23rd abril , 2009 | |
Postado em tipografia por hugo arantes
Relembremos um movimento que surgiu há alguns anos (bem antes da web 2.0!), mas que, infelizmente, não teve divulgação suficiente no Brasil. Sua missão é combater um tipo de mau-gosto mais insidioso que batom vermelho nos dentes: a má escolha de uma fonte na hora de elaborar qualquer projeto. Trata-se, é claro, do Ban Comic Sans (http://bancomicsans.com). O princípio é simples: como seu próprio nome implica, a fonte Comic Sans foi feita para aplicações leves, como balões de histórias em quadrinhos ou embalagens de brinquedo, mas a coisa saiu de controle. Entre outros, já vimos essa fonte usada em dossiês de inscrição em universidades, documentação de veículos e até em caixas eletrônicos!
Como não há meio de controlar o tipo de (má) utilização de uma fonte gratuita do Word, e sabendo que não existem limites para a falta de noção, a solução proposta pelos designers gráficos Dave e Holly Combs é simplesmente varrer essa fonte da face da Terra. Em nossa opinião, já vai tarde.
Para os apaixonados por livros, há poucas coisas mais belas que uma edição daquelas bem antigas, às vezes remontando a alguns séculos. Uns dirão que é por causa das encadernações em couro, outros pelas ilustrações em xilogravura, outros, ainda, pelo cheiro com que o tempo os impregnou. Porém, um dos elementos principais desses livros, que os torna objetos de desejo mas que de tão natural passa despercebido, é a fonte bem-escolhida e adequada com que foram impressos.
Em tempos de programas de edição capazes de modificar milhares de páginas instantaneamente ao toque de um botão, é difícil para as novas gerações acreditar que um dia existiu a profissão de tipógrafo. Mas, pelo que vemos por aí, ela continua a ser necessária…
tirado daqui ó: geek
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