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A Gestão do Design integrada à Inovação em benefício das PME’s

25th julho , 2010 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia, textos interessantes por hugo arantes

A implantação da inovação como estratégia competitiva entre as PMEs, é um processo lento e dispendioso, mas não é impossível.

Inovar é uma das principais armas utilizadas hoje pelas empresas que desejam entrar, se manter e/ou atingir novos mercados. O curto ciclo de vida dos produtos, a concorrência acirrada, consumidores exigentes e a busca pelo aumento das vendas, tornam a inovação a principal estratégia competitiva que essas empresas podem adotar.

A inovação é uma realidade. E muito mais do que modismo ou tendência, ela está presente no dia-a-dia não só das empresas, mas de toda a sociedade. Mandar mensagens através de telefones celulares, fazer compras pela internet, receber jornais em casa somente três dias na semana, máquinas fotográficas digitais, são alguns dos milhares de exemplos de produtos e serviços que desfrutamos hoje em função da visão inovadora de empresas a alguns anos atrás.

Mas a inovação não é tão simples quanto parece, demanda tempo e investimento, por isso algumas empresas não se sujeitam a essa estratégia, com medo de arriscar, ou o contrário: investem em inovações sem foco apropriado, desperdiçando tempo e dinheiro.

Para uma PME, esse risco pode parecer ainda maior, pois sua capacidade de investimento e/ou sua estrutura não são tão expressivos como os de uma empresa de grande porte ou multinacional. Seguir tendências ao invés de lançar tendências é o modelo mais usual, pelo menos no Brasil.

Contudo, há uma crescente oportunidade para países como o Brasil e principalmente, para as PMEs brasileiras no que tange à inovação, trata-se da Inovação de Ruptura.

A inovação de Ruptura

A teoria da inovação de ruptura aponta para situações em que as PMEs podem vencer empresas grandes. A diferença entre a inovação sustentável – que é a maior parte das inovações em torno do qual o mercado se baseia – e a inovação de ruptura, é que a uma traz soluções melhores para clientes importantes e a outra oferece soluções simples, baratas e convenientes voltadas àqueles clientes que os concorrentes não atendem.

Segundo Christensen e Hart (2003, p.81), Em muitas partes do mundo, as necessidades básicas das pessoas não são atendidas. Nessas circunstâncias, novas ondas de tecnologia de ruptura, implantadas por empresas que derem um grande salto para a base da pirâmide, têm grande potencial de geração de crescimento. Como tudo dentro da filosofia de inovação, é preciso enxergar as oportunidades e quebrar velhos paradigmas. A maior parte da população em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento é de baixa renda, mas são consumidores em altíssimo potencial. Por que então, não explorar esse mercado?

Para Christensen, as empresas de grande porte é que deveriam entrar nesse mercado, incubando empresas em países que os concorrentes ignoram. É sem dúvida, uma estratégia. Mas o Brasil é um país em desenvolvimento, a maior parte da população é de baixa renda, temos milhares de PMEs no Brasil, que em grande parte, são alimentadoras das empresas de grande porte. Então, por que esperar que empresas multinacionais venham penetrar nesse mercado que promete ser tão promissor?

O agente da inovação

Se a inovação é o fator chave para o sucesso em um ambiente competitivo, o design é o que oferece mais oportunidades de negócio. Ambos caminham juntos. Para tanto, não basta contratar um profissional de design, é preciso que seja implantada a Gestão do Design.

Assim como a inovação, o design precisa ser aplicado como estratégia de negócios, assumir funções e atributos que pertencem à alta gerência, mas não se restringir somente a ela, deve englobar todos os níveis da organização.

Além das aptidões já esperadas pelo designer, como criatividade, simplificação e otimização de processos de produção, pesquisa por novos materiais, barateamento dos custos de fabricação, aumento da qualidade e agregação de valor aos bens; como gestor, ele poderá ainda, estimular a criatividade da equipe, prover soluções de problemas específicos, aumentar a flexibilidade dos processos produtivos e de marketing, estreitar as relações intra-empresas e entre produtores, agentes de P&D, fornecedores e clientes, e reduzir o tempo de desenvolvimento e lançamento de novos produtos.

Segundo estudo do CNI, Design para a Competitividade: Recomendações para a Política Industrial no Brasil (2002, p. 17-18), “as PMEs figuram como mais importantes para o desenvolvimento do design do que as grandes. E ainda, ressaltam-se as vantagens associadas ao relativamente reduzido porte dos investimentos em design, e o prazo de retorno dos mesmos, e os benefícios que podem gerar para a competitividade, tanto nos países em desenvolvimento como das empresas de pequeno e médio porte”.

De onde se conclui que, a implantação da Gestão de Design nas PMEs é promissora, uma vez que seus custos são relativamente reduzidos e as vantagens são inúmeras. Mesmo que não se tenha uma diretoria, uma gerência ou um departamento específico de design na empresa – por efeito de custos – ainda assim, a empresa pode contar com consultorias ou gestões terceirizadas, disponíveis inclusive através de associações de auxílio a PMEs, como o Sebrae, por exemplo.

Portanto, a implantação da inovação como estratégia competitiva entre as PMEs, é um processo lento e dispendioso, mas não é impossível. A longo prazo e através de uma boa gestão, os resultados alcançados serão gratificantes.

