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Geeks are Mavens – Os conhecedores, um grupo bem informado e influente de consumidores

23rd fevereiro , 2011 | 1 comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

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Quase todos já ouviram falar dos cool hunters, mas talvez mais estrategicamente importantes que os trendspotters são os mavens – os conhecedores – um grupo bem informado e influente de consumidores que na escala da formação e reprodução de opinião, ocupam uma posição privilegiada intermediação e motivação de grupos maiores e na replicação de novas idéias e produtos.

Os mavens são indivíduos (consumidores) que ocupam uma posição de liderança, de destaque e influência sobre outros. Em geral são líderes ou especialistas, que são ouvidos ou procurados pelos seus pares e ajudam a formar a opinião dentro dos seus grupos. Os geeks pelo seu conhecimento, expertise e pela sua posição estratégica como identificadores e experimentadores de novos produtos e tecnologias têm o poder de gerar credibilidade e influenciar os padrões de compra e consumo de milhares de consumidores. Nem todo geek é um maven, porque para influenciar uma grande base de consumidores, é necessário ter visibilidade e poder de influência dentro de um grupo.

Os mavens são intermediários simbólicos que ocupam posição estratégica tanto nas mídias de massa como em mídias menos abrangentes, mas mais especializadas e dirigidas. O importante para ummaven é seu poder de influência junto aos seus públicos. Ele é uma mídia pessoal e precisa medir sua força, calculando o alcance, a freqüência e impacto que possui sobre sua audiência.

Os mavens não precisam estar na mídia, mas sabem que são influentes e por isso mesmo uma mídia de emissão e irradiação de um conteúdo ou mensagem. Nas estratégias de virilização, os mavens são figuras chaves na contaminação e propagação de conteúdos. Podem não ter espectadores, leitores ou usuários, mas exercem uma espécie de influência carismática sobre um séqüito de seguidores ou atingem uma relativa audiência. Sua influência se dá pelo carisma e tradição, mas também pelo seuexpertise e conhecimento ou mesmo pelo meios e canais que o maven utiliza para se comunicar ou se relacionar com seus públicos.

Eles não são iniciadores, ocupam uma posição secundária, propagadores e influenciadores, e atingem um público de intermediários que têm uma forte penetração no mercado.

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Alguns são influentes na sua comunidade e têm forte capacidade de persuasão. Outros são líderes dentro de grupos mais fechados e de suas “tribos”. São considerados mestres, gurus, conhecedores, representantes legítimos e porta-vozes de seu grupo. A partir da tradição, do respeito, da credibilidade e do conhecimento que exibem são ouvidos e imitados, legitimam valores e contagiam seus fãs e seguidores.

Há os mavens que ocupam posições de respeito pela sua posição na hierarquia ou experiência junto aos colegas ou seguidores. O que dizem ganha legitimidade dentro de uma área específica. Muitos se tornam especialistas e são contratados para defender e patrocinar o produto/marca. É o caso de jornalistas, profissionais de moda e design, críticos de arte e cultura, chefs, decoradores, ou mesmo celebridades que conhecem, adotam e endossam um produto ou marca.

Hoje, cada vez mais, o poder de fogo dos mavens vem então dos canais e recursos que ele tem a sua disposição para gerar buzz e publicidade boca a boca. Os velhos lideres comunitários e as pessoas que se destacam e são influentes em alguns meios são vistos como mavens. Não se trata aqui de ser cool(descolado e moderninho), mas de legitimar a partir do conhecimento e da liderança que exibe no grupo, novos conceitos, comportamentos e atitudes.

Muitos geeks, por exemplo, escrevem em sites e blogs que são visitados por jornalistas, públicos interessados no tema da tecnologia e até por empresas. Neste caso eles têm um veículo de mídia que lhes permitem espalhar conteúdo pela rede.

Cada vez mais, para uma parcela crescente do público que é fã de carteirinha dos lançamentos tecnológicos e dos produtos eletrônicos, os geeks tem se tornado geradores de opinião e conteúdo e tem uma posição estratégica enorme se comparado aos outros consumidores. Eles conhecem muito bem os produtos, pesquisam preços, conhecem as novidades e os melhores locais para comprar, fora e dentro da rede. Mesmo nas redes sociais os geeks marcam presença e força e estão presentes com suas comunidades.

Hoje eles não apenas são compradores e usuários de tecnologia, eles são agentes influenciadores, decisores e avaliadores nas decisões de compra e consumo de uma gama enorme de produtos e serviços.

Como são aficionados e colecionadores, eles conhecem e testam os aparelhos eletrônicos de última geração. Eles sabem que o ciclo de vida dos objetos tecnológicos é curto e que uma inovação ou uma nova tecnologia sempre está pronta para substituir o último lançamento. Mas isso não os impedem de caçar “the next cool items”. Eles vão atrás do que o mercado está lançando, identificam e selecionam o que há de melhor nos lançamentos e também são os primeiros a abandonar uma tecnologia ou produto quando outro superior surge nas prateleiras. Sua estratégia pode ser resumida pelo trinômio “scout, embrace, reboot” (caçar, adotar, descartar).

Para os profissionais de marketing é bom explorar o momento do encontro, o fascínio da paixão e o período de adoção e envolvimento com o produto. É necessário prolongar o namoro e fazer com que o geek influencie o maior número possível de consumidores e gere buzz para o produto ou marca. As recomendações de um geek conquistam corações e mentes e influenciam no processo de decisão de compra de muitos consumidores.

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tirado daqui ó: fashion bubbles

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A inteligência das redes sociais nas empresas

25th janeiro , 2011 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por hugo arantes

Kátia Arima, da INFO

Os negócios devem tornar-se sociais ou ficarão para trás. Esta análise do Gartner pretende orientar líderes de TI e executivos nesta crítica e excitante mudança.

Processos orientados ao social estão transformando abordagens corporativas tradicionais. Tecnologias sociais permitem que as pessoas se conectem, interajam e se reúnam com facilidade e velocidade inéditas, embora ainda haja uma confusão relacionada ao valor da entrega de tecnologias sociais. Companhias e líderes de TI perspicazes não estão satisfeitos assistindo do lado de fora a essa mudança. Eles estão aprendendo sobre essa tendência social e sobre como seria possível explorar as possibilidades que as novas dinâmicas de relacionamento prometem.

