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Casa da Mãe Jeane: “gotas de pérola no mar de mediocridade cultural em que vivemos.”

18th novembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em arte por assessoria

Para quem aprecia cinema e atrações culturais e está cansado da mesmice das festas de Viçosa, uma boa opção é conhecer a “Casa da Mãe Jeane”, um espaço cultural que, além de variados eventos alternativos, tem trazido apresentações de filmes, seguidos de bate papo e uma boa dose de discussão ao final de cada exibição. O projeto – “Por Dentro do Cine” – nasceu em 2008 e pretende valorizar produções premiadas em festivais e com temáticas diferenciadas, filmes que na maioria das vezes não estão na grande mídia, mas que comprovam a qualidade do cinema brasileiro.

A idealizadora da Casa, Jeane Doucas, fala sobre essas questões e os rumos do projeto em entrevista à Studium, que está apoiando o “Por Dentro do Cine” (veja abaixo os cartazes das duas últimas edições, produzidos pela empresa). Para saber como chegar à Casa e conhecer o trabalho de Jeane, acesse o blog: www.casamaejeane.blogspot.com.

Studium: Como e quando surgiu a idéia da “Casa da Mãe Jeane”?

Jeane: Há alguns anos, quando eu e meu marido decidimos reformar nossa casa. Como meu campo de trabalho (teatro, entre outros) sempre foi muito restrito em Viçosa, e o apoio tanto da Prefeitura quanto da Universidade nunca foi efetivo, decidi tomar iniciativa de começar a movimentar algo de cultura na cidade, abrindo um espaço que pudesse abrigar eventos de pequeno porte em todas as áreas artísticas.

Cartaz Por Dentro do Cine 4STD1: Como foi a idealização do “Por Dentro do Cine”?

Jeane: Não me lembro ao certo, mas teve haver com o fato de, na época da idéia (meados de 2008), eu estar envolvida com cinema em Belo Horizonte. Aí eu comecei a perceber um filão bastante interessante, porque tem muita gente que não temos conhecimento fazendo cinema por esse país afora, pessoas que não possuem canais de escoamento para suas produções. Infelizmente, a nossa cultura ainda está duramente massacrada pela Americana e tudo o que não seja “Hollywoodiano” não é valorizado, está fora. É claro que a coisa toda é mais complexa, se trata de mercado, de “business”, mas o fato é que muita coisa bacana produzida aqui, acaba tendo as exibições restritas a festivais e pequenas salas dos grandes centros. Decidi então iniciar esta empreitada, sem grandes pretensões. É um projeto simples e pequeno, mas que a meu ver, é riquíssimo. Considero como gotas de pérola no mar de mediocridade cultural em que vivemos.

STD1: Além desse projeto, quais outras atividades culturais já foram realizadas na Casa?

Jeane: Por enquanto, as outras atividades estiveram vinculadas com a Casa pelo fato de eu ter realizado as produções, mas que não aconteceram na Casa. Primeiro foi no pré- carnaval que o Coccinella realizou este ano. Decidi articular para que o grupo Perifonia, dirigido pelo músico Bulldog e formado por moçada do Nova Viçosa, participasse deste pré-carnaval, tocando para a galera. Depois, produzi o meu solo (Se eu estou aqui, eu posso estar ali?) que foi apresentado no Palácio da Artes em Belo Horizonte.

Há uma outra atividade também, que é subterrânea, chamada Atos Invisíveis. O primeiro Ato Invisível foi uma brincadeira que consistiu na distribuição de cartazes pela cidade com conteúdo non sense, tipo “Vendo este cartaz – tratar comigo”, ou “Vendo R$1.000,00 por R$ 850,00”, e por aí vai. O segundo está em andamento.  Trata-se de distribuir poesias pela cidade. Afixo em murais, deixo em bancos de praças e de ônibus, etc. Isso só é possível graças ao abastecimento diário de poesias que recebo do diretor Paulo César Bicalho, de BH.

