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A Gestão do Design integrada à Inovação em benefício das PME’s

25th julho , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia, textos interessantes por hugo arantes

A implantação da inovação como estratégia competitiva entre as PMEs, é um processo lento e dispendioso, mas não é impossível.

Inovar é uma das principais armas utilizadas hoje pelas empresas que desejam entrar, se manter e/ou atingir novos mercados. O curto ciclo de vida dos produtos, a concorrência acirrada, consumidores exigentes e a busca pelo aumento das vendas, tornam a inovação a principal estratégia competitiva que essas empresas podem adotar.

A inovação é uma realidade. E muito mais do que modismo ou tendência, ela está presente no dia-a-dia não só das empresas, mas de toda a sociedade. Mandar mensagens através de telefones celulares, fazer compras pela internet, receber jornais em casa somente três dias na semana, máquinas fotográficas digitais, são alguns dos milhares de exemplos de produtos e serviços que desfrutamos hoje em função da visão inovadora de empresas a alguns anos atrás.

Mas a inovação não é tão simples quanto parece, demanda tempo e investimento, por isso algumas empresas não se sujeitam a essa estratégia, com medo de arriscar, ou o contrário: investem em inovações sem foco apropriado, desperdiçando tempo e dinheiro.

Para uma PME, esse risco pode parecer ainda maior, pois sua capacidade de investimento e/ou sua estrutura não são tão expressivos como os de uma empresa de grande porte ou multinacional. Seguir tendências ao invés de lançar tendências é o modelo mais usual, pelo menos no Brasil.

Contudo, há uma crescente oportunidade para países como o Brasil e principalmente, para as PMEs brasileiras no que tange à inovação, trata-se da Inovação de Ruptura.

A inovação de Ruptura

A teoria da inovação de ruptura aponta para situações em que as PMEs podem vencer empresas grandes. A diferença entre a inovação sustentável – que é a maior parte das inovações em torno do qual o mercado se baseia – e a inovação de ruptura, é que a uma traz soluções melhores para clientes importantes e a outra oferece soluções simples, baratas e convenientes voltadas àqueles clientes que os concorrentes não atendem.

Segundo Christensen e Hart (2003, p.81), Em muitas partes do mundo, as necessidades básicas das pessoas não são atendidas. Nessas circunstâncias, novas ondas de tecnologia de ruptura, implantadas por empresas que derem um grande salto para a base da pirâmide, têm grande potencial de geração de crescimento. Como tudo dentro da filosofia de inovação, é preciso enxergar as oportunidades e quebrar velhos paradigmas. A maior parte da população em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento é de baixa renda, mas são consumidores em altíssimo potencial. Por que então, não explorar esse mercado?

Para Christensen, as empresas de grande porte é que deveriam entrar nesse mercado, incubando empresas em países que os concorrentes ignoram. É sem dúvida, uma estratégia. Mas o Brasil é um país em desenvolvimento, a maior parte da população é de baixa renda, temos milhares de PMEs no Brasil, que em grande parte, são alimentadoras das empresas de grande porte. Então, por que esperar que empresas multinacionais venham penetrar nesse mercado que promete ser tão promissor?

O agente da inovação

Se a inovação é o fator chave para o sucesso em um ambiente competitivo, o design é o que oferece mais oportunidades de negócio. Ambos caminham juntos. Para tanto, não basta contratar um profissional de design, é preciso que seja implantada a Gestão do Design.

Assim como a inovação, o design precisa ser aplicado como estratégia de negócios, assumir funções e atributos que pertencem à alta gerência, mas não se restringir somente a ela, deve englobar todos os níveis da organização.

Além das aptidões já esperadas pelo designer, como criatividade, simplificação e otimização de processos de produção, pesquisa por novos materiais, barateamento dos custos de fabricação, aumento da qualidade e agregação de valor aos bens; como gestor, ele poderá ainda, estimular a criatividade da equipe, prover soluções de problemas específicos, aumentar a flexibilidade dos processos produtivos e de marketing, estreitar as relações intra-empresas e entre produtores, agentes de P&D, fornecedores e clientes, e reduzir o tempo de desenvolvimento e lançamento de novos produtos.