Tendências centrais

Os artefatos que os usuários suprimem nas redes sociais oferecem um excelente insight. Já que as redes sociais se tornaram virais e terão mais de um bilhão de usuários em 2012, as empresas deveriam escavar esses dados para descobrir inteligências progressivas. O entusiasmo do usuário pode ser canalizado para áreas como inovação, geração de demanda, marketing, distribuição e serviço ao cliente.

Fornecedores de aplicações corporativas estão integrando ferramentas sociais aos seus produtos e a linha divisória entre ferramentas transacionais e ambientes sociais está desaparecendo.

Embora a oportunidade de negócio esteja orientando algumas atividades e investimentos no social, o medo e a incerteza causam a inação ou, pior, uma tentativa de impedir o acesso do funcionário às redes sociais. Políticas prudentes e disciplina são necessárias agora, conforme as empresas posicionam suas apostas em um ambiente radicalmente distinto.

Soluções sociais são relevantes para funções corporativas além de marketing e serviço ao cliente. Há casos de uso de mídias sociais em diversas funções corporativas, tanto internas como externas.

À procura de inteligência social

As pessoas, por si próprias, estão se movimentando massivamente (cerca de 600 milhões) para tirar proveito das novas ferramentas sociais. Observe os bilhões de tuítes e adesões a redes sociais, assim como a explosão de blogs e visitas ao YouTube. Existem milhões de terabytes de dados na internet (cinco petapytes são adicionados diariamente) que refletem a atitudes, as intenções e as influências tanto de empresas como de consumidores. O acúmulo dessas conversas, comentários, avaliações e classificações estão sendo chamados por alguns de “inteligência social”. A natureza híbrida dos artefatos de dados, da rica mídia desestruturada, dificulta a exploração desse material, mas não a torna impossível. A organização de TI tem um desafio em mãos. Como oferecer liderança em reunião de inteligência e outros esforços para integrar essas atividades coletivas nos processos corporativos?

Pesquisas recentes sobre a procura de inteligência corporativa:

Permitir que o negócio funcione “socialmente”

Assim como a internet gerou um impacto disruptivo nos processos e modelos corporativos das organizações no começo da década, hoje as redes sociais estão alterando a forma como um negócio é conduzido.

As organizações precisam de uma estratégia que lhes permita capitalizar as dinâmicas de relacionamento das criadas pelas redes sociais. É a habilidade da mídia social de permitir uma rápida colaboração em massa que difere das gerações de tecnologia anteriores. A mídia social está introduzindo uma nova era de transparência e permitindo que apareçam estruturas sociais latentes. As redes sociais tem o poder de entregar uma nova categoria de informação baseada nas interações sociais. Esta informação pode ser usada para informar processos operacionais, facilitar o comprometimento dos funcionários, consumidores e parceiros corporativos, assim como criar oportunidades de negócio inovadoras.

Abrindo caminho às tecnologias

Tecnologias sociais estão evoluindo rapidamente e são entregues em várias configurações. Algumas soluções são oferecidas como soluções independentes, outras como elementos de suítes de colaboração social, e muitas estão disponíveis gratuitamente na nuvem. Fornecedores tradicionais de software estão integrando capacidades sociais às aplicações corporativas, como gerenciamento de relação com o cliente e gerenciamento de recursos humanos. Com o tempo, as fronteiras entre aplicações sociais e colaborativas e aplicações corporativas desaparecerá, e as atividades transacionais serão avolumadas por capacidades sociais. Estar preparado para essa transição requer que líderes corporativos e de TI considerem a totalidade das responsabilidades e atividades de um funcionário quando for planejar e priorizar investimentos em aplicações corporativas. Isso representa um significativo afastamento das práticas atuais, segundo as quais somente a função específica do empregado é considerada quando se avaliam necessidades de aplicações.

Tecnologias subjacentes estão escondidas nas ferramentas sociais. Os usuários de soluções publicamente disponíveis como Facebook ou Twitter, assim como usuários de soluções corporativas construídas com ferramentas como IBM Lotus Connections ou NewsGator, se preocupam com a tecnologia usada nas redes sociais tanto quanto se preocupam com a tecnologia usada para fazer o sistema de freio do seu carro funcionar. Os detalhes técnicos estão sendo rapidamente encobertos. O objetivo dos automóveis é o transporte. O objetivo das ferramentas sociais é conectar, relacionar e ser compreendida. Para os usuários, o importante é entender o que é possível e como usar diversos serviços e, principalmente, garantir que isso possa ser feito a partir de um smartphone.

Fundações

Apesar de um vasto número de executivos e líderes de TI use redes sociais e mídia social para uso pessoal, muitas empresas estão sofrendo para determinar a abordagem correta e o momento adequado para implantar soluções sociais corporativas. O mercado para tecnologias sociais está se expandindo rapidamente e evoluindo enquanto fornecedores tentam capitalizar investimentos corporativos, e essa atividade alimenta a tendência. Na maioria das empresas, há pouca coordenação de iniciativas sociais. Embora seja apropriado evitar a urgência para centralizar e controlar todos os elementos sociais há riscos associados com abordagens não gerenciadas. Para otimizar investimentos, competências e resultados, é essencial que as empresas estabeleçam uma compreensão compartilhada das tendências e ferramentas sociais, coordenem estratégias e iniciativas e incentive investimentos.

tirado daqui ó: info

O efeito das cores no cérebro humano – pensando no neuromarketing

4th novembro , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia, mkt, textos interessantes por hugo arantes

Por @Gabriel_Flores_

Apesar de estar em estado inicial de estudo, especialistas acreditam no potencial do neuromarketing para revolucionar a maneira como as marcas, produtos e serviços se relacionam com o seu público. Nesse sentido, as pequenas e médias empresas podem se beneficiar dessas iniciativas e planejar mudanças para atingir o seu consumidor. Achei muito interessante um estudo realizado pelo especialista Alex Born, que, através dos resultados de seus experimentos, mapeou como o cérebro reage a cada cor.