Agora, posso falar um pouco dos projetos futuros, que além da continuação do Por Dentro…, iremos oferecer cursos de teatro, exposições de artes plásticas e fotografia, apresentações de espetáculos e performances,  saraus, oficinas de estímulo à leitura para crianças e jovens, pequenos shows musicais, oficinas de artes plásticas, seminários sobre arte e cultura, etc.

SDT1: Como está sendo a repercussão do projeto?

Jeane: Por incrível que pareça, excelente. Digo incrível, primeiro pelo fato dos cineastas e obras convidadas até agora não serem necessariamente famosos, não pertencerem ao “circuitão”. Segundo, pela dificuldade dos que não tem carro em chegar à Casa. E muitos estudantes têm ido à Casa, seja de ônibus, carona, bicicleta ou mesmo à pé. Realmente fica evidente a carência da população de Viçosa por qualquer atividade que esteja relacionada a cultura. O lazer na cidade fica restrito a idas em botequins, ou festas de estudantes. O que sobra para os que não estão exatamente enquadrados na faixa etária estudantil são as churrascadas em casa de amigos. Resta àqueles que precisam alimentar a alma com arte as escapadas de fim de semana para BH que, com o tempo, ficam inviáveis, caras e cansativas.

Torço para que este entusiasmo inicial se multiplique, para que o projeto possa continuar, sobreviver. Ressalto a importância dos apoios e patrocínios recebidos até então. Apesar de ainda serem parcos, são iniciativas que demonstram que é possível mudar, aos poucos, a mentalidade do empresariado local. É preciso perceber que pode ser muito mais interessante para eles apoiar projetos desse âmbito, do que se restringir somente à grandes eventos. Em termos de mercado, se o empresário for inteligente, ele sacará que não interessa mais somente números, mas a que a marca dele está vinculada. E esperamos que este tipo de empresariado comece a crescer na cidade e despertar para esta nova realidade.

É importante também deixar claro, que o projeto não tem fins lucrativos. A entrada é franca, os cineastas não cobram cachê e a Casa na leva nada. Então o patrocínio é simplesmente para cobrir os gastos básicos de transporte, alimentação, hospedagem e divulgação entre outros.

kiko_mollica2STD1: Quando e quais serão as próximas exibições de filmes?

Jeane: Pretendemos retomar as exibições em 2010, realizando uma por mês. Seguiremos o calendário escolar, então, é bem provável que a próxima exibição seja em março. Não sabemos ainda quais serão os cineastas e obras que virão para o próximo semestre, porque a negociação com eles é sempre um pouco em cima da hora pelo fato de muitos deles viajarem por conta de festivais.

Uma novidade que teremos para o ano que vem é que o projeto não ficará restrito às exibições e bate-papos. Já fizemos contatos com diretores que estão interessados em oferecer oficinas intensivas de cinema e atuação para cinema. Para estas oficinas teremos que cobrar uma taxa, porque se trata de formação. A não ser que consigamos patrocínio suficiente para cobrir o pro labore do profissional. Esse é o nosso ideal. Veremos.

nova chrysler? de novo?

3rd novembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes

chrysler_newwinglogo

Este será o novo logo da marca(Fonte: U.S. Patent and Trademark Office)

A Chrysler vai mudar a logo, será o primeiro reflexo da administração da Fiat? Enfim a imagem acima é o novo logo, e a debaixo é o antigo que ja havia sido alterado pelo grupo Daimler quando comprou a Chrysler. Mesmo em grandes corporações a filosofia de mudar o logo pra mostrar que está “sob nova direção” é comum. Enfim, pessoalmente achei ridículo, cheio de modismos, sem vínculo com a tradição ( a nao ser o formato das asas, agora num shape mais “jornadas nas estrelas”) nenhuma relação com os produtos que eles vendem, ou seja: o puro mudar por mudar…

chrysler_logo_antigo

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Novo logo: Carrefour

3rd novembro , 2009 | 1 comentário | Postado em Design na veia por hugo arantes


logos_carrefour

post estraído do blog LogoBr que tem conteúdo de prima.