Embora não haja, no Brasil, incentivo fiscal e educacional para tanto, existem diversas associações que promovem condições favoráveis às PMEs. Basta, entretanto, que haja também, a maior conscientização do empresariado, e a divulgação da profissão de design como um dos principais agentes da inovação.

Para que o Brasil possa enfim ser conhecido também como inovador, pois criativo ele já é.

tirado daqui ó: designbrasil

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Vou criar um novo website para minha empresa. E agora?

5th julho , 2010 | Nenhum comentário | Postado em TI way of life, textos interessantes por hugo arantes

Se você vai criar ou renovar o website de sua empresa confira as dicas que o Comunica Geral foi buscar com o professor Roque Fernando Marcos Sousa, especialista em desenvolvimento para web.

Segundo o professor Roque um site tem início com uma análise sedimentada no público-alvo e na estratégia de apresentação. Somente depois disso parte-se para a classificação, definição de conteúdo e a criação de protótipos chamados Wireframes , constituídos a partir de conceitos embasados na arquitetura da informação.

Com base nesta análise o desenvolvedor terá informação suficiente para indicar qual a melhor linguagem a ser utlizada. Dentre as mais usadas hoje estão o PHP, o ASP e o ASP.NET. Todas têm por finalidade criar sistemas dinâmicos a partir de páginas eletrônicas que se conectam com uma base de dados e exibem os resultados em forma de imagens, videos e textos por intermédio de um navegador de internet (Browser).

“A linguagem PHP assumiu um espaço interessante no desenvolvimento de páginas dinâmicas para WEB, além de possuir praticamente todos os recursos necessários para gerar sites dinâmicos, blogs, e-commerce, sistemas e aplicativos para internet”, explica o professor Roque.

Já a linguagem ASP.NET substitui o antigo ASP que foi descontinuado pela Microsoft. Mas, os sites dinâmicos que ainda utilizam a
linguagem ASP, cedo ou tarde, terão que migrar para a tecnologia .NET ou PHP.

Para entender melhor pode-se dizer que a grande diferença entre estas linguagens está nas licenças de uso. O PHP é de uso livre e roda sobre um servidor igualmente sem custos como o Apache Server, por exemplo. A linguagem ASP ou ASP.NET está sob a licença da Microsoft. Os desenvolvedores que optam em criar sites em PHP, tem liberdade de escolher um editor de código livre de licenças. Para os que escolhem a linha .NET a Microsoft disponibiliza a ferramenta Visual Studio que é um software pago.

Para criar sites visualmente atraentes o recurso em Flash tem mais apelo. A integração de aplicativos dinâmicos com a tecnologia Flash traz qualidade visual e movimento aos projetos. Os filmes em Flash podem se conectar a qualquer tipo de linguagem dinâmica (ASP, ASP.NET, PHP, JAVA).

De acordo com o especialista, o Flash deve ser utilizado com muito critério:

“Ao criar animações sofisticadas em Flash, corre-se o risco de gerar elementos visuais conflitantes, enviando sinalizações cognitivas que podem dispersar o usuário”, afirma Roque lembrando que isto poderá influenciar a permanência do internauta no site, tornando-a mais breve.

Portanto para gerar credibilidade e sustentação ao investimento feito por sua empresa em uma nova página na web fique atento às dicas:

  • Conheça seu público-alvo e dê todas as informações ao desenvolvedor;
  • Saiba quais são os assuntos ou itens mais importantes que sua empresa quer destacar na web;
  • Dê detalhes sobre seu produto ou serviço e o que pretende oferecer em seu site;
  • O fornecedor web tem como príncipio apontar a melhor solução para o cliente;
  • Conheça as novidades da Web 2.0;
  • Saiba que os códigos necessários para que qualquer engrenagem de busca (robôs) consiga interpretar as páginas de um site são feitos em HTML e XML e independem do tipo de linguagem dinâmica;
  • Sua participação é crucial para um projeto satisfatório.

Wireframe

Wireframes são esqueletos dos websites que ajudam a planejar e apresentar as idéias ao cliente. São feitos pelos arquitetos da informação com base nos dados coletados com a empresa cliente e tem com finalidade estruturar o conteúdo de cada página, indicar e relevância dos elementos do layout e sua relação com os demais elementos formadores do todo. O wireframe também deve indicar a marcação de textos, de navegação, guidelines de marca e até dos recursos de programação e de tecnologia.

Flash

O Flash possui uma linguagem chamada ActionScript que orienta objetos, mas que não possui recursos que permitem a conexão direta com uma base de dados. Desta maneira as linguagens dinâmicas fazem a ponte da interface Flash com o banco de dados e retornam as informações para sejam exibidas visualmente dentro do filme em Flash.