  • AZUL – Parte do cérebro: Córtex Pré-Frontal

EFEITO: Em tom escuto relaciona-se ao poder. Mais claro, provoca sensação de frescor e higiene. Está ligado a produtividade e sucesso.

  • LARANJA – Parte do cérebro: Sistema de recompensa – responde pelo prazer e necessidade de repetição da experiência prazerosa.

EFEITO: Mudança, expansão e dinamismo.

  • AMARELO – Parte do cérebro: Sistema de Recompensa.

EFEITO: Passa a mensagem de transparência nas negociações ou no objetivo do lucro. Combinada com outras cores significa credibilidade.

  • ROSA – Parte do cérebro: Área Tegmentar Ventral – controla a sensação de recompensa pela saciedade de fome, sede e sexo.

EFEITO: Um tom claro dá a ideia de inocência. O tradicional, feminilidade e rompimento de preconceitos. O pink, o desejo de iniciar ações individuais.

  • CINZA – Parte do cérebro: Putâmen – regula a distribuição de dopamina, um neurotransmissor relacionado à sensação de prazer. Ínsula – coordena as emoções.

EFEITO: É a expressão de neutralidade. Pode significar indecisão ou ausência de energia.

  • VERDE – Parte do cérebro: Córtex Pré-Frontal – ligado às decisões, pensamento abstrato e criativo, respostas afetivas e capacidades para conexões emocional e julgamento social.

EFEITO: Remete à natureza. Transmite frescor, harmonia e equilíbrio. Reforça a ideia de ponderações e coerência.

  • MARROM – Parte do cérebro: Sistema Límbico – estrutura interna que responde pelas emoções.

EFEITO: É uma cor pesada. Sugere conservadorismo.

  • BRANCO – Parte do cérebro: Córtex Cerebral Esquerdo – responsável pelo pensamento lógico e pela competência comunicativa.

EFEITO: Sugere pureza. Cria impressão de luminosidade. Transmite ideia de frescor e calma. Combinado com outras cores proporciona harmonia.

  • ROXO – Parte do cérebro: Pólo Frontal – ligado ao planejamento de ações e de movimento e ao pensamento abstrato.

EFEITO: Pode remeter a mistério. Também se relaciona a calma e sensatez.    

  • VERMELHO – Parte do cérebro: Amígdala e Núcleo Accumbens – estrutura ligada ao prazer.

EFEITO: Emoção, dinamismo, sexualidade, virilidade e masculinidade. Em relação ao consumo pode estimular, no caso de alimentos, ou evitá-los (objetos e lazer).

  • PRETO – Parte do cérebro: Amígdala – regula comportamento sexual, agressividade, medo e memória emocional.

EFEITO: Sugere mistério, curiosidade ou superioridade, além de nobreza e distinção.

Considerando os resultados deste estudo, a MCA Eventos repaginou tanto as peças de divulgação quanto a ambientação de seus treinamentos corporativos após a consultoria de Born. No caso dos antigos folders, o vermelho adotado poderia remeter aos extremos, podendo rejeitar ou estimular o consumo. Então, a agência redefiniu os folhetos e incorporou uma mescla de preto, verde e azul, para estimular a curiosidade. Voltando ao caso da MCE, em eventos de liderança, a empresa usava na decoração apenas cores básicas, agora utiliza uma mistura de verde com dourado, combinação que atinge uma área do cérebro relacionada à sensação de sucesso. Carlos Pena, gerente comercial da MCA, acredita que os resultados da utilização dessas cores foram responsáveis por 50% do crescimento obtido nos últimos dois anos.

Contudo, existem vários estudiosos que ainda estão bastante céticos com a eficácia do neuromarketing. Segundo Marcos Campomar, coordenador do curso de Marketing da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA/USP), há uma distância entre os resultados colhidos no laboratório e a prática, visto que o comportamento de uma pessoa numa câmara de ressonância magnética talvez não seja o mesmo daquela no supermercado, pois a cultura do local também influencia as decisões.

Considerando a cultura local, no caso do Rio Grande do Sul, acredito que um exemplo banal  e talvez exagerado seja o caso dos times de futebol, onde o Estado, basicamente, divide-se entre Grêmio (predominantemente azul) e Internacional (vermelho). Portanto, devido à forte paixão, a percepção quanto as cores citadas tende a ser diferente quando analisada na ótica de um gremista e de um colorado. Podendo remeter, inclusive, a sensação de raiva e desprezo, quando relacionada à cor do time que não é de seu apreço. Nesse sentido, exemplifico lembrando que alguns outdoors da Coca-Cola, localizados no estádio do Grêmio, estão em preto, branco e azul, ao contrário do seu tradicional vermelho (imagem abaixo) .

Deste modo, acredito que este tipo de estudo, assim como as tradicionais pesquisas de opinião, devem servir apenas de auxílio às ações de marketing e não tomadas como verdades absolutas, principalmente em função da questão cultural ser diferenciada em cada cidade, estado ou país.

Post baseado em: REVISTA PEQUENAS EMPRESAS & GRANDES NEGÓCIOS | Setembro 2010 | Nº 260 | Pág.  104-106

tirado daqui ó: blog#mkt

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A Gestão do Design integrada à Inovação em benefício das PME’s

25th julho , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia, textos interessantes por hugo arantes

A implantação da inovação como estratégia competitiva entre as PMEs, é um processo lento e dispendioso, mas não é impossível.

Inovar é uma das principais armas utilizadas hoje pelas empresas que desejam entrar, se manter e/ou atingir novos mercados. O curto ciclo de vida dos produtos, a concorrência acirrada, consumidores exigentes e a busca pelo aumento das vendas, tornam a inovação a principal estratégia competitiva que essas empresas podem adotar.

A inovação é uma realidade. E muito mais do que modismo ou tendência, ela está presente no dia-a-dia não só das empresas, mas de toda a sociedade. Mandar mensagens através de telefones celulares, fazer compras pela internet, receber jornais em casa somente três dias na semana, máquinas fotográficas digitais, são alguns dos milhares de exemplos de produtos e serviços que desfrutamos hoje em função da visão inovadora de empresas a alguns anos atrás.

Mas a inovação não é tão simples quanto parece, demanda tempo e investimento, por isso algumas empresas não se sujeitam a essa estratégia, com medo de arriscar, ou o contrário: investem em inovações sem foco apropriado, desperdiçando tempo e dinheiro.