Depois do WalmartPão de Açúcar, é a vez do carrefour.

Esse é o trabalho de redesign do logotipo da companhia, uma das maiores empresas de setor do mundo. Com mais de 15 mil lojas e inaugurando quase que 1 loja por dia, o Carrefour resolveu dar um tapa no logotipo criado em 1966 e inalterado até então. Gostei!

Pra quem não sabe, o nome Carrefour significa cruzamento em francês, pois a primeira loja foi aberta perto de um. As duas setas (sim, setas!) remetem a esse cruzamento e as cores, como não poderia ser diferente, são das cores da bandeira francesa. O que muitos não percebem é que ali no centro existe um C em negativo. Eu mesmo fui descobrir isso ano passado num livro.

Bem, no dia 04 de setembro de 2009 foi lançada a nova campanha mundial Positive is Back (algo como Positivo é voltar) mas quem roubou a cena foi o redesign do logotipo.

Logo

O que é fácil de ver é que o logo está com linhas que fluem de maneira mais suave do que seu antecessor. Porém com excessão das pontas das setas, que foram arredondadas, todo o redesenho dele é feito com base no C negativo. Repare bem. O negativo (C) segue o desenho do C usado na nova tipografia, o que não acontecia no anterior.

nolog_antigo_type
Identidade antiga não tinha mesmo C para o nome e logo

É claro os ajustes feitos no C negativo do logo, como altura e largura, mas também é claro a coerencia do(s) designer(s) ao se atentarem para esse ponto. Alias, não consegui a informação de qual estudio/designer fez o projeto. Se alguém souber, manda pra gente. :)

Com essa mudança, as proporções foram levemente alteradas também. Na imagem abaixo feita pelo pessoal do BrandNew dá para ver o que mudou de fato de um para o outro de maneira mais didática.

comparacaoAmarelo: logo antigo | Azul: novo logo | Verde: intersecção

Tipografia

A tipografia usada agora é mais leve (a anterior era a AmerType), perdeu aquele sentido de “bloco” que tinha. É uma serif também mas com cara contemporânea. Os espaços negativos são mais generosos e a altura-x é maior que o type anterior o que permite um kerning mais apurado (repare no par FO) entregando uma fluidez maior. Algo interessante também de se observar é que, com serifas menores e possibilidade de um trabalho no kerning bacana, o nome ficou maior e mais largo usando o mesmo espaço que o anterior.

type

As serifas continuam arredondadas, com linhas curvas para fora (repare na base do R) e arremates finos (a, r,e,u). Um belíssimo projeto. Infelizmente, até agora, não descobri que fonte é esse ou qual foundry a produziu. Se alguém descobrir, passe ai pra gente que atualizo aqui no artigo ok.

type_analise

A grande mudança

Apesar da tipografia e redesenho, a grande mudança foi a introdução de várias versões do logo em degradês.

logos_colors

Olha a aplicação nas sacolas (e cartazes eu acho):

sacolas

para mais leia no logobr

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Typophile film fest 5

24th setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Animação, Design na veia, tipografia, videos e afins por clodiney

Vi no Ateneu Popular, este video tipográfico muito bacana dos estudantes da BYU.
Trabalhos como estes me deixam com uma ponta de inveja e a boca cheia de moscas…
Stop motion na veia
mais em Typophile film fest 5

Para a ficha completa da galera (tecnica, autores, softwares, musica…)
http://vimeo.com/6382511

Typophile Film Festival 5 Opening Titles from Brent Barson on Vimeo.

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Noma Bar – uma aula de Gestalt

18th setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em arte, designers por clodiney

Nas aulas de gestalt sempre nos deparamos com aqueles exemplos manjados, felizmente há opções de trabalhos criativos que nos fazem compreender  melhor o conceito, trabalhos como de Sergio Moctezuma e seu James Brown (já abordado aqui neste blog).