Segundo estudo do CNI, Design para a Competitividade: Recomendações para a Política Industrial no Brasil (2002, p. 17-18), “as PMEs figuram como mais importantes para o desenvolvimento do design do que as grandes. E ainda, ressaltam-se as vantagens associadas ao relativamente reduzido porte dos investimentos em design, e o prazo de retorno dos mesmos, e os benefícios que podem gerar para a competitividade, tanto nos países em desenvolvimento como das empresas de pequeno e médio porte”.

De onde se conclui que, a implantação da Gestão de Design nas PMEs é promissora, uma vez que seus custos são relativamente reduzidos e as vantagens são inúmeras. Mesmo que não se tenha uma diretoria, uma gerência ou um departamento específico de design na empresa – por efeito de custos – ainda assim, a empresa pode contar com consultorias ou gestões terceirizadas, disponíveis inclusive através de associações de auxílio a PMEs, como o Sebrae, por exemplo.

Portanto, a implantação da inovação como estratégia competitiva entre as PMEs, é um processo lento e dispendioso, mas não é impossível. A longo prazo e através de uma boa gestão, os resultados alcançados serão gratificantes.

Embora não haja, no Brasil, incentivo fiscal e educacional para tanto, existem diversas associações que promovem condições favoráveis às PMEs. Basta, entretanto, que haja também, a maior conscientização do empresariado, e a divulgação da profissão de design como um dos principais agentes da inovação.

Para que o Brasil possa enfim ser conhecido também como inovador, pois criativo ele já é.

tirado daqui ó: designbrasil

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branding… que raios é isso?

18th maio , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Animação, Design na veia, videos e afins por hugo arantes

Pois é… muito se fala e questiona sobre branding… mas uma ótima e sucinta explicação sobre o que é está nesse vídeo muito bem feito do Urban Influence clica aí pra entender:

pescado do ótimo twitter da laraguedes

What is Brand Anyways? from Urban Influence on Vimeo.

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johnnie walker… um empreendedor!

5th março , 2010 | 1 comentário | Postado em Design na veia, embalagem, mkt, propaganda, videos e afins por hugo arantes

Numa história só… empreendedorismo, inovação, design de embalagens, branding, e tudo mais que faz a marca Johnnie Walker única!

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10 lições para não cair em armadilhas de Branding

11th dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

Que tal reduzir frequentemente a verba de comunicação da sua empresa? Ou então mudar constantemente de agência, de preferência a cada ano. Gaste o mínimo possível em pesquisa sobre a saúde e a personalidade da marca. Estas são algumas das “dicas” de anti-branding que compõem a palestra Branding: 10 lições para não cair em armadilhas, de Jaime Troiano, um dos maiores especialistas do segmento no Brasil.

É claro que o executivo não ensina como fazer o anti-branding. Até porque, que profissional de Marketing  teria interesse em conhecer mais sobre este tema? Durante o lançamento do livro “As marcas no divã” na ESPM Rio, o autor Jaime Troiano mostrou lições que aprendeu na prática, no dia-a-dia, e que hoje contribuem para uma reflexão que ajudará os profissionais de Marketing.

O especialista em marcas e colunista do Mundo do Marketing destacou a diferença entre a aparência e a essência de uma marca, projetos de felicidade que compõem o imaginário de quem faz uma compra, brand equity, força de marca, a real importância do nome, o poder multiplicador de marcas fortes, a marca das marcas, ‘surubrand’, visão interna da marca, além do anti-branding.

Nome, essência e aparência
Em muitos casos, no processo de criação de uma marca, a escolha do nome é visto como o mais importante. De acordo com Troiano (foto), o nome é só o começo. “Tem profissional de Marketing que acha que, ao descobrir o nome certo, já ganhou a guerra. Não é bem assim”, afirma. Exemplos não faltam. Quando é que imaginaríamos que o nome Itaú (que significa pedra em Tupi-Guarani) seria o líder do setor bancário? Será que os executivos de Marketing da Tigre achavam que este nome significaria sucesso e liderança de mercado? O que dizer então de Flamengo, Gol, Claro, Toddy… “Nome não quer dizer muita coisa, mas sim o que se constrói ao redor da marca”, diz.