Para uma PME, esse risco pode parecer ainda maior, pois sua capacidade de investimento e/ou sua estrutura não são tão expressivos como os de uma empresa de grande porte ou multinacional. Seguir tendências ao invés de lançar tendências é o modelo mais usual, pelo menos no Brasil.

Contudo, há uma crescente oportunidade para países como o Brasil e principalmente, para as PMEs brasileiras no que tange à inovação, trata-se da Inovação de Ruptura.

A inovação de Ruptura

A teoria da inovação de ruptura aponta para situações em que as PMEs podem vencer empresas grandes. A diferença entre a inovação sustentável – que é a maior parte das inovações em torno do qual o mercado se baseia – e a inovação de ruptura, é que a uma traz soluções melhores para clientes importantes e a outra oferece soluções simples, baratas e convenientes voltadas àqueles clientes que os concorrentes não atendem.

Segundo Christensen e Hart (2003, p.81), Em muitas partes do mundo, as necessidades básicas das pessoas não são atendidas. Nessas circunstâncias, novas ondas de tecnologia de ruptura, implantadas por empresas que derem um grande salto para a base da pirâmide, têm grande potencial de geração de crescimento. Como tudo dentro da filosofia de inovação, é preciso enxergar as oportunidades e quebrar velhos paradigmas. A maior parte da população em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento é de baixa renda, mas são consumidores em altíssimo potencial. Por que então, não explorar esse mercado?

Para Christensen, as empresas de grande porte é que deveriam entrar nesse mercado, incubando empresas em países que os concorrentes ignoram. É sem dúvida, uma estratégia. Mas o Brasil é um país em desenvolvimento, a maior parte da população é de baixa renda, temos milhares de PMEs no Brasil, que em grande parte, são alimentadoras das empresas de grande porte. Então, por que esperar que empresas multinacionais venham penetrar nesse mercado que promete ser tão promissor?

O agente da inovação

Se a inovação é o fator chave para o sucesso em um ambiente competitivo, o design é o que oferece mais oportunidades de negócio. Ambos caminham juntos. Para tanto, não basta contratar um profissional de design, é preciso que seja implantada a Gestão do Design.

Assim como a inovação, o design precisa ser aplicado como estratégia de negócios, assumir funções e atributos que pertencem à alta gerência, mas não se restringir somente a ela, deve englobar todos os níveis da organização.

Além das aptidões já esperadas pelo designer, como criatividade, simplificação e otimização de processos de produção, pesquisa por novos materiais, barateamento dos custos de fabricação, aumento da qualidade e agregação de valor aos bens; como gestor, ele poderá ainda, estimular a criatividade da equipe, prover soluções de problemas específicos, aumentar a flexibilidade dos processos produtivos e de marketing, estreitar as relações intra-empresas e entre produtores, agentes de P&D, fornecedores e clientes, e reduzir o tempo de desenvolvimento e lançamento de novos produtos.

Segundo estudo do CNI, Design para a Competitividade: Recomendações para a Política Industrial no Brasil (2002, p. 17-18), “as PMEs figuram como mais importantes para o desenvolvimento do design do que as grandes. E ainda, ressaltam-se as vantagens associadas ao relativamente reduzido porte dos investimentos em design, e o prazo de retorno dos mesmos, e os benefícios que podem gerar para a competitividade, tanto nos países em desenvolvimento como das empresas de pequeno e médio porte”.

De onde se conclui que, a implantação da Gestão de Design nas PMEs é promissora, uma vez que seus custos são relativamente reduzidos e as vantagens são inúmeras. Mesmo que não se tenha uma diretoria, uma gerência ou um departamento específico de design na empresa – por efeito de custos – ainda assim, a empresa pode contar com consultorias ou gestões terceirizadas, disponíveis inclusive através de associações de auxílio a PMEs, como o Sebrae, por exemplo.

Portanto, a implantação da inovação como estratégia competitiva entre as PMEs, é um processo lento e dispendioso, mas não é impossível. A longo prazo e através de uma boa gestão, os resultados alcançados serão gratificantes.

Embora não haja, no Brasil, incentivo fiscal e educacional para tanto, existem diversas associações que promovem condições favoráveis às PMEs. Basta, entretanto, que haja também, a maior conscientização do empresariado, e a divulgação da profissão de design como um dos principais agentes da inovação.

Para que o Brasil possa enfim ser conhecido também como inovador, pois criativo ele já é.

tirado daqui ó: designbrasil

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Vou criar um novo website para minha empresa. E agora?

5th julho , 2010 | Nenhum comentário | Postado em TI way of life, textos interessantes por hugo arantes

Se você vai criar ou renovar o website de sua empresa confira as dicas que o Comunica Geral foi buscar com o professor Roque Fernando Marcos Sousa, especialista em desenvolvimento para web.

Segundo o professor Roque um site tem início com uma análise sedimentada no público-alvo e na estratégia de apresentação. Somente depois disso parte-se para a classificação, definição de conteúdo e a criação de protótipos chamados Wireframes , constituídos a partir de conceitos embasados na arquitetura da informação.

Com base nesta análise o desenvolvedor terá informação suficiente para indicar qual a melhor linguagem a ser utlizada. Dentre as mais usadas hoje estão o PHP, o ASP e o ASP.NET. Todas têm por finalidade criar sistemas dinâmicos a partir de páginas eletrônicas que se conectam com uma base de dados e exibem os resultados em forma de imagens, videos e textos por intermédio de um navegador de internet (Browser).

“A linguagem PHP assumiu um espaço interessante no desenvolvimento de páginas dinâmicas para WEB, além de possuir praticamente todos os recursos necessários para gerar sites dinâmicos, blogs, e-commerce, sistemas e aplicativos para internet”, explica o professor Roque.

Já a linguagem ASP.NET substitui o antigo ASP que foi descontinuado pela Microsoft. Mas, os sites dinâmicos que ainda utilizam a
linguagem ASP, cedo ou tarde, terão que migrar para a tecnologia .NET ou PHP.