Descobrimos atraves do NFG, o trabalho do Israelense Noma Bar, design limpo e objetivo com extrema habilidade na questão figura e forma.

Em entrevista a revista New Yorker, foi definido como:
“Sentado em algum lugar no cruzamento da caricatura, cartum editorial, design gráfico, Noma executa idéias complexas com um deslumbrante e enganosa simplicidade. Mas em vez de desenhar o que as pessoas olham como, ele tira o que eles fazem, ou, mais corretamente, o que são. Ele usa caras em logotipos, e seus melhores rostos são tão memoráveis quanto swoosh da Nike: Uma arma bem colocado passa a ser o rosto inconfundível de Tony Soprano, um braço de guitarra e gaita são Bob Dylan, um dobrado colher Uri Geller.”

Tirem suas conclusões.

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Did you Know? 4.0 O.o

17th setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em Animação, refletindo..., videos e afins por hugo arantes

Acaba de ser apresentada a nova versão do já famoso vídeo Did you Know, que mostra o quanto a convergência das mídias influencia em todos os âmbitos de nossas vidas. O vídeo concentra-se na ascensão dos meios de comunicação social, a queda das fontes tradicionais, e vem com lotes de fatos e números. Bom até para fonte de consultas para todos os comunicadores…
Imperdível!

tirado daqui ó: HSM

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Seis lições para preparar sua empresa para redes sociais

8th setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em textos interessantes por hugo arantes

Um estudo de uma pequena empresa americana de pesquisas, a Russell Herder, mostra grandes resultados sobre o comportamento corporativo na web 2.0. De acordo com o levantamento, 51% dos empresários têm medo das redes sociais. O temor deles é que a reputação das companhias seja ameaçada ao terem um contato inédito e aberto com a multidão conectada. Outros 49% temem que a produtividade de seus funcionários seja perdida.

Em meio a tanto entusiasmo com redes sociais, a metade descrente pode ser até confundida com pessimistas de plantão. Não é verdade. Em recente entrevista à revista HSM Management, o maior de todos os gurus de gestão, Philip Kotler, explica o papel destas novas relações. “Ela exacerbou a disponibilidade e a velocidade de transmissão de notícias tanto para o bem como para o mal.” Para ele, está cada vez mais difícil para uma empresa hoje oferecer má qualidade e pouco valor sem que o boca a boca espalhe palavras venenosas sobre a companhia.

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Naming, o desafio de dar nomes no marketing

2nd setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

Por Mariana Oliveira

 Nem só de estratégias de ativação vive uma marca. Um dos primeiros passos na estruturação da identidade de um produto, serviço ou mesmo da essência da marca é definir o nome que o acompanhará. Esta não é tarefa fácil e, por isso, os responsáveis são especialistas em naming. Esta área abrange o processo criativo para encontrar um nome que atenda às estratégias de marca, sem esquecer de questões como sonoridade e disponibilidade jurídica.

“Marca é uma palavra que o consumidor vai lembrar quando pensar em algo”, define Carlos Lima Silva, autor de “Licenciamento, Marca e Significado” (Editora Qualytimark) e especialista em branding, em entrevista ao Mundo do Marketing. Ele ressalta a importância do lado prático da marca, alcançado através do nome. “O nome é a expressão mais concreta da marca”, atesta.

Especialista em naming, Márcio Beauclair (foto), Diretor de Estratégia da Ana Couto Branding e Design, destaca o planejamento estratégico do nome como grande diferencial no expertise dos profissionais da área. É necessário, antes de tudo, pensar no que a criação significa dentro do todo para então passar ao brainstorming, checagem jurídica e apresentação de opções ao cliente. “Temos que dar vida e cor ao conceito”, explica Beauclair.