Fonte: Roque Fernando Marcos Sousa é especialista em desenvolvimento para WEB, programador, consultor e palestrante Adobe, instrutor do grupo Impacta Tecnologia onde atua há 11 anos ministrando mais de dez tipos de treinamento. Possui as certifiçações internacionais do Abobe Flash e Adobe Dreameaver, autor dos livros “Site Dinâmico com ActionScript para Flash 8? e  “Aprenda AJAX.NET em 15 passos”. Idealizador do treinamento Tecnologia e Projeto WEB oferecido como pré-requisito da formação WEB no centro de treinamentos Impacta. Palestrou dois seminários na WAV – Web and Video Conference 2009. (Usabilidade na WEB 2.0 e Padrões WEB ). Palestra de ambito internacional que ocorreu no centro de convenções Rebouças em Outubro/2009. Sócio-Diretor da Elemento9 – Soluções Web, Mobile e Desktop, (www.roquefernando.com.br/elemento9/), jovem empresa sediada na zona leste de São Paulo, que tem clientes como a Editora Abril e a Certisgin – Certificação Digital.

tirado daqui ó: comunica geral

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Mundo 3.0

10th dezembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Web 2.0, textos interessantes, videos e afins por hugo arantes

Confesso que ainda estou meio abalado com o vídeo que acabei de assistir. Enquanto estou aqui falando diariamente sobre o Mundo 2.0 e tudo o que esta acontecendo com ele, sua capacidade de interação através da colaboração entre pessoas, e do seu achatamento, transformando o Mundo redondo, em plano – Para a felicidade do Lula -, algo verdadeiramente novo esta acontecendo lá fora.

Claro, que de forma ainda embrionária, mas como a tecnologia acontece primeiro e mais rápido, a viabilização dessa nova tecnologia é apenas questão de tempo, aliás, de pouco tempo.

No último TED – Technology, Entertainment, Design -, que aconteceu na Índia em novembro (e, diga-se de passagem, também aconteceu em SP e eu não fui – vergonha -), uma das palestras foi do Indiano Pranav Mistry. Mistry é um PHD do Grupo Fluid Interfaces do Media Lab do MIT. Antes de seus estudos no MIT, trabalhou para a Microsoft como pesquisador.

Mistry acabou de inventar literalmente o Mundo 3.0. Isso mesmo, o 3.0. Se no 1.0, começamos a ter acesso à tecnologia e a plataforma digital ainda que de uma forma muito passiva, no 2.0, a partir das novas tecnologias que surgiram, passamos a interagir intensamente, saindo da platéia e assumindo o nosso verdadeiro lugar, no palco. E agora, no Mundo 3.0, a partir dos avanços tecnológicos de Mistry, veremos acontecer à integração.

A partir do Mundo 3.0, definitivamente será sepultado também do ponto de vista tecnológico o sentido de Mundo Real e Mundo Virtual; já que do ponto de vista do marketing, isso nunca existiu, afinal, estamos falando sempre de um mesmo consumidor, embora alguns profissionais ainda tentem dividi-los em dois.

A partir de agora, e através das mãos abençoadas de Mistry, tudo interage com tudo. Parede com web, fotos com simples gestos da mão, caneta BIC com o computador e Google com a caneca. Loucura demais? Então recomendo 16 minutos da sua atenção para assistir abaixo a palestra de Mistry que muito melhor do que explicar demonstra a sua tecnologia.

NAMASTÊ!

tirado daqui ó: blog fabio madia

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Seis lições para preparar sua empresa para redes sociais

8th setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por hugo arantes

Um estudo de uma pequena empresa americana de pesquisas, a Russell Herder, mostra grandes resultados sobre o comportamento corporativo na web 2.0. De acordo com o levantamento, 51% dos empresários têm medo das redes sociais. O temor deles é que a reputação das companhias seja ameaçada ao terem um contato inédito e aberto com a multidão conectada. Outros 49% temem que a produtividade de seus funcionários seja perdida.

Em meio a tanto entusiasmo com redes sociais, a metade descrente pode ser até confundida com pessimistas de plantão. Não é verdade. Em recente entrevista à revista HSM Management, o maior de todos os gurus de gestão, Philip Kotler, explica o papel destas novas relações. “Ela exacerbou a disponibilidade e a velocidade de transmissão de notícias tanto para o bem como para o mal.” Para ele, está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre a companhia.

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Naming, o desafio de dar nomes no marketing

2nd setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

Por Mariana Oliveira

 Nem só de estratégias de ativação vive uma marca. Um dos primeiros passos na estruturação da identidade de um produto, serviço ou mesmo da essência da marca é definir o nome que o acompanhará. Esta não é tarefa fácil e, por isso, os responsáveis são especialistas em naming. Esta área abrange o processo criativo para encontrar um nome que atenda às estratégias de marca, sem esquecer de questões como sonoridade e disponibilidade jurídica.

“Marca é uma palavra que o consumidor vai lembrar quando pensar em algo”, define Carlos Lima Silva, autor de “Licenciamento, Marca e Significado” (Editora Qualytimark) e especialista em branding, em entrevista ao Mundo do Marketing. Ele ressalta a importância do lado prático da marca, alcançado através do nome. “O nome é a expressão mais concreta da marca”, atesta.

Especialista em naming, Márcio Beauclair (foto), Diretor de Estratégia da Ana Couto Branding e Design, destaca o planejamento estratégico do nome como grande diferencial no expertise dos profissionais da área. É necessário, antes de tudo, pensar no que a criação significa dentro do todo para então passar ao brainstorming, checagem jurídica e apresentação de opções ao cliente. “Temos que dar vida e cor ao conceito”, explica Beauclair.