Para entender melhor pode-se dizer que a grande diferença entre estas linguagens está nas licenças de uso. O PHP é de uso livre e roda sobre um servidor igualmente sem custos como o Apache Server, por exemplo. A linguagem ASP ou ASP.NET está sob a licença da Microsoft. Os desenvolvedores que optam em criar sites em PHP, tem liberdade de escolher um editor de código livre de licenças. Para os que escolhem a linha .NET a Microsoft disponibiliza a ferramenta Visual Studio que é um software pago.

Para criar sites visualmente atraentes o recurso em Flash tem mais apelo. A integração de aplicativos dinâmicos com a tecnologia Flash traz qualidade visual e movimento aos projetos. Os filmes em Flash podem se conectar a qualquer tipo de linguagem dinâmica (ASP, ASP.NET, PHP, JAVA).

De acordo com o especialista, o Flash deve ser utilizado com muito critério:

“Ao criar animações sofisticadas em Flash, corre-se o risco de gerar elementos visuais conflitantes, enviando sinalizações cognitivas que podem dispersar o usuário”, afirma Roque lembrando que isto poderá influenciar a permanência do internauta no site, tornando-a mais breve.

Portanto para gerar credibilidade e sustentação ao investimento feito por sua empresa em uma nova página na web fique atento às dicas:

  • Conheça seu público-alvo e dê todas as informações ao desenvolvedor;
  • Saiba quais são os assuntos ou itens mais importantes que sua empresa quer destacar na web;
  • Dê detalhes sobre seu produto ou serviço e o que pretende oferecer em seu site;
  • O fornecedor web tem como príncipio apontar a melhor solução para o cliente;
  • Conheça as novidades da Web 2.0;
  • Saiba que os códigos necessários para que qualquer engrenagem de busca (robôs) consiga interpretar as páginas de um site são feitos em HTML e XML e independem do tipo de linguagem dinâmica;
  • Sua participação é crucial para um projeto satisfatório.

Wireframe

Wireframes são esqueletos dos websites que ajudam a planejar e apresentar as idéias ao cliente. São feitos pelos arquitetos da informação com base nos dados coletados com a empresa cliente e tem com finalidade estruturar o conteúdo de cada página, indicar e relevância dos elementos do layout e sua relação com os demais elementos formadores do todo. O wireframe também deve indicar a marcação de textos, de navegação, guidelines de marca e até dos recursos de programação e de tecnologia.

Flash

O Flash possui uma linguagem chamada ActionScript que orienta objetos, mas que não possui recursos que permitem a conexão direta com uma base de dados. Desta maneira as linguagens dinâmicas fazem a ponte da interface Flash com o banco de dados e retornam as informações para sejam exibidas visualmente dentro do filme em Flash.

Fonte: Roque Fernando Marcos Sousa é especialista em desenvolvimento para WEB, programador, consultor e palestrante Adobe, instrutor do grupo Impacta Tecnologia onde atua há 11 anos ministrando mais de dez tipos de treinamento. Possui as certifiçações internacionais do Abobe Flash e Adobe Dreameaver, autor dos livros “Site Dinâmico com ActionScript para Flash 8? e  “Aprenda AJAX.NET em 15 passos”. Idealizador do treinamento Tecnologia e Projeto WEB oferecido como pré-requisito da formação WEB no centro de treinamentos Impacta. Palestrou dois seminários na WAV – Web and Video Conference 2009. (Usabilidade na WEB 2.0 e Padrões WEB ). Palestra de ambito internacional que ocorreu no centro de convenções Rebouças em Outubro/2009. Sócio-Diretor da Elemento9 – Soluções Web, Mobile e Desktop, (www.roquefernando.com.br/elemento9/), jovem empresa sediada na zona leste de São Paulo, que tem clientes como a Editora Abril e a Certisgin – Certificação Digital.

tirado daqui ó: comunica geral

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Mundo 3.0

10th dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Web 2.0, textos interessantes, videos e afins por hugo arantes

Confesso que ainda estou meio abalado com o vídeo que acabei de assistir. Enquanto estou aqui falando diariamente sobre o Mundo 2.0 e tudo o que esta acontecendo com ele, sua capacidade de interação através da colaboração entre pessoas, e do seu achatamento, transformando o Mundo redondo, em plano – Para a felicidade do Lula -, algo verdadeiramente novo esta acontecendo lá fora.

Claro, que de forma ainda embrionária, mas como a tecnologia acontece primeiro e mais rápido, a viabilização dessa nova tecnologia é apenas questão de tempo, aliás, de pouco tempo.

No último TED – Technology, Entertainment, Design -, que aconteceu na Índia em novembro (e, diga-se de passagem, também aconteceu em SP e eu não fui – vergonha -), uma das palestras foi do Indiano Pranav Mistry. Mistry é um PHD do Grupo Fluid Interfaces do Media Lab do MIT. Antes de seus estudos no MIT, trabalhou para a Microsoft como pesquisador.

Mistry acabou de inventar literalmente o Mundo 3.0. Isso mesmo, o 3.0. Se no 1.0, começamos a ter acesso à tecnologia e a plataforma digital ainda que de uma forma muito passiva, no 2.0, a partir das novas tecnologias que surgiram, passamos a interagir intensamente, saindo da platéia e assumindo o nosso verdadeiro lugar, no palco. E agora, no Mundo 3.0, a partir dos avanços tecnológicos de Mistry, veremos acontecer à integração.

A partir do Mundo 3.0, definitivamente será sepultado também do ponto de vista tecnológico o sentido de Mundo Real e Mundo Virtual; já que do ponto de vista do marketing, isso nunca existiu, afinal, estamos falando sempre de um mesmo consumidor, embora alguns profissionais ainda tentem dividi-los em dois.

A partir de agora, e através das mãos abençoadas de Mistry, tudo interage com tudo. Parede com web, fotos com simples gestos da mão, caneta BIC com o computador e Google com a caneca. Loucura demais? Então recomendo 16 minutos da sua atenção para assistir abaixo a palestra de Mistry que muito melhor do que explicar demonstra a sua tecnologia.