Bom nome
Se as pessoas já se preocupam em como chamar os filhos, as grandes empresas dedicam  tempo e dinheiro ao descobrimento da solução. O naming é uma especialização em branding e os profissionais na área possuem conhecimentos que vão além das atribuições de um redator, por exemplo. Sugestões estão ao alcance de qualquer pessoa, mas somente quem tem conhecimento da área é capaz de entender um ato aparentemente tão simples.

“O melhor profissional deve ter familiaridade com questões de identidade e também saber lidar com a transposição do verbal para o não-verbal. Porque um bom nome precisa ser sonoro e ao mesmo tempo visualmente agradável”, analisa o professor Delano Rodrigues. Professor de branding na PUC-Rio, designer e consultor de identidades de marca.

Nesta área, Rodrigues acredita que o profissional deve ser multidisciplinar. Lingüística, Semiologia, Antropologia e até os aspectos técnicos e jurídicos podem estar envolvidos, além, é claro, do marketing.  Um processo de naming não acontece sozinho. Na maioria das vezes ele é seguido pelo design. As técnicas podem ser muitas, mas geralmente depende da estratégia dos negócios. Carlos Lima conta ainda que o conhecimento da língua seja essencial, apesar de o nome ideal não estar preso a uma única língua. Em inglês, por exemplo, palavras com i não costumam ser utilizadas, pois a vogal pode ter diferentes sons dependendo da palavra.

Uma das técnicas utilizadas é o sense. Nela as pessoas são convidadas a pensar na história do objeto nomeado, nas pessoas que o usariam, situações que elas passariam e até coisas de que falariam. A partir daí surgem inúmeras sugestões.

Nomes que deram certo
Muitos exemplos foram citados pelos entrevistados como casos de sucesso. As marcas Claro, Oi e Tim foram algumas destacadas por Carlos Lima. Um dos cases que mais se destacam para Beauclair, no entanto, fazem parte do portfólio da ACBD. O reposicionamento da Ampla, antiga CERJ no Rio de Janeiro, é um deles.

A empresa que antes era conhecida por uma sigla e carregava o peso de ser um serviço formal do Estado, ganhou um nome que personalizou a transição e mostrou a leveza e proximidade com o público. Estes valores são perceptíveis apenas com a menção do nome.

Do mesmo modo, o Unibanco sob o slogan “Nem parece banco” não poderia receber um nome comum para a seção de sugestões e reclamações como qualquer outro. Pensando nisso, nasceu o Viva Voz. “Acredito que o melhor caminho [para um bom resultado] é entender qual é a essência da marca, seu núcleo de significado, além de seus propósitos futuros”, conclui Delano Rodrigues. Confira a seguir entrevista completa com Delano Rodrigues.

Qual é o papel do naming na construção de identidade de marcas?
Primeiramente é necessário diferenciar dois conceitos que são muito confundidos no mercado, o de Naming e Identidade Verbal. Já vi muitos escritórios ou agências no Brasil vendendo uma coisa, dizendo que é outra. O Naming é o processo criativo e interdisciplinar de desenvolvimento de nomes para marcas e requer habilidades em diversos conhecimentos como lingüística, marketing, design e legislação de marca.

A sua função é encontrar um nome que tenha as qualidades desejáveis de ter associações positivas, ser memorável, sonoro, “visualmente” interessante além de ser legalmente protegível, que atualmente, é o maior desafio para quem trabalha desenvolvendo nomes. Quando uso a expressão “encontrar”, quero dizer que o mais importante é criar meios que incentivem uma dinâmica criativa com todos os envolvidos no processo. Muitos nomes surgem de idéias vindas dos executivos da empresa, de seus funcionários ou até de seus clientes, nesse caso específico temos exemplos como a FEDEX, a BAND ou o Leite Moça. É preciso compreender a essência em torno da marca e como o nome poderá contribuir na construção da sua personalidade. Já a identidade verbal trata dos elementos de expressão verbais da marca, como seu nome, seu sistema de nomenclatura (no caso de marcas que trabalham com extensões de linha), seu tom de voz, seu slogan, etc.

