser e certifique-se de fazer o sorteio no chapéu na frente dele. Enquanto fizer isso, cante uma música bem chata.

7- Prazos
Quando for a sua vez de aprovar o design, relaxe. Não há pressa. Espere dois dias. Mais seis. Conforme o fim do prazo for chegando, contate o designer com mais correções e mudanças que ele tenha tempo para fazer. Afinal, os designers gráficos são responsáveis pelos ataques do 11 de setembro.

8- Acabe com ele
Depois de aplicar todos os itens desta lista em sua vítima, faz parte da natureza humana (embora alguns irão argumentar se eles são humanos ou não) ficar um pouco inseguro. Conforme ele for percebendo que não pode satisfazer suas necessidades, o designer gráfico irá abandonar todas as suas esperanças de vencer uma discussão e irá fazer só o que você disser para ele fazer, sem questionar. Você quer aquilo em roxo? Então é roxo. Seis fontes diferentes? Claro!

Nesta altura dos fatos, você deve estar pensando que venceu, mas não se esqueça do seu objetivo: ele tem que desistir desse negócio. Então esteja pronto para o golpe final: Quando estiver em suas decisões finais sobre cores, formas, fontes, etc, diga-lhe que está desapontado com a falta de iniciativa dele. Diga-lhe que afinal de contas, ele é o
designer e que ele deveria ser o cara que coloca sua experiência e seu talento no trabalho, não você. Que você estava esperando mais soluções e avisos sobre o design dele.

Diga-lhe que você está farto desta falta de criatividade e que era melhor você mesmo fazer o seus layouts no publisher ao invés de pagar por seus serviços. E aí está. Você deve ter um designer gráfico imobilizado em uma camisa de força em pouco tempo!

tirado daqui ó: http://gildicellialencar.blog.uol.com.br/ 

blog muito bom que fala sobre diagramação de jornais em geral.