Bom nome
Se as pessoas já se preocupam em como chamar os filhos, as grandes empresas dedicam  tempo e dinheiro ao descobrimento da solução. O naming é uma especialização em branding e os profissionais na área possuem conhecimentos que vão além das atribuições de um redator, por exemplo. Sugestões estão ao alcance de qualquer pessoa, mas somente quem tem conhecimento da área é capaz de entender um ato aparentemente tão simples.

“O melhor profissional deve ter familiaridade com questões de identidade e também saber lidar com a transposição do verbal para o não-verbal. Porque um bom nome precisa ser sonoro e ao mesmo tempo visualmente agradável”, analisa o professor Delano Rodrigues. Professor de branding na PUC-Rio, designer e consultor de identidades de marca.

Nesta área, Rodrigues acredita que o profissional deve ser multidisciplinar. Lingüística, Semiologia, Antropologia e até os aspectos técnicos e jurídicos podem estar envolvidos, além, é claro, do marketing.  Um processo de naming não acontece sozinho. Na maioria das vezes ele é seguido pelo design. As técnicas podem ser muitas, mas geralmente depende da estratégia dos negócios. Carlos Lima conta ainda que o conhecimento da língua seja essencial, apesar de o nome ideal não estar preso a uma única língua. Em inglês, por exemplo, palavras com i não costumam ser utilizadas, pois a vogal pode ter diferentes sons dependendo da palavra.

Uma das técnicas utilizadas é o sense. Nela as pessoas são convidadas a pensar na história do objeto nomeado, nas pessoas que o usariam, situações que elas passariam e até coisas de que falariam. A partir daí surgem inúmeras sugestões.

Nomes que deram certo
Muitos exemplos foram citados pelos entrevistados como casos de sucesso. As marcas Claro, Oi e Tim foram algumas destacadas por Carlos Lima. Um dos cases que mais se destacam para Beauclair, no entanto, fazem parte do portfólio da ACBD. O reposicionamento da Ampla, antiga CERJ no Rio de Janeiro, é um deles.

A empresa que antes era conhecida por uma sigla e carregava o peso de ser um serviço formal do Estado, ganhou um nome que personalizou a transição e mostrou a leveza e proximidade com o público. Estes valores são perceptíveis apenas com a menção do nome.

Do mesmo modo, o Unibanco sob o slogan “Nem parece banco” não poderia receber um nome comum para a seção de sugestões e reclamações como qualquer outro. Pensando nisso, nasceu o Viva Voz. “Acredito que o melhor caminho [para um bom resultado] é entender qual é a essência da marca, seu núcleo de significado, além de seus propósitos futuros”, conclui Delano Rodrigues. Confira a seguir entrevista completa com Delano Rodrigues.

Qual é o papel do naming na construção de identidade de marcas?
Primeiramente é necessário diferenciar dois conceitos que são muito confundidos no mercado, o de Naming e Identidade Verbal. Já vi muitos escritórios ou agências no Brasil vendendo uma coisa, dizendo que é outra. O Naming é o processo criativo e interdisciplinar de desenvolvimento de nomes para marcas e requer habilidades em diversos conhecimentos como lingüística, marketing, design e legislação de marca.

A sua função é encontrar um nome que tenha as qualidades desejáveis de ter associações positivas, ser memorável, sonoro, “visualmente” interessante além de ser legalmente protegível, que atualmente, é o maior desafio para quem trabalha desenvolvendo nomes. Quando uso a expressão “encontrar”, quero dizer que o mais importante é criar meios que incentivem uma dinâmica criativa com todos os envolvidos no processo. Muitos nomes surgem de idéias vindas dos executivos da empresa, de seus funcionários ou até de seus clientes, nesse caso específico temos exemplos como a FEDEX, a BAND ou o Leite Moça. É preciso compreender a essência em torno da marca e como o nome poderá contribuir na construção da sua personalidade. Já a identidade verbal trata dos elementos de expressão verbais da marca, como seu nome, seu sistema de nomenclatura (no caso de marcas que trabalham com extensões de linha), seu tom de voz, seu slogan, etc.

A identidade de uma marca é a combinação de diversos elementos de expressão, seu logotipo/símbolo, elementos gráficos padronizados, como a cor, impressos, seu site, sua abordagem de atendimento, a arquitetura da sede e dos pontos de venda, ou seja, toda e qualquer experiência de contato dos públicos que interagem com a empresa, e claro que seu nome é uma das fontes mais fortes de construção de identidade. Tanto que quando temos algum problema sério ligado a imagem da marca, é comum a necessidade da mudança do nome.

Vejamos o caso do grupo Telemar, que passou adotar o nome Oi para todo o seu portfólio de serviços. Temos um excelente nome que usa uma expressão de uso cotidiano na vida das pessoas e que trabalha a essência da marca ligada a simplicidade de forma bastante expressiva, e tornou o nome Oi um elemento de identidade tão forte ao ponto dos concorrentes não usarem a palavra em seus diálogos internos ou no atendimento e vendas, além de se tornar um forte aliado na substituição do nome Telemar que sofria com a péssima percepção herdada de algumas concessionárias regionais.