Separar a essência da marca de sua aparência é necessário para não cair em armadilhas deste território indefinido chamado Branding. Despreze as primeiras coisas que são ditas pelo seu cliente porque nem sempre o que ele diz é o que ele sente na verdade. “No Sul de Minas Gerais visitei uma casa muito humilde que tinha uma embalagem de OMO do lado de fora. Perguntada sobre o motivo de usar o produto, a consumidora citou algumas qualidades. Mas o seu objetivo era mostrar para a vizinhança que ela não é tão pobre quanto parece”, explica o colunista do Mundo do Marketing.

O poder das marcas fortes é um fator multiplicador. Basta ver as extensões que são lançadas no mercado a cada dia. É cada vez mais comum as marcas se multiplicarem e oferecerem produtos em outras categorias. Porém, é preciso entender e estudar o que o especialista chama de “gôndola mental do consumidor”. “Nada mais é do que lançar um produto em uma nova categoria e o consumidor olhar no ponto-de-venda e achar que já existia. Quando o Yakult lançou um shampoo, logo retiraram do mercado porque este tipo de produto não constava na gôndola mental do consumidor”, ensina. Exemplos de sucesso são as extensões das marcas Walita, Tilibra, Capricho e Dona Benta.

Tangível X intangível
Para realizar um bom processo de Branding é necessário levar em conta o trabalho de Marketing que faz com que o consumidor busque projetos de felicidade com a marca. Pesquisas mostram que uma marca pode ocupar o espaço de idealização na cabeça do consumidor e fazer com que ele seja visto e aceito como ele gostaria. Outra lição é a busca pelo verdadeiro Brand Equity, ou o valor patrimonial de uma marca.

Sabe-se que os ativos de uma marca podem ser tangíveis e intangíveis. Já o Brand Equity não pode ser medido pela imagem, personalidade, força ou atração que uma marca exerce. Para se chegar ao denominador comum, Troiano divide o valor da marca (intangíveis) pelo valor real da empresa (tangíveis). Segundo o especialista, a Tam possui valor patrimonial é 2.6 vezes maior que o de mercado. A Natura apresenta 16.6 vezes mais valor intangível do que tangível, por exemplo.

Com base em pesquisa, Troiano aponta para dados que mostram o valor intangível de marcas em diferentes categorias. Empresas que atuam na área de produtos B-2-B têm 10% a mais de valor de marca enquanto produtos de consumo aumentam em 35%. Produtos com apelo de imagem, como as categorias de cerveja e automóvel, crescem 50% em valor de negócio, perdendo apenas para produtos de auto expressão, ou de Luxo, que ganham 80% mais valor por conta de sua marca.

Auditoria de marca e poder multiplicador
Para avaliar o nível de aceitação de uma marca é necessário medir sua força. Através de uma pirâmide de auditoria de marca, feita com base em pesquisa da Troiano Consultoria de Marca, é possível ver que os níveis médios de força são de 9% para os idealizadores (os advogados das marcas), 8% dos que têm preferência pela marca e 62% de consumidores que conhecem e se familiarizam com uma marca. Já os que rejeitam representam 14% e apenas 7% dos entrevistados desconhecem a força de marca.

Nota-se que a maior parte do mercado não tomou decisões definitivas (62%) e, portanto, o espaço para conquista de novos consumidores está aberto. “A auditoria de marca mede a força dela e a sua variação. É preciso medir onde está e onde a sua marca estará após um ano”, aponta Jaime Troiano.

Uma estratégia de Branding não é só para as marcas que estão nas gôndolas. Assim como qualquer produto de consumo, a marca-mãe, ou a marca das marcas precisa ser disseminada. É o que faz a Unilever, em peças veiculadas em revistas e impressos diversos sobre seu aniversário de 80 anos no Brasil. “A comunicação corporativa que veicula a marca das marcas remete à paternidade, poder de mercado, orgulho, reputação. Assim como as empresas mais prestigiadas publicadas todo ano na revista Época Negócios. Bons caminhos são a responsabilidade social e ambiental, qualidade de produtos e serviços, capacidade de inovação, admiração e confiança, história e evolução”, destaca o palestrante.

Quando mais é menos
Muito cuidado com processos de fusões, aquisições ou takeovers. Para o Branding, esta pode ser uma das piores armadilhas. Mudar a marca, mesclar a comunicação com a empresa parceira de forma amadora ou desconexa, pode resultar no que Jaime Troiano chama de ‘surubrand’. “É o caso da sobrinha do presidente de uma empresa que se formou em design e propõe mudanças na comunicação visual de uma marca. Ao mudar a logomarca, o cartão de visitas, o layout do site, por menor que seja a mudança, a marca perde sua identidade”, salienta.