NAMASTÊ!

tirado daqui ó: blog fabio madia

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Seis lições para preparar sua empresa para redes sociais

8th setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por hugo arantes

Um estudo de uma pequena empresa americana de pesquisas, a Russell Herder, mostra grandes resultados sobre o comportamento corporativo na web 2.0. De acordo com o levantamento, 51% dos empresários têm medo das redes sociais. O temor deles é que a reputação das companhias seja ameaçada ao terem um contato inédito e aberto com a multidão conectada. Outros 49% temem que a produtividade de seus funcionários seja perdida.

Em meio a tanto entusiasmo com redes sociais, a metade descrente pode ser até confundida com pessimistas de plantão. Não é verdade. Em recente entrevista à revista HSM Management, o maior de todos os gurus de gestão, Philip Kotler, explica o papel destas novas relações. “Ela exacerbou a disponibilidade e a velocidade de transmissão de notícias tanto para o bem como para o mal.” Para ele, está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre a companhia.

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Naming, o desafio de dar nomes no marketing

2nd setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

Por Mariana Oliveira

 Nem só de estratégias de ativação vive uma marca. Um dos primeiros passos na estruturação da identidade de um produto, serviço ou mesmo da essência da marca é definir o nome que o acompanhará. Esta não é tarefa fácil e, por isso, os responsáveis são especialistas em naming. Esta área abrange o processo criativo para encontrar um nome que atenda às estratégias de marca, sem esquecer de questões como sonoridade e disponibilidade jurídica.

“Marca é uma palavra que o consumidor vai lembrar quando pensar em algo”, define Carlos Lima Silva, autor de “Licenciamento, Marca e Significado” (Editora Qualytimark) e especialista em branding, em entrevista ao Mundo do Marketing. Ele ressalta a importância do lado prático da marca, alcançado através do nome. “O nome é a expressão mais concreta da marca”, atesta.

Especialista em naming, Márcio Beauclair (foto), Diretor de Estratégia da Ana Couto Branding e Design, destaca o planejamento estratégico do nome como grande diferencial no expertise dos profissionais da área. É necessário, antes de tudo, pensar no que a criação significa dentro do todo para então passar ao brainstorming, checagem jurídica e apresentação de opções ao cliente. “Temos que dar vida e cor ao conceito”, explica Beauclair.

Bom nome
Se as pessoas já se preocupam em como chamar os filhos, as grandes empresas dedicam  tempo e dinheiro ao descobrimento da solução. O naming é uma especialização em branding e os profissionais na área possuem conhecimentos que vão além das atribuições de um redator, por exemplo. Sugestões estão ao alcance de qualquer pessoa, mas somente quem tem conhecimento da área é capaz de entender um ato aparentemente tão simples.

“O melhor profissional deve ter familiaridade com questões de identidade e também saber lidar com a transposição do verbal para o não-verbal. Porque um bom nome precisa ser sonoro e ao mesmo tempo visualmente agradável”, analisa o professor Delano Rodrigues. Professor de branding na PUC-Rio, designer e consultor de identidades de marca.

Nesta área, Rodrigues acredita que o profissional deve ser multidisciplinar. Lingüística, Semiologia, Antropologia e até os aspectos técnicos e jurídicos podem estar envolvidos, além, é claro, do marketing.  Um processo de naming não acontece sozinho. Na maioria das vezes ele é seguido pelo design. As técnicas podem ser muitas, mas geralmente depende da estratégia dos negócios. Carlos Lima conta ainda que o conhecimento da língua seja essencial, apesar de o nome ideal não estar preso a uma única língua. Em inglês, por exemplo, palavras com i não costumam ser utilizadas, pois a vogal pode ter diferentes sons dependendo da palavra.

Uma das técnicas utilizadas é o sense. Nela as pessoas são convidadas a pensar na história do objeto nomeado, nas pessoas que o usariam, situações que elas passariam e até coisas de que falariam. A partir daí surgem inúmeras sugestões.

Nomes que deram certo
Muitos exemplos foram citados pelos entrevistados como casos de sucesso. As marcas Claro, Oi e Tim foram algumas destacadas por Carlos Lima. Um dos cases que mais se destacam para Beauclair, no entanto, fazem parte do portfólio da ACBD. O reposicionamento da Ampla, antiga CERJ no Rio de Janeiro, é um deles.

A empresa que antes era conhecida por uma sigla e carregava o peso de ser um serviço formal do Estado, ganhou um nome que personalizou a transição e mostrou a leveza e proximidade com o público. Estes valores são perceptíveis apenas com a menção do nome.

Do mesmo modo, o Unibanco sob o slogan “Nem parece banco” não poderia receber um nome comum para a seção de sugestões e reclamações como qualquer outro. Pensando nisso, nasceu o Viva Voz. “Acredito que o melhor caminho [para um bom resultado] é entender qual é a essência da marca, seu núcleo de significado, além de seus propósitos futuros”, conclui Delano Rodrigues. Confira a seguir entrevista completa com Delano Rodrigues.

Qual é o papel do naming na construção de identidade de marcas?
Primeiramente é necessário diferenciar dois conceitos que são muito confundidos no mercado, o de Naming e Identidade Verbal. Já vi muitos escritórios ou agências no Brasil vendendo uma coisa, dizendo que é outra. O Naming é o processo criativo e interdisciplinar de desenvolvimento de nomes para marcas e requer habilidades em diversos conhecimentos como lingüística, marketing, design e legislação de marca.

A sua função é encontrar um nome que tenha as qualidades desejáveis de ter associações positivas, ser memorável, sonoro, “visualmente” interessante além de ser legalmente protegível, que atualmente, é o maior desafio para quem trabalha desenvolvendo nomes. Quando uso a expressão “encontrar”, quero dizer que o mais importante é criar meios que incentivem uma dinâmica criativa com todos os envolvidos no processo. Muitos nomes surgem de idéias vindas dos executivos da empresa, de seus funcionários ou até de seus clientes, nesse caso específico temos exemplos como a FEDEX, a BAND ou o Leite Moça. É preciso compreender a essência em torno da marca e como o nome poderá contribuir na construção da sua personalidade. Já a identidade verbal trata dos elementos de expressão verbais da marca, como seu nome, seu sistema de nomenclatura (no caso de marcas que trabalham com extensões de linha), seu tom de voz, seu slogan, etc.