Quais são as vantagens de contar com um especialista em naming na gestão da marca?
Existem diversos profissionais e abordagens de Naming no mercado e todas podem chegar a resultados satisfatórios. Mas o melhor profissional deve ter familiaridade com questões de identidade e também saber lidar com a transposição do verbal para o não-verbal. Porque um bom nome precisa ser sonoro e ao mesmo tempo visualmente agradável.

Uma palavra pode assumir diversos significados, a simples mudança de uma letra “i” para um “y” por exemplo, pode dar a aparência que ela é de outra língua mudando o seu significado. Assim como uma certa construção morfológica pode aparentar uma coisa que não o é. Vejamos o exemplo da marca de sorvetes HÄAGEN-DAZS. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma empresa européia e sim de Nova Iorque. Essas duas palavras foram inventadas, não tinham nenhum significado particular e foram baseadas em um olhar “europeu” dos norte-americanos.

Existem técnicas específicas para construção de um nome, quais?
Desenvolver nomes é um grande jogo de palavras, e saber lidar com elas é essencial. Existem diversas técnicas que vão desde o simples uso do dicionário, que, aliás, sempre estará presente em qualquer processo criativo de nomes, até a construção de nomes “artificiais” ou “inventados” a partir da junção de pedaços de palavras, tentando explorar a questão sonora. Gosto muito de trabalhar numa idéia de “imersão” que consiste em uma busca do “núcleo” da idéia do futuro nome.

A partir desse núcleo podemos usar a técnica do campo semântico. Por exemplo, a partir da palavra “rosa”, imediatamente é possível remeter a flor, uma determinada cor, etc. Um pouco mais adiante é possível ter as palavras perfume e espinho. Indo mais além, tem-se “relação amorosa” e assim por diante. Tudo desenvolvido a partir do núcleo da idéia “rosa”. É uma técnica para compreender a idéia central que está por trás da marca e que pode gerar nomes com “conteúdo” mais apropriado.

Quais são as maiores dificuldades?
Ser criativo é muito fácil, é possível gerar 200, 300 nomes em um dia. A questão principal é encontrar nomes que possam contribuir na construção da identidade da marca a um custo de comunicação baixo e que possam ser registráveis legalmente. Na verdade esse é o maior problema. Nos dias de hoje registrar uma marca é cada vez mais difícil. E isso se agrava quanto maior for a atuação geográfica da marca.

Quais dicas o senhor daria para um bom resultado de naming?
Acredito que o melhor caminho é entender qual é a essência da marca, seu núcleo de significado, além de seus propósitos futuros, como por exemplo, se o nome dará vida a uma linha de produtos, através de uma extensão de marca. Depois, envolver desde o início do processo, profissionais de design e de propriedade intelectual, que muitas vezes só são chamados após a escolha do nome, ocasionando possíveis retrabalhos. O Naming é interdisciplinar e dependendo da complexidade de uso do nome, mais profissionais precisarão ser envolvidos no processo.

Acesse
www.acbd.com.br
www.qualitymark.com.br

tirado daqui ó: mundomarketing

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Dicas para usar o Twitter como ferramenta favorável à sua empresa

24th agosto , 2009 | Nenhum comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

A rede social Twitter foi criada há mais de três anos, mas somente em 2009 ela se transformou em um serviço relevante entre os usuários da Web. O fenômeno logo chamou a atenção de muitas empresas, que passaram a tentar explorar o serviço para benefício de seus negócios. Mas qual é a influência que a rede social tem nos negócios das corporações?

Para responder à pergunta, o instituto Forrester Research elaborou um estudo que avalia a importância e os benefícios da rede social. E para realizar essa análise, a organização estudou alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.

O primeiro dado que surpreende é a faixa etária dos usuários. Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter são pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior são usuários entre 25 e 34 anos: 20% do total. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.

O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem o faz voluntariamente e está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.

Mas apesar da informalidade que marca a rede, é necessário planejamento para utilizá-la. Antes de iniciar a empreitada, o Forrester recomenda a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia. Veja como lidar com cada um deles.

Pessoas - Para analisar se os clientes estão usando Twitter e como a ferramenta os influencia, é essencial realizar uma pesquisa de mercado. O próprio mecanismo de busca do site auxilia na tarefa. Procure o nome da sua marca e outros termos associados para identificar os usuários.

Objetivos - Para cada ação, a empresa deve ter objetivos claros. Com o Twitter não é diferente, mas eles devem ser compatíveis com o escopo da rede social. Os objetivos mais comuns são reforço da marca, ações de relações públicas, vendas e alternativas para canal de serviço ao consumidor.

Estratégia - O que funciona para uma empresa pode não funcionar para a outra. Por isso, a companhia que vai usar o Twitter deve alinhar sua abordagem com seus objetivos, planejando como a relação com os consumidores mudará e o impacto que terá nos processos da organização.

Tecnologia - Uma ação com o Twitter também depende de tecnologias adequadas para implementar as ideias e estratégias. Há uma série de ferramentas gratuitas disponíveis para ajudar no monitoramento da conta e outras tecnologias mais sofisticadas que estão aparecendo no mercado e podem agregar algum diferencial. A Salesforce.com, por exemplo, integrou o Twitter à sua aplicação de CRM. A Omniture, companhia de análise Web, também colocou o Twitter em suas soluções.