A identidade de uma marca é a combinação de diversos elementos de expressão, seu logotipo/símbolo, elementos gráficos padronizados, como a cor, impressos, seu site, sua abordagem de atendimento, a arquitetura da sede e dos pontos de venda, ou seja, toda e qualquer experiência de contato dos públicos que interagem com a empresa, e claro que seu nome é uma das fontes mais fortes de construção de identidade. Tanto que quando temos algum problema sério ligado a imagem da marca, é comum a necessidade da mudança do nome.

Vejamos o caso do grupo Telemar, que passou adotar o nome Oi para todo o seu portfólio de serviços. Temos um excelente nome que usa uma expressão de uso cotidiano na vida das pessoas e que trabalha a essência da marca ligada a simplicidade de forma bastante expressiva, e tornou o nome Oi um elemento de identidade tão forte ao ponto dos concorrentes não usarem a palavra em seus diálogos internos ou no atendimento e vendas, além de se tornar um forte aliado na substituição do nome Telemar que sofria com a péssima percepção herdada de algumas concessionárias regionais.

Quais são as vantagens de contar com um especialista em naming na gestão da marca?
Existem diversos profissionais e abordagens de Naming no mercado e todas podem chegar a resultados satisfatórios. Mas o melhor profissional deve ter familiaridade com questões de identidade e também saber lidar com a transposição do verbal para o não-verbal. Porque um bom nome precisa ser sonoro e ao mesmo tempo visualmente agradável.

Uma palavra pode assumir diversos significados, a simples mudança de uma letra “i” para um “y” por exemplo, pode dar a aparência que ela é de outra língua mudando o seu significado. Assim como uma certa construção morfológica pode aparentar uma coisa que não o é. Vejamos o exemplo da marca de sorvetes HÄAGEN-DAZS. Ao contrário do que muitos pensam, ela não é uma empresa européia e sim de Nova Iorque. Essas duas palavras foram inventadas, não tinham nenhum significado particular e foram baseadas em um olhar “europeu” dos norte-americanos.

Existem técnicas específicas para construção de um nome, quais?
Desenvolver nomes é um grande jogo de palavras, e saber lidar com elas é essencial. Existem diversas técnicas que vão desde o simples uso do dicionário, que, aliás, sempre estará presente em qualquer processo criativo de nomes, até a construção de nomes “artificiais” ou “inventados” a partir da junção de pedaços de palavras, tentando explorar a questão sonora. Gosto muito de trabalhar numa idéia de “imersão” que consiste em uma busca do “núcleo” da idéia do futuro nome.

A partir desse núcleo podemos usar a técnica do campo semântico. Por exemplo, a partir da palavra “rosa”, imediatamente é possível remeter a flor, uma determinada cor, etc. Um pouco mais adiante é possível ter as palavras perfume e espinho. Indo mais além, tem-se “relação amorosa” e assim por diante. Tudo desenvolvido a partir do núcleo da idéia “rosa”. É uma técnica para compreender a idéia central que está por trás da marca e que pode gerar nomes com “conteúdo” mais apropriado.

Quais são as maiores dificuldades?
Ser criativo é muito fácil, é possível gerar 200, 300 nomes em um dia. A questão principal é encontrar nomes que possam contribuir na construção da identidade da marca a um custo de comunicação baixo e que possam ser registráveis legalmente. Na verdade esse é o maior problema. Nos dias de hoje registrar uma marca é cada vez mais difícil. E isso se agrava quanto maior for a atuação geográfica da marca.

Quais dicas o senhor daria para um bom resultado de naming?
Acredito que o melhor caminho é entender qual é a essência da marca, seu núcleo de significado, além de seus propósitos futuros, como por exemplo, se o nome dará vida a uma linha de produtos, através de uma extensão de marca. Depois, envolver desde o início do processo, profissionais de design e de propriedade intelectual, que muitas vezes só são chamados após a escolha do nome, ocasionando possíveis retrabalhos. O Naming é interdisciplinar e dependendo da complexidade de uso do nome, mais profissionais precisarão ser envolvidos no processo.