Mostrar como a empresa é do lado de dentro é uma das lições que integram a obra de Jaime Troiano. Normalmente, o número de colaboradores que gostam da empresa em que trabalham é maior do que o de consumidores com o mesmo sentimento. Ao realizar um trabalho de Branding para uma marca de pneus, a Troiano Consultoria percebeu o contrário.

“Dentro da empresa eram 10% de colaboradores que a defendiam, contra 15% de consumidores. Para que uma marca cresça é fundamental começar a divulgar e treinar as pessoas de dentro e dar a elas um verdadeiro banho de marca”, define.

Lições para um bom anti-branding
Para completar as lições propostas por Jaime Troiano, o anti-branding aparece para mostrar como não agir para se obter um processo de Branding satisfatório. Reduzir sempre a verba de comunicação e contentar-se com informações que giram apenas dentro da empresa são as primeiras “dicas”. Além disso, mudar constantemente de agência e centralizar a função de gerir a marca apenas ao departamento de Marketing ou de comunicação caminham juntos com a economia que deve ser feita em pesquisas sobre a saúde e a personalidade da marca.

Outro passo para o anti-branding perfeito é acreditar que o importante é ganhar o prêmio Top Of Mind, achar que a propaganda resolve tudo ou, pelo contrário, não resolve nada, e investir pouco ou quase nada em recursos de design. “Pense no consumidor de classe C e D como se ele fosse um consumidor A/B só que em versão 1.0”, brinca Troiano.

Seguindo essas determinações, o profissional de Marketing poderá conseguir sua demissão – ou a quebra da empresa – em tempo recorde. E por último, o anti-marketing espera que este profissional acredite que as marcas são fortes o suficiente para resistir a tudo isso.

tirado daqui ó: mundomarketing

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O marketing e a publicidade frente as mídias sociais

15th junho , 2009 | 2 comentários | Postado em Animação, Web 2.0, mkt, propaganda, refletindo..., videos e afins por clodiney

A agência alemã Scholz & Friends, apresentou no fim de 2008 um video muito bacana sobre a influência das mídias sociais no consumo, intitulado Dramatic Shift in Marketing Reality, descreve uma realidade que sabemos a sua origem, mas não como acabará. O que podemos concluir(se há conclusão) que o valor do branding é cada vez maior.
Depois de vários vídeos sobre o twitter, as redes socias etc..esta se destaca pelo ótimo desenho e idéias.

via:sortega

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american eagle para o mundo…

4th dezembro , 2008 | 1 comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

em 2004 a brasileira AmBev e a belga Interbrew se uniram:

Ambev logotypeInterbrew

a primeira junção resultou no logo abaixo da esquerda. Agora em 2008 a InBev comprou a Anhauser Bush (logo da direita), tradicional fabricante da Budweiser (Whasssssssssssssuuuup!) o processo foi muito criticado nos EUA pois tratavam a cervejaria como um patrimônio do país…

InBev logotypeAnheuser-Busch Logo

a segunda fusão resultou nisso aqui:

Anheuser-Busch InBev Logo, Detail

sinceramente, se por um lado a empresa se torna cada vez maior… o logo vai cada vez mais se tornando um frankenstein. Provavelmente devido a resistência dos americanos na compra, o último logo adotou tão descaradamente a American Eagle. Para uma empresa de alcance global, uma identidade tao americanizada não é a melhor opção. Tirando o lado cultural, a logo em si é ruim, elementos demais, dificil aplicação, tipografia confusa, não se define o que seguir, no fim resulta em um logo de qualquer coisa americana. Achei o resultado desastroso em todos sentidos, se voce quiser conferir a página da empresa sobre a logo vai la: http://www.ab-inbev.com/logo_background.cfm

Ahh, na minha opinião, algo me diz que no início do briefing, eles buscavam algo tipo Akzo Nobel:

AkzoNobel_logo.jpg

que tambem redesenhou sua logo recentemente, antes era assim:

mas nesse caso o resultado final ficou extremamente bem resolvido, padrão cromático, tipografia, iconografia… realmente uma evolução e um excelente trabalho!

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