Quais são os principais ganhos
Além de indicar diretrizes para que as empresas atuem no Twitter, o estudo da Forrester apresenta os principais benefícios obtidos pelas organizações, com ações diretas e indiretas. Confira os principais ganhos das empresas:

Inteligência do marketing – É comum ver casos de empresas que usam o Twitter para questionar consumidores sobre mudanças nos produtos e para identificar insatisfações. A Johnson & Johnson, por exemplo, descobriu uma enchente de tweets reclamando do comercial de um de seus produtos. Com isso, a empresa pôde agir de forma proativa: se desculpou com o público e retirou a propaganda. Todas as empresas deveriam fazer uma busca por suas marcas para verificar se elas estão associadas a algum fenômeno, seja positivo ou negativo.

Proximidade com o consumidor – Algumas empresas interceptam mensagens de consumidores na rede social para responder a questões postadas por clientes. O atendimento individual pode superar as expectativas do usuário e fidelizá-lo.

Estímulo aos entusiastas da marca – Se os clientes optaram por serem seguidores de uma empresa no Twitter, eles tendem a ajudar a promover a marca. A rede pode auxiliar as empresas a estimulá-los, principalmente houver promoções, tweets bem humorados ou informações de valor.

Reforço nas vendas – No final do ano passado, a Dell registrou que sua conta no Twitter gerou um milhão de dólares em receita e começou a anunciar que promoveria negócios exclusivos para seus seguidores. Outro exemplo é a brasileira Tecnicsa, um caso de sucesso na geração de receita por meio do blog e do Twitter.

tirado daqui ó: pcworld

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Julius Wiedemann: uso da cor, sensualidade e transgressão são marcas do design latino

28th julho , 2009 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por assessoria

Editor cujas obras sob sua curadoria já venderam mais de um milhão de cópias, o brasileiro Julius Wiedemann é quem decide, na editora alemã Taschen, os títulos que serão publicados em áreas como arte, publicidade, internet, mídias digitais, design gráfico e games.

Baseado na Inglaterra após passagens pelo Japão e pela Alemanha, o carioca atua como ‘um olheiro de cultura visual’. Para Wiedemann, o design latino se difere dos demais por causa do “uso muito bom de cores, da sensualidade e da transgressão”. Confira a entrevista concedida por ele ao Nós da Comunicação.

Nós da Comunicação – Quais qualidades uma peça de design gráfico deve ter para, além de ser agradável ao olhar, efetivamente comunicar uma ideia ou um conceito?
Julius Wiedemann – Olha, se eu tivesse mesmo uma resposta clara, seria designer, mas desisti disso para escrever e falar de design. Não existe fórmula, e não é muito uma ciência. O ponto central tem de ser, a meu ver, o ser humano, e a partir daí, tudo acontece.
Nós da Comunicação – Você é editor da área digital da Taschen. Como é seu trabalho na editora?
J. W. – Meu trabalho é muito de curadoria e de conceituação dos livros. Funciono muito como um olheiro de cultura visual, que vai encontrando as coisas boas para serem publicadas.
Nós da Comunicação – Você já trabalhou no Japão, na Alemanha e Inglaterra. Quais as principais diferenças no mercado de design gráfico nesses países?
J. W. – As diferenças culturais se fazem sentir principalmente na tipografia, no uso de cores e de imagens (foto e ilustração). O que conta muito também é a bagagem histórica do país, que se vê, às vezes, de maneira explícita, como a Bauhaus no design alemão e a pop art e o art déco nos Estados Unidos. Como somos ainda um país relativamente novo em produção cultural, estamos formando uma identidade.
Nós da Comunicação – ‘Animation now!’, ‘Advertising now!’, ‘1.000 favorite websites’ e ‘Logo design’ são sucessos sob sua batuta. No segundo volume de ‘Logo design’, você selecionou marcas produzidas por designers brasileiros. Como você vê o design gráfico latino e, particularmente, o do Brasil?
J. W. – O design brasileiro está andando para frente, e rápido. Está muito bom e sendo cada vez mais reconhecido lá fora. Sempre cito três valores que temos em nosso DNA de design latino, que, pra mim, são o uso muito bom de cores, a sensualidade e a transgressão.
Nós da Comunicação – Quais as características de uma logomarca inovadora?
J. W. – Uma marca, hoje, tem de ser flexível, tem de poder estar em todas as mídias. Isso, hoje, faz muita diferença. Também acredito muito em simplicidade.
Nós da Comunicação – ‘Guidelines for online success’ é um manual cheio de exemplos bem-sucedidos de webdesign. Em sua opinião, quais os piores erros que um webdesigner pode cometer ao projetar um site?
J. W. – O pior erro está em ignorar o usuário. E, por incrível que pareça, isso é comum. Isso não significa que tudo tem de ser em HTML etc., mas sim pensar quem vai usar aquele site.
Nós da Comunicação – Em sua página, você diz que seu objetivo é entender como diferentes culturas navegam em um ambiente de comunicação em formato tão múltiplo e com infinitas possibilidades como o atual. O que você já descobriu nessa jornada?
J. W. – Há algumas coisas nas quais insisto muito, como o fato de que mudança, hoje, é uma constante. De que o único endereço permanente de uma pessoa ou instituição é o da internet. Que nossas conquistas são do tamanho de nossos sonhos. E que temos de pensar grande, porque pensar pequeno é ter pesadelo…
Nós da Comunicação – Qual sua expectativa com relação ao curso que você vem ministrar aqui no Rio: “O futuro a gente inventa? Tecnologia, cultura e comunicação”.
J. W. – Estou muito animado mesmo, porque esse curso é o resultado de muitas palestras diferentes que venho dando em países diferentes, que tem um alinhamento grande entre elas. Mas, pela primeira vez, elas estarão todas conectadas, e com muitas coisas novas.
(N.R.) – O curso será realizado na Casa do Saber, nos dias 6, 13, 20 e 27 de agosto.