Acesse
www.acbd.com.br
www.qualitymark.com.br

tirado daqui ó: mundomarketing

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e tenho dito…

2nd setembro , 2009 | Nenhum comentário | Postado em refletindo... por hugo arantes

Desta vez, vou falar de algumas dicas que o Marc Brownstein deu em um artigo recente naAdvertising Age. A agência que ele preside, a The Brownstein Group, fundada pelo seu pai em 1964, foi assumida por ele após passagens por grandes agências norte-americanas.

Ele conta que, nesses 45 anos, foram muitos altos e baixos – profissionais deixando a agência, perda de grandes clientes, problemas de fluxo de caixa, perda de foco estratégico, entre outros. No entanto, estiveram sempre fortes e preparados para lidar com tais situações. E os pontos apontados no texto são justamente as questões fundamentais que, segundo ele, tem feito a agência prosperar por décadas. Aqui vão:

Tenha valores bem definidos: Desde o dia em que seu pai abriu a agência, conta ele, dois valores básicos tem sido predominantes: criatividade e integridade. Parece óbvio, mas muitas empresas tem isso apenas no discurso. Segundo Brownstein, a agência sempre foi guiada pelas suas raízes criativas e sempre prezou pela verdade, tanto na sua fala quanto nas suas ações. Além disso, eles só contratam pessoas que compartilham dos mesmos valores.

Tenha respeito pelas pessoas que trabalham com você: Brownstein conta que possuem uma maravilhosa equipe de pessoas inteligentes e talentosas, que trabalham incansavelmente para a agência e para seus clientes, e isso merece muito respeito. Se a agência demonstra isso, diz ele, a resposta da equipe é sempre a melhor possível.

Tenha um DNA competitivo: A Brownstein nunca se dá por satisfeita, conta. Pelo menos até ajudar seus clientes a superar os resultados esperados, até fechar o ano com sucesso financeiro e até conquistar toneladas de prêmios.

Retribua: A crença da agência, segundo Brownstein é de que é seu dever retribuir às organizações que ajudam a comunidade. Tanto seu pai como ele próprio sempre ajudaram as instituições sem fins lucrativos que os procuravam. Essa sensação de ajudar, afirma, ajuda a gerar um impacto positivo na região em que você atua e enche sua equipe de orgulho.

Crie uma cultura forte: As pessoas costumam dizer que sentem a cultura da agência assim que saem do elevador, comenta Brownstein. Conforme ele mencionou antes, a agência vive seus valores e, com isso, chegou a um ambiente diferenciado, baseado na valorização das ideias e das pessoas. Essa cultura também é capaz de evidenciar más contratações, já que pessoas que não compartilham dessas premissas básicas logo aparece.

Evolua: A empresa começou como uma agência de varejo, fazendo, basicamente, TV, revista, jornal, radio e outdoor. Com o tempo, tem sido capaz de antecipar algumas tendências, adicionando novas disciplinas antes da concorrência. O exemplo apontando por Marc Brownstein é o das mídias digitais, que passaram a ser trabalhadas pela agência em 1998 – muito antes da maioria. Segundo ele, fazer a agência evoluir antes proporciona um sucesso de longo prazo, já que os clientes ficarão muito mais tempo com você.

tirado daqui ó: chmkt

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Dicas para usar o Twitter como ferramenta favorável à sua empresa

24th agosto , 2009 | Nenhum comentário | Postado em mkt, textos interessantes por hugo arantes

A rede social Twitter foi criada há mais de três anos, mas somente em 2009 ela se transformou em um serviço relevante entre os usuários da Web. O fenômeno logo chamou a atenção de muitas empresas, que passaram a tentar explorar o serviço para benefício de seus negócios. Mas qual é a influência que a rede social tem nos negócios das corporações?

Para responder à pergunta, o instituto Forrester Research elaborou um estudo que avalia a importância e os benefícios da rede social. E para realizar essa análise, a organização estudou alguns dos fatos mais relevantes do Twitter.