A identidade de uma marca é a combinação de diversos elementos de expressão, seu logotipo/símbolo, elementos gráficos padronizados, como a cor, impressos, seu site, sua abordagem de atendimento, a arquitetura da sede e dos pontos de venda, ou seja, toda e qualquer experiência de contato dos públicos que interagem com a empresa, e claro que seu nome é uma das fontes mais fortes de construção de identidade. Tanto que quando temos algum problema sério ligado a imagem da marca, é comum a necessidade da mudança do nome.

Vejamos o caso do grupo Telemar, que passou adotar o nome Oi para todo o seu portfólio de serviços. Temos um excelente nome que usa uma expressão de uso cotidiano na vida das pessoas e que trabalha a essência da marca ligada a simplicidade de forma bastante expressiva, e tornou o nome Oi um elemento de identidade tão forte ao ponto dos concorrentes não usarem a palavra em seus diálogos internos ou no atendimento e vendas, além de se tornar um forte aliado na substituição do nome Telemar que sofria com a péssima percepção herdada de algumas concessionárias regionais.

Quais são as vantagens de contar com um especialista em naming na gestão da marca?
Existem diversos profissionais e abordagens de Naming no mercado e todas podem chegar a resultados satisfatórios. Mas o melhor profissional deve ter familiaridade com questões de identidade e também saber lidar com a transposição do verbal para o não-verbal. Porque um bom nome precisa ser sonoro e ao mesmo tempo visualmente agradável.

Uma palavra pode assumir diversos significados, a simples mudança de uma letra “i” para um “y” por exemplo, pode dar a aparência que ela é de outra língua mudando o seu significado. Assim como uma certa construção morfológica pode aparentar uma coisa que não o é. Vejamos o exemplo da marca de sorvetes HÄAGEN-DAZS. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma empresa européia e sim de Nova Iorque. Essas duas palavras foram inventadas, não tinham nenhum significado particular e foram baseadas em um olhar “europeu” dos norte-americanos.

Existem técnicas específicas para construção de um nome, quais?
Desenvolver nomes é um grande jogo de palavras, e saber lidar com elas é essencial. Existem diversas técnicas que vão desde o simples uso do dicionário, que, aliás, sempre estará presente em qualquer processo criativo de nomes, até a construção de nomes “artificiais” ou “inventados” a partir da junção de pedaços de palavras, tentando explorar a questão sonora. Gosto muito de trabalhar numa idéia de “imersão” que consiste em uma busca do “núcleo” da idéia do futuro nome.

A partir desse núcleo podemos usar a técnica do campo semântico. Por exemplo, a partir da palavra “rosa”, imediatamente é possível remeter a flor, uma determinada cor, etc. Um pouco mais adiante é possível ter as palavras perfume e espinho. Indo mais além, tem-se “relação amorosa” e assim por diante. Tudo desenvolvido a partir do núcleo da idéia “rosa”. É uma técnica para compreender a idéia central que está por trás da marca e que pode gerar nomes com “conteúdo” mais apropriado.

Quais são as maiores dificuldades?
Ser criativo é muito fácil, é possível gerar 200, 300 nomes em um dia. A questão principal é encontrar nomes que possam contribuir na construção da identidade da marca a um custo de comunicação baixo e que possam ser registráveis legalmente. Na verdade esse é o maior problema. Nos dias de hoje registrar uma marca é cada vez mais difícil. E isso se agrava quanto maior for a atuação geográfica da marca.

Quais dicas o senhor daria para um bom resultado de naming?
Acredito que o melhor caminho é entender qual é a essência da marca, seu núcleo de significado, além de seus propósitos futuros, como por exemplo, se o nome dará vida a uma linha de produtos, através de uma extensão de marca. Depois, envolver desde o início do processo, profissionais de design e de propriedade intelectual, que muitas vezes só são chamados após a escolha do nome, ocasionando possíveis retrabalhos. O Naming é interdisciplinar e dependendo da complexidade de uso do nome, mais profissionais precisarão ser envolvidos no processo.

Acesse
www.acbd.com.br
www.qualitymark.com.br

tirado daqui ó: mundomarketing

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Dicas para usar o Twitter como ferramenta favorável à sua empresa

24th agosto , 2009 | Nenhum comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

A rede social Twitter foi criada há mais de três anos, mas somente em 2009 ela se transformou em um serviço relevante entre os usuários da Web. O fenômeno logo chamou a atenção de muitas empresas, que passaram a tentar explorar o serviço para benefício de seus negócios. Mas qual é a influência que a rede social tem nos negócios das corporações?

Para responder à pergunta, o instituto Forrester Research elaborou um estudo que avalia a importância e os benefícios da rede social. E para realizar essa análise, a organização estudou alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.

O primeiro dado que surpreende é a faixa etária dos usuários. Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter são pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior são usuários entre 25 e 34 anos: 20% do total. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.

O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem o faz voluntariamente e está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.

Mas apesar da informalidade que marca a rede, é necessário planejamento para utilizá-la. Antes de iniciar a empreitada, o Forrester recomenda a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia. Veja como lidar com cada um deles.

Pessoas - Para analisar se os clientes estão usando Twitter e como a ferramenta os influencia, é essencial realizar uma pesquisa de mercado. O próprio mecanismo de busca do site auxilia na tarefa. Procure o nome da sua marca e outros termos associados para identificar os usuários.

Objetivos - Para cada ação, a empresa deve ter objetivos claros. Com o Twitter não é diferente, mas eles devem ser compatíveis com o escopo da rede social. Os objetivos mais comuns são reforço da marca, ações de relações públicas, vendas e alternativas para canal de serviço ao consumidor.

Estratégia - O que funciona para uma empresa pode não funcionar para a outra. Por isso, a companhia que vai usar o Twitter deve alinhar sua abordagem com seus objetivos, planejando como a relação com os consumidores mudará e o impacto que terá nos processos da organização.

Tecnologia - Uma ação com o Twitter também depende de tecnologias adequadas para implementar as ideias e estratégias. Há uma série de ferramentas gratuitas disponíveis para ajudar no monitoramento da conta e outras tecnologias mais sofisticadas que estão aparecendo no mercado e podem agregar algum diferencial. A Salesforce.com, por exemplo, integrou o Twitter à sua aplicação de CRM. A Omniture, companhia de análise Web, também colocou o Twitter em suas soluções.