Essa entrevista está disponível no site Nós da Comunicação, um portal com informações variadas sobre comunicação que vale a pena ser acessado.

elefante, se eu fosse como tu

27th maio , 2009 | Nenhum comentário | Postado em refletindo..., textos interessantes por hugo arantes


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Por Ricardo Cavallini

Hoje assisti Dumbo com minha filha, fiquei curioso para saber se elefantes tem mesmo medo de ratos.

Já escutei diversas teorias sobre o assunto. A melhor delas, é a que faz referência ao instinto herdado por seus antepassados. Diz a teoria que os grandes dinossauros eram dotados de sistema nervoso incompleto e, por esta imperfeição, não sentiam quanto pequenos roedores comiam suas patas. O estrago só era percebido quando o pé estava perdido, fazendo o grande paquiderme cair e agonizar até a morte.

Assim, como tudo que é baseado em instinto, o medo seria o meio para fomentar o comportamento de auto-preservação. E passado de geração em geração, chegou aos elefantes atuais.

Esta explicação seria ótima para escrever um conto para grandes corporações, daquelas que têm olhos apenas para outros gigantes, ignorando as inovações de ruptura dos menores, que podem acabar roendo suas bases.

Tudo é feito para não ousar, não correr riscos, não inovar. Os movimentos são feitos para reagir apenas aos concorrentes diretos.

O conto poderia usar Ganesh como exemplo, uma das divindades mais populares do hinduísmo. Representada por uma cabeça de elefante em um corpo de homem, Ganesh é humilde suficiente para aceitar ser guiada por um pequeno rato. Seria um bom conselho para os grandes elefantes: olharem para as empresas mais criativas, apesar de pequenas.

Para não deixar os ratos se gabando, bastaria citar o ditado que o elefante pode demorar para dar o primeiro passo, mas quando faz isso, atropela quem está na sua frente. Então, não adianta posar de Ligeirinho, dizendo que é inovador. É preciso mostrar isso na prática.

E como último conselho, não leve muito a sério no que lê por aí, seja em blogs (como este) ou em qualquer outro lugar. Afinal, tudo pode ser uma grande besteira. Baboseiras como o medo de rato, que parece ser apenas historinha de desenho animado, onde os elefantes também dançam balé e soltam bolinhas de sabão pela tromba.

tirado daqui ó: coxacreme

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Embalagem a ferramenta decisiva para a pequena empresa

15th maio , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia, textos interessantes por hugo arantes

Muito já se escreveu sobre a importância da embalagem no novo cenário competitivo e a grande maioria dos profissionais e empresários responsáveis por conduzir seus produtos num mercado cada vez mais complexo e disputado, reconhece que ela é um fator decisivo para o sucesso de seus produtos e para a construção da imagem de suas marcas.

Pesquisas recentes realizadas tanto pelo Comitê de Estudos Estratégicos da ABRE Associação Brasileira de Embalagem como pelo Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM Escola Superior de Propaganda e Marketing confirmam esta percepção do mercado sobre a importância estratégica que a embalagem tem para o negócio das empresas, não importando o tamanho que elas tenham.

Sabemos que na grande maioria das vezes os produtos que encontramos nas gôndolas dos supermercados e estabelecimentos que adotam o sistema de venda por auto-serviço, não contam com apoio de marketing como anúncios, materiais promocionais ou de ponto de venda, dependendo exclusivamente da embalagem para comppetir pela preferência dos consumidores.

Estes produtos que só contam com sua embalagem como ferramenta de competitividade são muitas vezes aqueles que apresentam embalagens fracas e pouco atrativas demonstrando um relação perversa onde aqueles que mais precisam de boas embalagens por não disporem de outros recursos, são justamente os que menos sabem utilizar o único instrumento de que dispõe.

Infelizmente aquelas que apresentam embalagens fracas e pouco competitivas são em sua grande maioria as pequenas empresas, contingente onde uma boa embalagem além de muito necessária, faria a maior diferença.

A diferença entre uma boa embalagem e uma embalagem deficiente fica muito patente quando analizamos os resultados obtidos pelas empresas que participam do Convênio firmado entre o Sebrae e a ABRE para o fornecimento de design de embalagem de alta qualidade as pequenas empresas.

Aumentos nas vendas proporcionados pelas novas embalagens alcançam a casa dos duzentos, trezentos e até quinhentos por cento obrigando algumas empresas atendidas a ampliar sua capacidade de produção para atender esta demanda maior por seus produtos.