O primeiro dado que surpreende é a faixa etária dos usuários. Enquanto grande parte das redes sociais é tomada por adolescentes, o grupo que concentra o maior número de usuários no Twitter são pessoas entre 35 e 49 anos, que compreendem 42% do público. O segundo maior são usuários entre 25 e 34 anos: 20% do total. Trata-se de uma audiência qualificada e com poder de decisão nas famílias.

O segundo elemento a ser levado em conta é a forma como os usuários passam a seguir as companhias. No Twitter, o inscrito só visualiza conteúdo gerado pelos usuários que ele segue, o que significa que quem recebe a mensagem o faz voluntariamente e está mais disposto a encaminhá-la para sua própria rede.

Mas apesar da informalidade que marca a rede, é necessário planejamento para utilizá-la. Antes de iniciar a empreitada, o Forrester recomenda a análise de quatro vetores: pessoas, objetivos, estratégia e tecnologia. Veja como lidar com cada um deles.

Pessoas - Para analisar se os clientes estão usando Twitter e como a ferramenta os influencia, é essencial realizar uma pesquisa de mercado. O próprio mecanismo de busca do site auxilia na tarefa. Procure o nome da sua marca e outros termos associados para identificar os usuários.

Objetivos - Para cada ação, a empresa deve ter objetivos claros. Com o Twitter não é diferente, mas eles devem ser compatíveis com o escopo da rede social. Os objetivos mais comuns são reforço da marca, ações de relações públicas, vendas e alternativas para canal de serviço ao consumidor.

Estratégia - O que funciona para uma empresa pode não funcionar para a outra. Por isso, a companhia que vai usar o Twitter deve alinhar sua abordagem com seus objetivos, planejando como a relação com os consumidores mudará e o impacto que terá nos processos da organização.

Tecnologia - Uma ação com o Twitter também depende de tecnologias adequadas para implementar as ideias e estratégias. Há uma série de ferramentas gratuitas disponíveis para ajudar no monitoramento da conta e outras tecnologias mais sofisticadas que estão aparecendo no mercado e podem agregar algum diferencial. A Salesforce.com, por exemplo, integrou o Twitter à sua aplicação de CRM. A Omniture, companhia de análise Web, também colocou o Twitter em suas soluções.

Quais são os principais ganhos
Além de indicar diretrizes para que as empresas atuem no Twitter, o estudo da Forrester apresenta os principais benefícios obtidos pelas organizações, com ações diretas e indiretas. Confira os principais ganhos das empresas:

Inteligência do marketing – É comum ver casos de empresas que usam o Twitter para questionar consumidores sobre mudanças nos produtos e para identificar insatisfações. A Johnson & Johnson, por exemplo, descobriu uma enchente de tweets reclamando do comercial de um de seus produtos. Com isso, a empresa pôde agir de forma proativa: se desculpou com o público e retirou a propaganda. Todas as empresas deveriam fazer uma busca por suas marcas para verificar se elas estão associadas a algum fenômeno, seja positivo ou negativo.

Proximidade com o consumidor – Algumas empresas interceptam mensagens de consumidores na rede social para responder a questões postadas por clientes. O atendimento individual pode superar as expectativas do usuário e fidelizá-lo.

Estímulo aos entusiastas da marca – Se os clientes optaram por serem seguidores de uma empresa no Twitter, eles tendem a ajudar a promover a marca. A rede pode auxiliar as empresas a estimulá-los, principalmente houver promoções, tweets bem humorados ou informações de valor.

Reforço nas vendas – No final do ano passado, a Dell registrou que sua conta no Twitter gerou um milhão de dólares em receita e começou a anunciar que promoveria negócios exclusivos para seus seguidores. Outro exemplo é a brasileira Tecnicsa, um caso de sucesso na geração de receita por meio do blog e do Twitter.

tirado daqui ó: pcworld

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