Quais são os principais ganhos
Além de indicar diretrizes para que as empresas atuem no Twitter, o estudo da Forrester apresenta os principais benefícios obtidos pelas organizações, com ações diretas e indiretas. Confira os principais ganhos das empresas:

Inteligência do marketing – É comum ver casos de empresas que usam o Twitter para questionar consumidores sobre mudanças nos produtos e para identificar insatisfações. A Johnson & Johnson, por exemplo, descobriu uma enchente de tweets reclamando do comercial de um de seus produtos. Com isso, a empresa pôde agir de forma proativa: se desculpou com o público e retirou a propaganda. Todas as empresas deveriam fazer uma busca por suas marcas para verificar se elas estão associadas a algum fenômeno, seja positivo ou negativo.

Proximidade com o consumidor – Algumas empresas interceptam mensagens de consumidores na rede social para responder a questões postadas por clientes. O atendimento individual pode superar as expectativas do usuário e fidelizá-lo.

Estímulo aos entusiastas da marca – Se os clientes optaram por serem seguidores de uma empresa no Twitter, eles tendem a ajudar a promover a marca. A rede pode auxiliar as empresas a estimulá-los, principalmente houver promoções, tweets bem humorados ou informações de valor.

Reforço nas vendas – No final do ano passado, a Dell registrou que sua conta no Twitter gerou um milhão de dólares em receita e começou a anunciar que promoveria negócios exclusivos para seus seguidores. Outro exemplo é a brasileira Tecnicsa, um caso de sucesso na geração de receita por meio do blog e do Twitter.

tirado daqui ó: pcworld

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Julius Wiedemann: uso da cor, sensualidade e transgressão são marcas do design latino

28th julho , 2009 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por assessoria

Editor cujas obras sob sua curadoria já venderam mais de um milhão de cópias, o brasileiro Julius Wiedemann é quem decide, na editora alemã Taschen, os títulos que serão publicados em áreas como arte, publicidade, internet, mídias digitais, design gráfico e games.

Baseado na Inglaterra após passagens pelo Japão e pela Alemanha, o carioca atua como ‘um olheiro de cultura visual’. Para Wiedemann, o design latino se difere dos demais por causa do “uso muito bom de cores, da sensualidade e da transgressão”. Confira a entrevista concedida por ele ao Nós da Comunicação.

Nós da Comunicação – Quais qualidades uma peça de design gráfico deve ter para, além de ser agradável ao olhar, efetivamente comunicar uma ideia ou um conceito?
Julius Wiedemann – Olha, se eu tivesse mesmo uma resposta clara, seria designer, mas desisti disso para escrever e falar de design. Não existe fórmula, e não é muito uma ciência. O ponto central tem de ser, a meu ver, o ser humano, e a partir daí, tudo acontece.
Nós da Comunicação – Você é editor da área digital da Taschen. Como é seu trabalho na editora?
J. W. – Meu trabalho é muito de curadoria e de conceituação dos livros. Funciono muito como um olheiro de cultura visual, que vai encontrando as coisas boas para serem publicadas.
Nós da Comunicação – Você já trabalhou no Japão, na Alemanha e Inglaterra. Quais as principais diferenças no mercado de design gráfico nesses países?
J. W. – As diferenças culturais se fazem sentir principalmente na tipografia, no uso de cores e de imagens (foto e ilustração). O que conta muito também é a bagagem histórica do país, que se vê, às vezes, de maneira explícita, como a Bauhaus no design alemão e a pop art e o art déco nos Estados Unidos. Como somos ainda um país relativamente novo em produção cultural, estamos formando uma identidade.
Nós da Comunicação – ‘Animation now!’, ‘Advertising now!’, ‘1.000 favorite websites’ e ‘Logo design’ são sucessos sob sua batuta. No segundo volume de ‘Logo design’, você selecionou marcas produzidas por designers brasileiros. Como você vê o design gráfico latino e, particularmente, o do Brasil?
J. W. – O design brasileiro está andando para frente, e rápido. Está muito bom e sendo cada vez mais reconhecido lá fora. Sempre cito três valores que temos em nosso DNA de design latino, que, pra mim, são o uso muito bom de cores, a sensualidade e a transgressão.
Nós da Comunicação – Quais as características de uma logomarca inovadora?
J. W. – Uma marca, hoje, tem de ser flexível, tem de poder estar em todas as mídias. Isso, hoje, faz muita diferença. Também acredito muito em simplicidade.
Nós da Comunicação – ‘Guidelines for online success’ é um manual cheio de exemplos bem-sucedidos de webdesign. Em sua opinião, quais os piores erros que um webdesigner pode cometer ao projetar um site?
J. W. – O pior erro está em ignorar o usuário. E, por incrível que pareça, isso é comum. Isso não significa que tudo tem de ser em HTML etc., mas sim pensar quem vai usar aquele site.
Nós da Comunicação – Em sua página, você diz que seu objetivo é entender como diferentes culturas navegam em um ambiente de comunicação em formato tão múltiplo e com infinitas possibilidades como o atual. O que você já descobriu nessa jornada?
J. W. – Há algumas coisas nas quais insisto muito, como o fato de que mudança, hoje, é uma constante. De que o único endereço permanente de uma pessoa ou instituição é o da internet. Que nossas conquistas são do tamanho de nossos sonhos. E que temos de pensar grande, porque pensar pequeno é ter pesadelo…
Nós da Comunicação – Qual sua expectativa com relação ao curso que você vem ministrar aqui no Rio: “O futuro a gente inventa? Tecnologia, cultura e comunicação”.
J. W. – Estou muito animado mesmo, porque esse curso é o resultado de muitas palestras diferentes que venho dando em países diferentes, que tem um alinhamento grande entre elas. Mas, pela primeira vez, elas estarão todas conectadas, e com muitas coisas novas.
(N.R.) – O curso será realizado na Casa do Saber, nos dias 6, 13, 20 e 27 de agosto.

Essa entrevista está disponível no site Nós da Comunicação, um portal com informações variadas sobre comunicação que vale a pena ser acessado.