Estes resultados surpreendentes e espetaculares são uma prova definitiva da contribuição de uma boa embalagem para o desempenho da pequena empresa pois quando tiveram a oportunidade de ter um design de qualidade, elas obtiveram resultados acima das melhores expectativas.

Demonstram também que uma pequena empresa não precisa necessariamente ter embalagens inferiores ou “coitadinhas” mas que pode, através de suas embalagens ser grande aos olhos dos consumidores.

As ações realizadas no âmbito deste convênio ajudam a quebrar esta relação perversa que condena a pequena empresa a estar sempre inferiorizada no ponto de venda perante seus concorrentes maiores e demonstram que é possível competir no mercado em melhores condições utilizando uma ferramenta comum cujo custo já está embutido no custo do produto não exigindo portanto, maiores investimentos. 

Todas as empresas que utilizam embalagens já pagaram por elas. Se o design adotado for excelente ou péssimo, o custo para elas será o mesmo.

Os excelentes resultados obtidos pelas empresas que foram apoiadas pelo convênio Sebrae / ABRE são um exemplo de que é possivel para a pequena empresa competir com muito mais força no mercado utilizando esta poderosa ferramenta de marketing que ela já tem dentro de casa.

Para se informar ou participar do convênio, acesse www.abre.org.br.

 

Fábio Mestriner é designer, professor coordenador do Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM, professor do Curso de Pós-Graduação em Engenharia de Embalagem da Escola de engenharia Mauá, cordenador do Comitê de Estudos Estratégicos da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), conselheiro do Comitê de Inovação e Design do WTC World Trade Center e autor dos livros “Design de Embalagem – Curso Avançado” e “Gestão Estratégica de Embalagem” ( Pearson Prentice Hall ). Foi presidente da Abre e representante do Brasil na WPO World Packaging Organization.

tirado daqui ó designbrasil

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Design gosta de crise – Lincoln Seragini

6th abril , 2009 | 1 comentário | Postado em Design na veia, refletindo..., textos interessantes por hugo arantes

Nas crises as empresas seguram ou adiam a maioria dos investimentos. É a estratégia da prevenção, para manter os negócios sob controle, diminuindo os riscos. Como no futebol, é a tática de jogar na defesa para tentar evitar levar gols e portanto não perder o jogo.

O título deste artigo é auto-explicativo, acredito. Design é sinônimo de inovação e dentre os investimentos que apresentam a melhor relação custo-resultado, em épocas de crise, aparece o design como uma das melhores opções.

No caso das embalagens a simples mudança do grafismo, o que em última instância significa a mudança da arte-final para impressão, de fácil implementação, pode alterar o resultado das vendas imediatamente. A Seragini Design, num período de 28 anos de experiência, tem registrado uma média estatística de 30%, onde é usual ocorrerem aumentos de até 500% somente devido à mudança do design. Mesmo quando for exigido novos moldes, no caso de mudança da forma dos frascos por exemplo, o tamanho do investimento é relativamente baixo, comparado com novas instalações fabris ou investimentos importantes em marketing e comunicação. Naturalmente, uma empresa para crescer não pode prescindir dos investimentos acima. Só para lembrar, estamos assim falando porque estamos vivendo uma crise.

Ampliando para o país, a criatividade, inovação e design, são as melhores saídas para a crise. Isso vale para qualquer setor. É o que mais ouvimos hoje no mundo. Nos EUA, o editor da Business Week, Bruce Naussbaum, propôs ao novo presidente a criação da Secretaria da Inovação, indicando o presidente da IBM para ocupar o posto. A comunidade de design norte-americana, num congresso recente, escreveu um manifesto sugerindo cerca de 200 medidas, a maioria incluindo design, para ajudar o país sair da crise. No Brasil, em outubro do ano passado, na abertura da Bienal de Design em Brasília, foi lido um discurso de Lula pelo vice-presidente José Alencar, colocando o design na agenda do governo, que afirmou que a criação de marcas, inovação e design irão agregar valor aos produtos brasileiros e o empresário Jorge Gerdau, que liderou o movimento de qualidade e produtividade através d MBC (Movimento Brasil Competitivo) deixando como herança a valiosa Fundação Nacional da Qualidade, anunciou nesse mesmo dia, a intenção de criar a co-irmã, Fundação Nacional do Design, por reconhecer que o design é essencial para o aumento de nossa competitividade.

Agora gostaria de destacar um novo conceito relativo à gestão da inovação, denominado em sua versão original, de design innovation, que diferente da inovação tecnológica, usa o pensamento como capital estratégico, não necessitando de laboratórios e experiências científicas, cujos resultados
geralmente são incertos, exigindo maiores investimentos e longo prazo para sua realização. O design innovation se baseia nos princípios do design thinking, a nova ciência da gestão da inovação (ver www.d.school.stanford.com).

Para finalizar, voltando ao tema do artigo, o design gosta de crise porque crise é sinônimo de problemas e oportunidades e o design se dá bem com os dois.

 

Lincoln Seragini é presidente do escritório “Seragini Design”. É membro do Conselho Gestor do DesignBrasil.

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